quarta-feira, 24 de março de 2010

Mundo Mágico...

Todos os personagens...
Todas as cenas, o público, o cineasta.
Crianças, palhaços, vôos e os trapezistas...
És as dançarinas, soldados, macacos, ratos e leões,
és tudo:
a altura e a queda,
a água e o afogamento,
a felicidade e o medo.

Na magia inconsciente...
No fluir imaginário...

És os cenários,
a serpente em seus céus,
as pombas em seus infernos...

sábado, 20 de março de 2010

A Dama de Verde

Convide-a dama pra dançar
Os dois unidos, corpos interagindo.
Tu na imensidão inexplorada.
Descobrindo...
São lindas cachoeiras e novas riquezas.

E agora ela está perdida:
Condenada pela imensidão de si mesma.
Violentada por seus filhos.
Mercadores de sua virgindade...

Nós aceitamos os cães adestrados;
Pelos salvadores auto proclamados
vão proteja-la para corta-la...
Nativos iludidos por embaladores de curas.
Compramos nossa flora enlatada

Dividir com o mundo...
Uma forma de amá-la...
De protegê-la para nos saciar
Nossa dama violentada.
“Fuck”, fodida! Estuprada
Raízes rejeitadas
A nossa verdadeira mãe
Tem um dama sobre a areia
Para contos com o Sasi e sereias
Com olhos de botos e corpo de ervas
fauna e flora: amores,
Inimagináveis curas
A grande dama, “nossa lenda”!
Uma das últimas damas de nossa mãe queima
Ambições ignorantes: ódio, ganância e ira...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Aos Pregadores de Jornal

Deitado sobre os pés,
pairando sobre a própria cabeça,
mergulho no mundo que rodeia.
Penso antes que esqueça.

Desatam-se os nós dos dedos.
Esticam-se os pensamentos.
Questionam-se os medos.
Enxerga mais que pelos espelhos.
Lê o livro dos erros e acertos
despreocupado com julgamentos,
inviolável por seus tormentos...

Caminha-se em mares?
Ou interpretam-se as marés?
Saltemos com nossas mãos
sobre os abismos do sim e não.
Pode-se morrer entre os saltos...
Mas só vivem aqueles que estão lá no alto!

Tudo preso a uma:
uma única mitologia!
Erguem-se muros de lamentos.
Fecham-se os cercos dos arrependimentos.
É o fim da imaginação,
são os limites da subconsciência.
Ali se enceram os questionamentos.
E elas, essas nossas musas sublimes,
passam a ser meretrizes.
Putas expressões de indecências.
Eterna decadência.

Veja a fenda dimensional...
Um buraco no meio do bem e do mal.
Uma fada vestida de magia ou fé...

Nus, transpiramos beleza!
Amando, nos entregamos a natureza!

Murcharam-se um pouco mais
os gurus e pastores, pois se esgotou mais
um dos seguidores, e se encerra outro pregador.

Uma sinfonia com notas sem pudor!
Uma toda e só minha magia...
Que questiono e altero,
rasuro minhas páginas e minhas partituras.
As crenças, as parábolas e poesias

Vivam os meus baixos e minhas alturas
Uma metamorfose de todos os dias:
Uma toda e só minha fé...
Isso é tudo que lhe digo...
E quanto as sua:
nem quero saber qual é.

A Verdade

Papel e caneta.
Dedos, textos e imagens.
Cálculos transformados em luz.
Naves para mensagens...

Uma cor, milhões de tonalidades
Pense nas cores...
Elas colorem seus pensamentos.
Sim! Colorem agora! Veja!
Veja as cores!
Comece pela que você mais gosta!
Sim! É essa que você mais gosta
Exatamente a que está pensando agora
...
Nesse sempre agora...
Fantástica pluralidade:
sons, imagens e odores...
Livre-se de todos os pudores

Veja os textos psicografados, recebidos,
labutados, mecânicos...

Veja os concebidos, inspirados,
Conscientes em sua inconsciência
ou vice versa

Sim: algo dedicado e amado!
Na lucidez de um alucinado...

Além de papel moeda e itinerários.
Onde se recebe sorrisos!
Sonhado, imaginado, errado de colorido,
vestido para ser despido...
Esculpido na mais liquida rocha...
Incerto é tido com um destino

Nobre guro, bom pastor,
Recebam da culpa...
Atrás de balcões de moralidades
Servindo doses mágicas de felicidade,
porções de pecados e angustias.
Por toda a eternidade.
Amém!

Ignoram a natureza do prazer e da diversão!

Temos tempos de comum comunicação...
Tenho rascunhos de sedas...
Algo quase pronto,
que posso rasurar...
Reescrever e repensar...
Interagir e criar
não mais que pobres rimas
Sem métodos, palavras escorridas,
vomitadas, cuspidas...
Uma poesia sem fim,
é, tipo: algo assim...
Algo do tipo:
sei lá eu! Saca?
É experimentar...
Ambições de rupturas
Algo com...
Um título extremamente duvidoso!

Hora Extraviada

O céu está caído, o deixe no chão...
O véu foi tirado, o encanto retido...
O mel é defeito querido...
O bem e o mal: tradições...
Mas existe todo o vão...
O que está entre, um desafio...
Sem pódios, sem adversários...
Sem saída sem chegada.
Desfiladeiro...
Além da razão...
Imagina?

Corte no Tempo

Fogo forte ama o ar!
Deita-se com o vento...
Voa com o azar e a sorte.
Torna-se cada vez mais sedento.
Corta o tempo!
É o fim da fogueira.
O encerramento da vela.
Queima ele, queima ela...
Queima fogo, queima a vela,
Escorre cera e corre tempo.
Qual o elo, quem é ela?
Onde seu, quando eu?
Real tal qual ruim e bom...
Mas uma noite cai.
Entre todo o vem e vai.

sábado, 23 de maio de 2009

Busca

Pelos dias opacos na falação do silencio.
Atrás de sonhos incontidos onde se contem.
Pelos bares e festas a fantasias;
Entupindo-se de doces e travessuras já não tem.

Procura o que ainda não procurei.
O que não pode se encontrar.
Aquilo que só se tem enquanto está em busca!
Um saber paralelo que acompanha.

Nem de corpo ou alma percorre...

Aquilo que não se imagina.
Que não é falado ou escrito.
Que é desprendido e insinuante...
Algo atraente... Irradiante....

Está entre a escuridão
Um buraco de luz que queima a cegueira da visão...
A luz que explode e queima até o renascer da visão....
Busca!
Um buraco de luz...
***

o mEdo

refLexo dO flUxo
donde reflexa a vida....
uma estada, paranóia, sem freio na desCida
é filho da vida, qUe atua em nossas peças...
e da vitRine de segurAnça se desPeça...
diga adeus a tOdas essas selas
cavalgUe à pêlo, rumo ao queinio da possibilidade
CavAlgue!
É rumo aos aBismOs
o salto está!
suas assas Batem livres
os selAdos livram-se das selas pois são todos cavalos alados
estavam alGemados
cavaleiros condenados pelas segurança das selas....
caEm junto com as elas...
os pegassus pousaM...
cavalgue nu, à pêlo!
***

garAgem

veNtos
Contra!

veLas
aO
Contrário!

sEm
Itinerário!

derRota
Amedronta?

vitÓria
Liberta?

comPetição
É
Questão?
...

queStão
é

exprEssão
artE
Ação!
AtiTuDe
***

domingo, 17 de maio de 2009

Reflexos Secretos

Foi um beijo ou uma doce mordida?
Qual a alucinação que senti?
Em qual espelho eu me vi?
Definhei na ira a ilusão de uma partida!

O que resiste até então?
Pois resiste...
O elixir corre pelas minhas veias;
Esquenta meu sangue.
Chega ao coração, escurece a visão!
Não sou dono da situação,
Nunca sou, mas ela chega e cega.
A raiva presenteia a razão
Com um belo embrulho cheio de ilusão
Esqueço-me após me enxergar no espelho...

Vejo sangue e todo ele quebrado.
Vejo o reflexos de um tolo indiscreto.
Estilhaçado nas centenas de cacos
Minhas pupilas contraídas!
Meus segredos liquidados.
No momento que se arrasta..
Violento, tolo e fraco.

Reflexo mutilado...
Eu despedaçado.

Veneno medicado

Às vezes, vezes muitas.
Quando tudo para, quando a noite apaga!
Todos os sentimentos se retraem...
Depois do que alimenta.
Depois do que não rumino.
Antes de mais um dia acordado dormindo.
Diante do que não comove.
Tempo filho da dor que ostento
O espírito não corre;
Não vive e não morre...

Acelero e breco
Desligo e ativo...
Todo o aprendido... Todo o coercivo.
Interpretado com calma,
agora leva minha alma.
Vai livre para o todo fluir.


Desenha símbolos no ar...
Expressa chaves para existir..
Existi chaves para expressão...
Atrás das portas do seu quarto,
Quando a noite está no alto
Rolam loucuras: Imagina, percebe, raciocina...
Sem medo, sem horror... Sem grades de pudor.
Navega a deriva, pilota em queda livre....
Destranque suas portas...
Não se meça...
Passa pelos buracos das fechaduras...
***

Ressaca

Entranhas retorcidas ardem em excessos!
O corpo ainda mais estranho.
Depois da folia tremo e me recomponho.
Cabeça derretida em expectativas de outros para mim.
A dor domina, palavras param de brotar.
O intestino está transbordando...
As ilusões foram vividas e vomitadas
Agora restam as alavancas que não suporto mais tocar
Que não suporto não suportar....
E a dor volta devagar...
Vem chegando e toma seu lugar...
E eu perco o meu...
***

quarta-feira, 6 de maio de 2009

cArO leItOr

leva-se e se eleve por atravÉS da tinta,
do verdaDEiro ou do qUE mINta,
entre a sORte e o azAr,
junto ao deSTino do acaso;

os paSSos paSSados,
os do agoRA...
e os a serem pROjetados,
perfeito ou imperfEIto,
um bocado de cada modo de pENsar;
certo e errado
apenas mODos de pensar

vejAM os símbolos mISturados,
colados, repelidos vamos continue....
viaje por entre essas pobres meLOdias,
pelas entrelinhas das canTIgas, das RImas,
uM Casamento... bEM e
mAL fazem amor, se deitam
no maTO da harmonia do caos;

símbolos!
significados;
sentidos;
imAGinados;
livre inteRPretados;

cada par de oLHo; seus pensamentos,
cada par de ouvidos seus olhares, cada toQUeu suas palavras, cada bEIjo...

seus tORmentos
seus ansEIos, deseJOs
cada qual suas paixões,
seus aMOres.
cada um seus enTEndimentos,
cada um , um universo...
um verso e outros inversos,

símBOlos paLAvras e OUtras ...
elas estão todas nuas AO sEU dispor caRO leitOR;!, ...
***

domingo, 18 de janeiro de 2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Revolução

Atrás de blindagens, é a máquina de luxo.
Geradora de tudo esse lixo.
Recoberta de rostos e armações.
Padrões em sonhos de consumo, em idealizações.
Perdões projetados para a minoria.
Todos conformados em uma pseudo-alforria.

Veja a ausência de rostos o topo dessa velha hierarquia.
Transbordam indiferença.
Mas estão como nós nessa inconsistência
São partes dessa regência comercial.
Que agride toda a essência natural.
Cheia de potência em sua infâmia.
Faz gerar uma fortuna para nos atropelar.
São máquinas capitalisticas que nós construímos.
Abastecidas pelos combustíveis que cavamos.
Pelos quais somos consumidos.
Nos quais afundamos.

Somos charutos tragados em reuniões de mega-corporações
O wisk degustado em negociações.
Somos as prostitutas nas orgias depois das reuniões.

Consumismo, labuta, medo e segurança.
Padrões de acomodação para a maioria.
Sentados diante o brilho da caixa de mentiras.
Enganando a dor com aspirinas.
Confundidos entre as páginas da violência.
E lindas belezas vazias.

Reduzidos aos índices para os gestores de nossa corrupção.
E nosso suor escorre, e nossas juntas se desgastam.
E os espíritos se acostumam.
Neuroses estão implantadas.
Indigeríveis, intragáveis.
A hipocrisia é cultivada.

Nossas contas são pagas, nossos sonhos soterrados.
Engolimos a seco enquanto somos estuprados.

E em vulgares túmulos os sonhos são sepultados.
Calados e cheios de medo, abafados por se sentirem culpados.
Violência sem nos olhar nos nossos próprios olhos...
Beba suor em banquetes onde se serve cabeça de gente.
E somos nós que servimos, nós que nos alienamos, nos reprimimos.

Onde está nossa produção?
Ela escorre como fogos de artifícios no céu.
Brilham diante nossos olhos para nosso próprio encanto.
Apagam-se antes que possamos tocá-los.
Os fogos se vão, os artifícios ficam.

A festa encerra e nossa rotina é novamente instaurada.
As contas estão pagas.
Nossos nomes continuam sujos...

O ditador não é um homem com farda...
Está para além de todas as multinacionais.
De todas as figuras governamentais.
Ele escreve os hinos mentirosos.
Nós marchamos e nos rachamos.
Estamos para uma máquina autônoma e imaterial.
Que rege sistemas materiais construídos sob alicerces ideais.

Abaixo ao imperador incorporal, morte ao Senhor Capital!
Escondido nos bolsos de armanis...
Na empresa monumental.
Sob o a tutela da corrupção.
Sob a bela arquitetura do Planalto Central.

A nós, aos que desconjuntaram a juntas.
E aos poucos que o todo juntam...

A vida em detrimento do capital é uma arcaica concretização.
Ela não se estabelece pelo consumo.
Vejam, estamos a caminho da extinção!
Da infâmia do banal, do vil, do antinatural.

Nas engrenagens...
Nota-se o eu, você e nós!
Como viver as múltiplas ecologias.
Ecologia da vida, do eu, do você e de nós.
Ecologia planeta que nos acolhe...
Do sistema que agora nos engole.
Como viver a singularidade do eu que não existe a sós.
Vejam, somos reféns dessas falsas hierarquias.
Desse autoritarismo.
Desse nosso ditador.
Dessa nossa criação!
O capital!
Mola mestra do sistema canibal.

Agora vislumbre!
Estamos diante o império incorporal do Imperador Capital.
Não somos ingênuos em nossos tempos!
Poetas não são sonhadores, vulgares e patetas!

Venta contra nossa singularidade.
Levantemos as velas contra os ventos.
Armemo-nos de conhecimentos, de ações.
Sejamos nossas ambiciosas invenções.

Construir nossos momentos.
Empilhemos todas essas pedras de tormento.
Nossas rochas serão nossas esculturas.
Não nos apeguemos ao desalento.
Antecipemos as mudanças nas estruturas.


Após uma hera de cegueira diante a massificada banalidade...
Atentados virão em prol às novidades.
Produzidos pelos povos em suas singularidade.

Frente ao velho império midiático...
A jovem revolucionária.
A pluralidade na comunicação!
Com ajuda de todos os outros agentes rebeldes!
Prepara o terreno para executarmos a ação.

Logo tudo sairá da gruta.
Mas precisa de nosso ajuda!
Nós levaremos o espírito para além das teclas e monitores.
Então a pluralidade irá além dos monopólios
Além do consumo, do capital, da concentração.
Não seremos mais passivos consumidores.
Nosso entretenimento estará para além da distração...
Escolhemos nossa própria vontade.

Algo deve individualizar e unir todos os mundos.
Não será difuso em potentes rádios, nem em famosos impressos.
Não vai passar na televisão.
Podem é tentar inibir, mas anunciaram o próprio ruir.
E todo o novo é expresso!
O novo expresso pelo povo e para o povo.

Vivendo a ecologia do real e do virtual;
Do material e do espiritual...
Preservando o singular e o plural.

Nosso ser morando em nossa maior riqueza:
A natureza!
Numa ecologia dos consumos...
É o que eu presumo.
Pois do contrário vejo nós todos no fundo.

Sem medo!
Levantemos nossos copos, vamos!
Levantarei logo a garrafa, vamos brindar!
Vamos brindar ao que iremos todos encarar.

Não adiante desviar os olhos, ela está em nosso próprio olhar.

Um brinde!
Brindemos a nossa certeza!
A nossa finitude!
Um brinde a nossa morte!
Nessa celebração de nossa vida

Um brinde em virtude da nova hera sempre nascente.
Nossa hera, nosso presente!
Outro brinde! As nossas pequenas ações do agora! As mães do futuro!
Viva as escolhas diante uma porção incensurável de horizontes!
Chega desse túnel...
Vamos passar pelos rios, bosques, vales e/ou pontes.
Estamos sedentos por algo além dessa mesmice de novidades
Vamos construindo a...
Chamada Pós-Modernidade.
***

sábado, 10 de janeiro de 2009

O último muro

Os olhos condenados ao escuro...
Noção de visão submersa!
Imerso no seu paletó de madeira...

Caminha para o desconhecido.
Sob as lágrimas de sua mãe.
Carregado pelo pai e irmãos;
Assistido pelos filhos e sobrinhos.
Pelos inúmeros parentes.
Por um turbilhão de amigos...

Coberto pelo inconcebível.
Tragado pelo imperceptível.
No inexplicável caminho.

Aquele último muro se fez entre ele e a gente.
Lenta e calmamente, uma vulgar estrutura solene...
As últimas flores lhe são lançadas...
Estão sobre o seu paletó.

Alguém se agacha com seu forte espírito.
Faz ranger seus cansados ossos.
Ajuda com os tijolos.
É o muro de seu filho...
Seu primogênito, um de seus amados.
Um de seus queridos.

Do alvorecer ao anoitecer...
Sempre... Lado a lado aos pais.

O ritual está selado!
O último tijolo compõe o muro.
É um local sagrado:
Cantigas, lágrimas.
Gestos... Gestos... Gestos!
Palavras...

E o muro encerra a despedida de sua existência.
De sua consciência.
De seu corpo.

Não encerra as lembranças.
Seu sangue, seus filhos, seus netos.
As memórias, os sonhos, as esperanças.
Está tudo coroado...

E então, diante meus sentidos molhados...
O vulgar muro e todo o túmulo...
Transformam-se em um florido jardim.
***

Em memória do Tio João.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O coração da cidade

A cidade envelhece.
Desigualdade nasce.
Antes que a velhice passe...
A violência resplandece.
A gentileza retrai.
A frieza atrai, recai.
A cidade cresce...

No coração da cidade.
As crianças enganam as fomes.
Alimentam-se com a cola de nossos sapatos.
Sobrevivem dos restos que a gente consome.
E nos consumimos em chamas de vaidade.
A cidade envelhece.
Seu coração enfarta...
Uma grande mudança acontece?
Progresso?
Não somos ingênuos
Já lemos a antiga carta!

A cidade envelhece.
A desigualdade nasce.
Reféns de nossa própria ameaça!
Que a velhice passe.
Onde a atitude prevalece.
...!

...!
Que a cidade renasça!
Longe da nuvem de fumaça.
Sem tantas grades de ilusão.
Sem os lares prisão.
Sem as políticas de alienação.

Que a arte renasça.
E povo se inove.
Inicio; auge; declínio; situação.
Para ficarem de fronte.
Um novo horizonte.
Numa nova jornada nova.
Para novamente se encontrarem numa condição
Inicio; auge; declínio; situação.
...!

...!
Mas agora o coração da cidade está apertado
Espremido nas engrenagens
Entupido de sujeira... De poluição.
Explorado pela corrupção.
Exaurido pela consumação.
...!

...!
E aos futuros cidadãos:
Tudo de NOVO!
Além de morais, razões, políticas, diversões.
Além de nossas liberdades, sonhos, imaginações.
Esses devem ser nossos votos ancestrais.
Para um mundo de liberdade sem os iguais.
De liberdade para a singularidade!
Do indivíduo de personalidade!

Que o novo ciclo continuo...
Encontre-se em contradições...
Perca-se em certezas.
Aprenda com os erros...

Que a cidade renasça.
Que o povo se inove.
Que nossos filhos e netos vivam
Para que também inovem...
...!
***


Artesãos singulares

Felicidade não é algo que se recebe nessa ou naquela data determinada...
Felicidade não é fútil como um presente enrolado em laços dourados...
Mas também é desejada, esperada, esculpida, trabalhada...
Mas além de presentes, pode ser inventada sob nossa medida.
Pode ser até obra além de nossa vontade
E só para nós mesmos.
Podemos ser os grandes tecelões!
Podemos ter alguma participação.
Os tecelões de forças e fraquezas de felicidades e tristezas...
Os urdidores de transas.
Inventores de teares, com muitos pentes e pedais.
Então criamos pontos aos milhares...
E até dos fios e barbantes somos autores.
Fazemos qualquer mistura, chegamos a novas cores.
Peças sob nossas próprias medidas...
Para os nossos próprios; singulares usos...
“Cogito ergo sum”
***

Para não entender

Esse, isso, reza...
Guerra por uma dose de petróleo.
Come, zune, enxuga...
Saúde em toalhas de monóxido.
Luta atua como seus mísseis de ilusões.
Suas grades, inocentes...
Cadeia lares.
Carros sanitários, gaiolas de insetos.
Ônibus azuis, no começo de um ano velho.
Suspiro para seu novo chulo...
Palavras fúteis pra criar rimas remoídas?
Doces, loucuras, pinceladas, essas palavras...
Quais as medidas?
Quais as medidoras?
Insanidade na literatura?
Você atura?
Suporta?
Vil banalidade?
E então?
Fragmentos ou continuidade?
Rupturas?
Tolices?
Doçuras?
Doença?
Cura ou mesmice?
Ambição...
Latas, sedas, músicas...
Viagens...
Liberdade...
Loucura...
Prisão depende da sua vontade...
Cultura...
Depende da encanação...
Garrafas, vertigens, inspirações, ilusões...
Imaginação, criação, atuação...
Visão...
Veias...
Ar, pés...
Encarnação...
Representação...
O que realmente quero dizer então?
Surrealização...
***

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