sábado, 18 de outubro de 2008

?

Estão confortáveis? Todos acomodadamente confortáveis?
Todos acomodados? Estão conscientemente acomodados?
Todos conscientes? Estão comodamente conscientes?
Conformados? Confortavelmente conformados?
Estão muitos! Estou tão...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Humano do Progresso

O coração de concreto e pés de asfalto.
Nunca os descarrega na terra.
Sempre dentro de uniformes que se submete.
Com estomago de vidro e as mãos de plástico.
Nunca energizadas em uma árvore.
Não experimenta elixires de diferença.
Sempre o mesmo tanto, a mesma bebida...
Toma sempre a mesma dose de consciência.
Ser seu próprio carcereiro...
Essa é sua sentença!
Vê o diferente como ofensa,
sempre é bom cordeiro.
Pastando na maior das religiões:
“A fé no dinheiro”...
Tropeça em morais e razões...
Diante as outras percepções é mudo, sego e surdo.

Dois Cair da Noite

Dez mil cigarras gritam até a explosão, grilos com suas patas aos gritos! Pássaros encantam com o canto mais puro que qualquer mantra.

E lá vem a Deusa Prateada!
E ela vem é cheia!
Do tamanho da nossa ignorância.
Ouço as vozes das árvores; a ida do sol as une.
Agora é um único grande tronco rajado.
É o beijo da sombra com o vulto.
O ar é de natureza, é sereno, é vitalizante...
É belo o mistério ao cair do tempo oculto.


Motores esgoelam iluminados pelos postes e néons, pessoas trafegam entulhadas. As cigarras estão intoxicadas, grilos abafados, pássaros contaminados, pouco cantam...

Pessoas berram mais de um milhão de promessas.
A Deusa Prateada fica esquisita; vive ofuscada...
Pela nossa luz é condenada.
É esfera pálida entre véus de tijolos.
Ouço vozes dos mendigos, a desigualdade os une.
Agora é um único grande desespero acomodado.
O ar é pesado feito dor
É triste o horror ao cair do tempo sepulto.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Atordoado

Distrações ocupam o espírito.
Flutuava sossegado, agora rasteja preocupado.
Esquece-se que tudo é cíclico.
“Vejam o espírito atordoado.”
É um vulto confuso; em seu lar sente-se intruso.
Pelo muro está cercado.
“Vejam o espírito atordoado.”
Tropeça em si e cai de si; chora por si, esquece-se de rir.
Tudo esta turvo diante sua percepção.
Dança no ritmo das portas!
Ao tempo das crenças mortas; afinal; por aonde ele vai?
“Vejam o espírito atordoado.”
Só fala de sua própria solidão!
Caricatura rimas em vão...
Quem é que se importa?
Quem é que realmente importa?
Golpes do amor de ilustração ou o meu atordoado...

sábado, 11 de outubro de 2008

Aos Nobres

As estruturas aboliram a ruptura.
Os moralistas se firmam como artistas.
Os dualistas ainda se julgam nobres.
Numa cama de moral envaidecida.
Onde transam no escuro por um buraco no lençol.

Nobres reféns de sua própria tortura.
Chicoteados por verdades idealistas.
Com moral de tacho de cobre.
Transbordando a sobriedade entristecida.
Nobres tolos cheios de luz como fogo em paiol.

Os que arregalam os olhos em loucura.
Em indiferença a todos esses “...istas”.
Divertem-se com o novo entre o pobres.
Transam sob a luz do luar entorpecida .
Rolam nus pela grama; sem pudor e sem lençol.

Cultura Enlatada

Nas prateleiras.
Novidades repetidas; músicas revestidas.
Pobreza vendida; novo marginalizado.
Povo vomitando o difícil de ser digerido.

Engolindo sem mastigar refeições massificadas
num banquete de produções comerciais.
Enlatados culturais vendidos em supermercados.
Estão nas prateleiras sob o título: Kits

Meios de comunicação de massa;
não passam de ligeiras e vagas mensagens de fumaça.
Estou amassado nesse sistema do vai e vem.
Para a qual a maioria de nós diz amém.
Muitos acomodados em sofás empoeirados.
Donde pelo novo mostram todo desdém.
Assistindo a rotina na mesma caixa.
Ouvindo a papagaios nas rádios....

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Montanhas Estranhas


Estou em uma confortável rede amarrada a dois ciprestes centenários donde aprecio a paisagem mais deslumbrante que jamais sonhei.
Mais estou... E meu sonho agora parece estar para além daquelas montanhas.
Às Montanhas estranhas irei...
Imagino que lá estarei diante a outra paisagem jamais sonhada; de lá avistarei novas montanhas estranhas que almejarei.

domingo, 5 de outubro de 2008

Guie-se, Siga-se;

Siga ninguém, não se perca no rebanho, siga a si mesmo.
Mesmo sendo o mais estranho.
Guie ninguém, ao diabo com pastor e ovelha, guie a si mesmo.
Cada um é um universo e uma centelha.
Siga a si mesmo...
Guie a si mesmo....
Dentre a sombra da luz oculta, onde vidas nascem e se sepultam.
Dentre a claridade da pureza, onde se goza de toda a sutileza.
Entre o doce e o amargo, entre dia e a noite, entre o certo e o errado.
Entre o bem e o mal, entre a harmonia e o caos, entre tudo isso;
Entre, além disso.
Não tenha vergonha... De si mesmo.
Torna-te o que és... Livre do medo.

Alternação

No meio de toda a festa
Junto toda essa alegria
Lembre que tudo se alternará

Seus sorrisos entorpecidos
Cairão, num certo agora ....
Num absoluto esquecimento...
E o seu até então, exaltado espírito
Ardera nas chamas do tormento

A alternação é uma constante

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Meus Olhos a Vêem

Admiro a beleza da carne!
São tantas a belas em fraquezas;
raras são as que estão além
dessas tolas idéias ricas de pobreza.

Não linda garota! O que sinto não está acima do carnal
E nem quero que assim seja
Quero que se entregue;
meu corpo, ao seu deseja

Ei garota! Sabe o que mais me seduz?
É quilo que me deixa silencioso aos gritos
É esse seu místico espírito...
E assim batizo sua fonte de luz!

Aquilo que irradia de seus olhos,
essa luz sombria e oculta,
não dá pra te desejar com culpa.
Vejo meus desejos quando...
Meus olhos a vêem.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Onde

Por onde perco meus sombrios...
Aqueles meus sóbrios e calejados sentidos...
Vou pela trilha que entorpece almas e corações.
Bebo garrafas de palavras, visões, sons, emoções...
Litros e litros de paixão e amor, de amizade...
Tudo às vezes temperado com Steinhäger.
Bebo e sem nenhum pudor...
E logo estou extasiado numa busca para percorrer...
A trilha por onde não se é dono da situação
Um caminho que não posso decorar.
Que preciso compreender...
Imagino uma trilha complexa de sutilezas.
Por onde homens e mulheres se arrastam ou podem voar.
Pois nessa louca trilha, as coisas sempre fluem e estão!
Deslizam para todo lado...
Entre as forças e as fraquezas...
Donde admiro o contrabalanço de toda a situação...
E o equilíbrio se apresenta como filho da alternação.
Uma vez que por ela eu quase o alcanço...
Extasiado e vez e muitas em desequilíbrio
Trilho pra curtir tudo que flui em minha direção.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Sobre Um Inferno e Um Demônio.

Quando o amargo sobe até minha mente...
Quando chega ditando meu suor.
Ela cresce e a sabedoria esvai.
É que ela chega e meus sentidos ardem.
Essa tal me guia para onde se cai...
Num momento onde sou o horror.
Quando os donos da razão nunca entendem.
E como ficar puro diante de todo meu mal?
Não respondo! Não Esqueço!
Pergunto a mim mesmo.
Vezes com sucesso, vezes a esmo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A TORRE DO AMOR

Gritos cantados ecoam entre as serras violentadas. Gememos em liberdade unida num só corpo; meto toda minha energia! Submersos entre puras e escassas árvores, ofegantes nos embriagamos com o cheiro da lua. Satisfazemos-nos em suspiros melados de prazer que escorrem pelas suas pernas suadas. Vivemos um momento sagrado onde profanamos juras de amor eternas.

Recito-lhe poemas sacanas
Esculpidos em palavras de diamantes,
Poesias nuas em loucuras insanas
Junto a sons pesados e delirantes.
Além de todas as coisas mundanas.

E temos a paixão, por hora...
Será que vamos nos conhecer melhor?
O que nós temos bom? O que temos nós de pior?
E agora você só se perde e me ama!
E eu lhe mostro onde meu eu mora.
Vamos nos ver além de todo esse suor.
Até o fim de uma nova aurora!

Vamos descer a serra violentada...
Altar de amores para o todo e para o nada...
Vamos descer até meu povoado.
Vamos nos jogar pra tudo que é lado.
Meter-nos entre os costumes infeccionados.

Sei até a descida e nada sobre o resto da vida
Como saber se não vamos nos enganar?
Mas que se foda! Estamos juntos agora!
Sem as mentiras entre nós, minha querida...
Vamos em busca de onde a gente mora.
Vamos nessa, vamos juntos embora!


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sábado, 9 de agosto de 2008

Amor Louco

Num canto decadente e imundo de uma sombria metrópole dois se arrastam abaixo de todos os vícios e viadutos, de todas as leis e estatutos. Eles flutuam suas mãos unidas entre toda nebulosa confusão. São expressões embriagadas que deslizam apaixonadas e não estão nem ai para mais nada! Entorpecer, aquecer! Viva a vida de amor louco entre beijos e desejos alcoolizados para além de qualquer tormento, além de toda a marginalidade. Para além da mediocridade e de todo nosso julgamento...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Felicidade Nua.

A felicidade é púrpura minha linda!
Ela esta nua entre o sol e a lua.
Quando não é nem noite nem dia.
A felicidade é tua...
Está entre tristezas e alegrias.
Entre realidades e fantasias.
Entre magias e razões.
Entre cabeças e corações.
A Felicidade é louca!
É o caos em harmonia!

No fundo dos olhos eu vejo...
Linda e toda pura em desejo...

Entre todo dia e noite ela está nua.
Num instante púrpura entre o sol e a lua.
Olhe o horizonte, minha linda.
Vislumbre a sua!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Sim meu Bem!

E cada dia é único dia.
Minutos, segundos também.
Toda a escolha é sua.
Todos os dias são um único dia! Amém!
Pra esse caos eu digo sim meu bem!

Entre a razão e a magia
o inconsciente vai além.
Além das engrenagem das ruas.
Onde somos todos e ninguém.
E pra esse caos eu digo sim neném!

Pro inferno com ideologia!
O ideal é coisa do aquém,
é como vaidade que em você atua,
é como só de desejos ser refém.
E pra esse caos eu falo sim meu bem!

Esse caos está além da narquia...
Os que sabem disso são menos de cem.
Além da realidade nua e crua.
Lá onde é a mente que nos tem.
Onde tudo faz parte de todo vai e vem.

.................................Digo sim! Sim meu bem!
.................................Berro amém! Amém neném!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

sem título 2

Na estrada, carregado de aventura e labuta,
seguro as rédeas em vão,
toco a poesia e viajo sem hora ou chão.
E estou entre santa e a prostituta...
Seria uma delícia me entregar às duas
nessa festa entre o infinito e o indivisível
onde o caos se despe e chega próximo do explicável.
E caio no meu lugar entre as engrenagens das ruas...

Caminho contorcido dentro de loucas manias,
descanso em um bar,meto os olhos na lua;
tenho cervejas e beijos sabor cereja de uma puta paixão nua.
Entre excessos, amores, música e poesias, entre toda a boêmia.
E entre doses de venenos que aliviam...
***

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Subjetividade Comum no Mundo Repleto de Novidade

Corre livre no jardim da primeira infância,
Pesca na represa da loucura e mergulha em si mesmo
com finalidade e ao mesmo tempo a esmo.
Ofega cercado de odores nus em flagrâncias

Deriva na canoa da paixão amorosa entre ondas de paz e dolorosas.
Segue na correnteza da criação artística
arrastado pelo esforço de fluir, do caos, e da expressão mística.
Abaixo do sol de emoções sensuais, ternas e calorosas.

Conduzido por águas além do bem e do mal. Corre, pesca, deriva e segue no mundo de odores nus em flagrâncias, do sol de emoções sensuais. No mundo da percepção do esforço de fluir. Tudo isso na infância, loucura, paixão amorosa e da criação artística.

Desejo Ela de Manhã.

Manda uma bala na cabeça,
dança numa disforme sincronia.
Seus pés descalços coloridos de barro.
Sob o céu pesado de água, seu rosto é só alegria.
Ela fecha os olhos e ao som se deixa...

Baila num ritmo acelerado.
Todo o ser é envolvido.
Todos os movimentos são envaidecidos.

Enquanto sua mente frita no inesperado.
Enquanto seu coração é um rugido cantado do alto da serra da libido.
Enquanto uma festa é vivida a espera de noites que serão esquecidas...
Expressa seu doce grito de liberdade contido:

Tempo: Ao futuro que se mostra escondido!
Às lembranças não esquecidas e arrogantes!

É tempo: De som numa viajem inconstante!
De momento vivido!

sem título 1

No céu de pedra, cheio de lava com curvas ardentes numa reta interminável, coberto por um arco ires inverso vago em um tornado de calmaria diante a beleza de tudo que me cega e sob nuvens carregadas chuviscando bem de leve, num ritmo que não molha e não seca, sem trégua, às vezes vejo uma saída perfeita dentre ondas coloridas de sol e de lua no final do horizonte da exaustão, por onde caminho para o inconsciente do mundo, de tudo nele e tudo que não tem fundo em busca do novo através de palavras caóticas de um dialeto sem tradução, escondido na beleza e na luz dos rios de lava cortando o céu e nos raios serpenteando pelo chão, tudo como um turbilhão de sentimentos inomináveis.
***

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