Redemoinho de incertezas;
ventos de esperanças irrompem o tempo
com a energia do possível.
Gerando novos desenhos de imagens
Num filme sem roteiros ou cenários,
sem diretores
câmeras e atores!
Sem público...
Só
nós
mesmos.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Massificados
Para os futuros ou contemporâneos
uma carta de futilidades,
um programa dominical...
ridicularizadas
ridicularizam
com a moda
de um agora
já ultrapassado
com valores
superados
O cara de santo safado
Exibe sucessos repetidos
Num novo não inovado
Um mesmo copiado...
uma carta de futilidades,
um programa dominical...
ridicularizadas
ridicularizam
com a moda
de um agora
já ultrapassado
com valores
superados
O cara de santo safado
Exibe sucessos repetidos
Num novo não inovado
Um mesmo copiado...
Mudança na Chuva
Estar só junto à alguém, num
deliro em sonhos para o despertar,
ao tempo de se deixar sentir.
É sem nome, sem definição...
No esquecimento do atribuir.
Na dimensão além da compreensão
Com a verdade do sentir,
na liberdade da razão
sob a prisão de um entendimento:
o fim da dúvida em meio à confusão.
deliro em sonhos para o despertar,
ao tempo de se deixar sentir.
É sem nome, sem definição...
No esquecimento do atribuir.
Na dimensão além da compreensão
Com a verdade do sentir,
na liberdade da razão
sob a prisão de um entendimento:
o fim da dúvida em meio à confusão.
Após o Carnaval
A chuva leva o passado.
Carrega-o num ritmo inacabado.
Toda água desce pela cidade,
toda sobre o nosso teto.
Como as agressões da serenidade.
O desejo consumido no dia novo,
escondido no ruído da cegueira,
até o desespero do final de domingo...
Ao fim da festa..
De ressaca se pede perdão.
O pó agora é escuro e está na testa
Daqueles arrependidos da diversão.
Mas o tempo também é crença,
e pode ser desassimilado.
Mais um ano começa,
continua.
Foi-se vindo, veio ido e todo marcado!
Vai-se vindo continuado!
Inventado.
É, talvez pode ser...
Talvez está parado...
Carrega-o num ritmo inacabado.
Toda água desce pela cidade,
toda sobre o nosso teto.
Como as agressões da serenidade.
O desejo consumido no dia novo,
escondido no ruído da cegueira,
até o desespero do final de domingo...
Ao fim da festa..
De ressaca se pede perdão.
O pó agora é escuro e está na testa
Daqueles arrependidos da diversão.
Mas o tempo também é crença,
e pode ser desassimilado.
Mais um ano começa,
continua.
Foi-se vindo, veio ido e todo marcado!
Vai-se vindo continuado!
Inventado.
É, talvez pode ser...
Talvez está parado...
segunda-feira, 7 de março de 2011
Parar de Pensar.
Porra! Afinal, até onde vai a compreensão?
Será possível parar?
Será possível querer parar...
Navego pelas ruas vendo muitos rostos,
flutuando entre as idades, fundindo-me em expressões.
Passos operários,
pensamentos de salário
misturados na multidão solitária!
Rostos jovens enfeitando seres deslumbrados.
Feições vividas concedendo realidade à vida.
Todos são ecos, ecos... Ecos... São reflexos...
São complexos e desconexos...
E no fim, assim como no começo, somos
tão sós quanto a multidão! Porém,
estamos além da certeza
e além da própria contradição.
Será possível parar?
Será possível querer parar...
Navego pelas ruas vendo muitos rostos,
flutuando entre as idades, fundindo-me em expressões.
Passos operários,
pensamentos de salário
misturados na multidão solitária!
Rostos jovens enfeitando seres deslumbrados.
Feições vividas concedendo realidade à vida.
Todos são ecos, ecos... Ecos... São reflexos...
São complexos e desconexos...
E no fim, assim como no começo, somos
tão sós quanto a multidão! Porém,
estamos além da certeza
e além da própria contradição.
Parabéns Cidade!
Parabéns Cidade!
Ela cresce e cresce, mais e mais.
Ela aumenta e quem mede?
E quem se importa?
Quem é capaz de enxergar?
Quem quer olhar?
Crescem as filas, crescem:
os doentes mais esquecidos,
as crianças nas esquinas.
Cresce o descaso com a vida!
Crescem os preconceitos:
as mais fedidas das feridas!
Bairro chique e segregado.
Barro para o povo que reclama calado,
que grita alienado.
Escolas para subempregos,
adestramento para os subordinados,
gritos para um futuro desempregado.
Licitações em prateleiras:
mercadorias, contrabando, valiosas especiarias;
É o tráfico em gabinetes, câmaras e tribunais,
São todos Poderes de ilusões convencionadas
que regem o enfeite de toda a narquia.
E o crescimento vem de empreitada,
a natureza é estuprada e
ao amanhecer bacias de concreto abrigarão povoados.
Vamos! Olhe para o futuro! Pensar não é loucura!
Olhe da próxima vez que sair à rua.
Olhe ao redor: os horizontes são os oráculos.
Preparemos nossos barcos...
A cidade cresce, cresce e cresce...
Todo dia a cadeia está mais cheia e
as amizades mais vazias!
A paz sempre mais perdida,
absurdos mais escancarados,
abusos de rotina...
Mais e mais as famílias comunicam!
Estão penteados, bem vestidos, maquiados,
esticados, pálidos e gelados...
Rodeados por lágrimas dos queridos.
Enquanto a impunidade é vendida
na esquina onde se perde a vida.
Enquanto a impunidade é mimada
nos braços frios e de pedra da pobre cega!
Toda a cidade será mais violenta...
Toda a fome mais sedenta.
As indiferenças serão mais intensas.
E a inspiração mais rebelde,
sarcástica e sombria!
Ela cresce e cresce, mais e mais.
Ela aumenta e quem mede?
E quem se importa?
Quem é capaz de enxergar?
Quem quer olhar?
Crescem as filas, crescem:
os doentes mais esquecidos,
as crianças nas esquinas.
Cresce o descaso com a vida!
Crescem os preconceitos:
as mais fedidas das feridas!
Bairro chique e segregado.
Barro para o povo que reclama calado,
que grita alienado.
Escolas para subempregos,
adestramento para os subordinados,
gritos para um futuro desempregado.
Licitações em prateleiras:
mercadorias, contrabando, valiosas especiarias;
É o tráfico em gabinetes, câmaras e tribunais,
São todos Poderes de ilusões convencionadas
que regem o enfeite de toda a narquia.
E o crescimento vem de empreitada,
a natureza é estuprada e
ao amanhecer bacias de concreto abrigarão povoados.
Vamos! Olhe para o futuro! Pensar não é loucura!
Olhe da próxima vez que sair à rua.
Olhe ao redor: os horizontes são os oráculos.
Preparemos nossos barcos...
A cidade cresce, cresce e cresce...
Todo dia a cadeia está mais cheia e
as amizades mais vazias!
A paz sempre mais perdida,
absurdos mais escancarados,
abusos de rotina...
Mais e mais as famílias comunicam!
Estão penteados, bem vestidos, maquiados,
esticados, pálidos e gelados...
Rodeados por lágrimas dos queridos.
Enquanto a impunidade é vendida
na esquina onde se perde a vida.
Enquanto a impunidade é mimada
nos braços frios e de pedra da pobre cega!
Toda a cidade será mais violenta...
Toda a fome mais sedenta.
As indiferenças serão mais intensas.
E a inspiração mais rebelde,
sarcástica e sombria!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Nossas Reservas
Onde os sonhos se enceram,
e a esperança murcha e podre...
Cai!
Mais um fruto sobre a terra esturricada,
ao pé de uma árvore condenada
no final de uma estrada assombrada.
Confusos diante a rendição ao medo!
Assustados, temem um fim ou encruzilhadas.
O Sol desaparece,
A brisa para
O tempo fecha...
A noite invade o dia.
Raios e trovões aos milhares,
Os ventos são turbilhões.
Os sentidos das coisas são carregados
junto com alguns frutos caídos...
Tudo rola pelo chão, por quilômetros, por dimensões!
A terra molhada, o fruto absorvido!
Um fim para um novo início.
A confusão alimenta a esperança!
A árvore agora é vida, é linda!
Fortifica-se com suas perdas.
E os frutos podres são fontes
do florir de toda uma nova floresta.
Que engole a estrada, protege o solo
e mostra muito mais que um caminho!
Muito mais que um entendimento ou uma explicação!
e a esperança murcha e podre...
Cai!
Mais um fruto sobre a terra esturricada,
ao pé de uma árvore condenada
no final de uma estrada assombrada.
Confusos diante a rendição ao medo!
Assustados, temem um fim ou encruzilhadas.
O Sol desaparece,
A brisa para
O tempo fecha...
A noite invade o dia.
Raios e trovões aos milhares,
Os ventos são turbilhões.
Os sentidos das coisas são carregados
junto com alguns frutos caídos...
Tudo rola pelo chão, por quilômetros, por dimensões!
A terra molhada, o fruto absorvido!
Um fim para um novo início.
A confusão alimenta a esperança!
A árvore agora é vida, é linda!
Fortifica-se com suas perdas.
E os frutos podres são fontes
do florir de toda uma nova floresta.
Que engole a estrada, protege o solo
e mostra muito mais que um caminho!
Muito mais que um entendimento ou uma explicação!
Muda de Roupa
Quando me vestir com meu corpo
conseguirei dormir cercado de moscas?
Ao barulho dos carros de uma rua infernal?
Tento dormir tendo
que enfrentar tudo que quero.
Por passar o tempo todo correndo...
Correndo e me jogando atrás de meus sonhos...
Sonhos que custam até o preço do amor!
Poderei me entorpecer sem meus venenos?
Contudo o preço não pode ser coisa baixa.
Estou pagando para ir bem alto.
conseguirei dormir cercado de moscas?
Ao barulho dos carros de uma rua infernal?
Tento dormir tendo
que enfrentar tudo que quero.
Por passar o tempo todo correndo...
Correndo e me jogando atrás de meus sonhos...
Sonhos que custam até o preço do amor!
Poderei me entorpecer sem meus venenos?
Contudo o preço não pode ser coisa baixa.
Estou pagando para ir bem alto.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Batalha Dos Deuses
Na jaula de batalha
um ou nenhum deve sair!
Jaula de ossos nervos e carne.
Os gritos são de sangue, são suplicas,
arrependimentos e preces!
Imploram por dádivas eternas e por castigos também!
Amém?
A batalha corre sem pressa.
Os homens morrem, as mulheres secam,
crianças são condenadas, todos conformados!
Na pedra de ódio onde vidas são cunhadas
Amores morrem e a esperança peca...
Tudo pela velha e imaculada guerra!
um ou nenhum deve sair!
Jaula de ossos nervos e carne.
Os gritos são de sangue, são suplicas,
arrependimentos e preces!
Imploram por dádivas eternas e por castigos também!
Amém?
A batalha corre sem pressa.
Os homens morrem, as mulheres secam,
crianças são condenadas, todos conformados!
Na pedra de ódio onde vidas são cunhadas
Amores morrem e a esperança peca...
Tudo pela velha e imaculada guerra!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Instituições Imaculadas.
Negam-se as religiões!
Pois já bebemos muito além do vinho.
Negam e adoram como se troca de roupa.
Tiram e vestem a mesma ou outras...
Pois nós ficamos nus!
Já desencanamos e
tomamos bem do meio do nosso cu.
Fodidos pelo completo vazio suicida,
um cheiro de morte!
Violentados na suruba dos deuses...
Reféns da Igreja, das ciências,
de todo o engano de nossas certezas,
de toda calúnia de nossas crenças!
Os remédios, os venenos,
hóstias mágicas dos laboratórios:
os patrões dos analistas...
A repressão pós-ditatorial.
Já sonhei com infernos e temi paraísos!
Masturbei-me escondido dos santos,
cobria a imagem da virgem...
Tive vergonha do desejo.
Temi meus instintos!
Temi a natureza e seus ventos,
suas correntezas.
Trai o mundo para esperar isso ou aquilo.
Sem santos ou pecadores.
Sem medida para a normalidade,
Sem medida para a loucura...
Vivemos em tantas alturas.
Serve-se hoje um cálice de indiferença.
No banquete onde degustam carteiras,
cabeças, coração e almas...
Todos beberam e comeram:
Todos pediram e se lamentaram,
estavam bem vestidos...
No altar um homem pálido fantasiado de pop star sarado...
A missa animada! Seu sermão é doce...
Tão quanto os milênios de culpa!
Todos estavam com a roupa de domingo!
A poesia é recitada: a digestão é difícil, muitos vomitam.
Alguns as seco, engolem!
Vejo amigos! Eles digerem,
alimentam-se, me satisfazem!
Pois já bebemos muito além do vinho.
Negam e adoram como se troca de roupa.
Tiram e vestem a mesma ou outras...
Pois nós ficamos nus!
Já desencanamos e
tomamos bem do meio do nosso cu.
Fodidos pelo completo vazio suicida,
um cheiro de morte!
Violentados na suruba dos deuses...
Reféns da Igreja, das ciências,
de todo o engano de nossas certezas,
de toda calúnia de nossas crenças!
Os remédios, os venenos,
hóstias mágicas dos laboratórios:
os patrões dos analistas...
A repressão pós-ditatorial.
Já sonhei com infernos e temi paraísos!
Masturbei-me escondido dos santos,
cobria a imagem da virgem...
Tive vergonha do desejo.
Temi meus instintos!
Temi a natureza e seus ventos,
suas correntezas.
Trai o mundo para esperar isso ou aquilo.
Sem santos ou pecadores.
Sem medida para a normalidade,
Sem medida para a loucura...
Vivemos em tantas alturas.
Serve-se hoje um cálice de indiferença.
No banquete onde degustam carteiras,
cabeças, coração e almas...
Todos beberam e comeram:
Todos pediram e se lamentaram,
estavam bem vestidos...
No altar um homem pálido fantasiado de pop star sarado...
A missa animada! Seu sermão é doce...
Tão quanto os milênios de culpa!
Todos estavam com a roupa de domingo!
A poesia é recitada: a digestão é difícil, muitos vomitam.
Alguns as seco, engolem!
Vejo amigos! Eles digerem,
alimentam-se, me satisfazem!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Run, Run, Run!
Não,
não
somos aquilo que o mundo esperava meu amor!
Não queremos ou pouco nos lixamos!
Recusamos-nos, nós enfrentamos...
Queremos ser nós mesmos!
Vamos juntos... Sem medos, sem sustos,
Com a mascara de descaso
Protegendo nossos sorrisos sensíveis
Vamos cuspir, vamos vomitar!
Navegamos incertos e contra todos os ventos!
Alimentando-nos de nossos tormentos!
Bebemos nossos lamentos!
Vamos, vamos!
Com nosso prazer sem preço!
Com nosso preço de dor...
Com nossa rebeldia sem rancor!
Com nossa compreensão do amor!
Vamos! Vamos meu amor!
Rumo ao que flui!
Todos eles são apenas maus...
E nós os amamos como não podem suportar!
Como não podem compreender.
Vamos! Vamos meu amor! Vamos rumo ao nada
Ao nada que nos preenche!
Que nos leva a viver tudo novamente...
Como renascer ou se lembrar do futuro.
Temos tudo que nos aproxima,
que nos chama e nos inflama,
Não sejamos indecentes, não nos daremos ao luxo!
Não ao luxo de nos enquadrar,
pois assim estará perdido nosso brilho!
Aquele obscuro como o sorriso da noite...
Stranger, we are stranger my sweet baby! Stranger!
Somos mais e tão quanto todos e nenhum.
Somos e nos vemos!
Renegar, enfrentar, denegrir e insultar
para repousarmos protegidos.
Armados com nossa expressão,
lutando contra o vazio que nos cerca!
Já estava assim quando chegamos!
Mas não nos calamos!
E o amor poluído por obrigação
ronda os entes queridos
e sitiam todas as nossas cidades!
Seremos nós os loucos?
Os poetas?
Seremos nós, realmente, os malditos?
Estamos protegidos entre nós e por nossos amigos!
Pelos que inspiramos!
não
somos aquilo que o mundo esperava meu amor!
Não queremos ou pouco nos lixamos!
Recusamos-nos, nós enfrentamos...
Queremos ser nós mesmos!
Vamos juntos... Sem medos, sem sustos,
Com a mascara de descaso
Protegendo nossos sorrisos sensíveis
Vamos cuspir, vamos vomitar!
Navegamos incertos e contra todos os ventos!
Alimentando-nos de nossos tormentos!
Bebemos nossos lamentos!
Vamos, vamos!
Com nosso prazer sem preço!
Com nosso preço de dor...
Com nossa rebeldia sem rancor!
Com nossa compreensão do amor!
Vamos! Vamos meu amor!
Rumo ao que flui!
Todos eles são apenas maus...
E nós os amamos como não podem suportar!
Como não podem compreender.
Vamos! Vamos meu amor! Vamos rumo ao nada
Ao nada que nos preenche!
Que nos leva a viver tudo novamente...
Como renascer ou se lembrar do futuro.
Temos tudo que nos aproxima,
que nos chama e nos inflama,
Não sejamos indecentes, não nos daremos ao luxo!
Não ao luxo de nos enquadrar,
pois assim estará perdido nosso brilho!
Aquele obscuro como o sorriso da noite...
Stranger, we are stranger my sweet baby! Stranger!
Somos mais e tão quanto todos e nenhum.
Somos e nos vemos!
Renegar, enfrentar, denegrir e insultar
para repousarmos protegidos.
Armados com nossa expressão,
lutando contra o vazio que nos cerca!
Já estava assim quando chegamos!
Mas não nos calamos!
E o amor poluído por obrigação
ronda os entes queridos
e sitiam todas as nossas cidades!
Seremos nós os loucos?
Os poetas?
Seremos nós, realmente, os malditos?
Estamos protegidos entre nós e por nossos amigos!
Pelos que inspiramos!
Zil
Numa casa sem teto,
Transa-se no tempo
Num tempo de Sol, de chuva e de Lua.
Quando frio, nos aquecemos.
No calor nos entregamos e
em nós podemos nos deixar...
Mas a cama molhou...
Está encharcada, fede!
as paredes se tornam desnecessárias
Foi tudo confusão?
Transa-se no tempo
Num tempo de Sol, de chuva e de Lua.
Quando frio, nos aquecemos.
No calor nos entregamos e
em nós podemos nos deixar...
Mas a cama molhou...
Está encharcada, fede!
as paredes se tornam desnecessárias
Foi tudo confusão?
sábado, 15 de janeiro de 2011
Lindos
(Charmosos, na rua o gozo de noites rock´n´roll...)
Nos olhos vidrados vendo passar o passado parado,
viver a continuidade do inacabado.
Viver o agora que deve ser vivido
Um amor para ser contemplado
O encontro, ou reencontro...
Ou talvez: nunca nos deixamos!
A gente encena, temos tempo.
Vivemos!
Temos personagens,
somos nossos atores,
Somos os diretores!
Temos a imagem de nossos desejos.
A resposta sem palavras para nossos anseios.
Vivemos o tempo...
O tempo corre da gente e respiramos.
E corremos junto ao tempo.
É nosso tempo! Sim, sim, nós vamos!
Vamos e foda-se se contra todos os ventos.
___________________________em parceria com Liz
Nos olhos vidrados vendo passar o passado parado,
viver a continuidade do inacabado.
Viver o agora que deve ser vivido
Um amor para ser contemplado
O encontro, ou reencontro...
Ou talvez: nunca nos deixamos!
A gente encena, temos tempo.
Vivemos!
Temos personagens,
somos nossos atores,
Somos os diretores!
Temos a imagem de nossos desejos.
A resposta sem palavras para nossos anseios.
Vivemos o tempo...
O tempo corre da gente e respiramos.
E corremos junto ao tempo.
É nosso tempo! Sim, sim, nós vamos!
Vamos e foda-se se contra todos os ventos.
___________________________em parceria com Liz
Nós
Como se tivéssemos achado um lugar!
Como se nós tivéssemos um lugar!
Como se fosse preciso pensar para existir...
Não, não é preciso pensar para sentir.
Não quero entender, mato quem explicar!
Perdemos-nos em nossas almas...
Entre psicodélicos olhares
com toda euforia da calma,
com toda guerra da paz...
Como um agora já vivido
onde se imaginam os destinos.
Somos nosso lugar,
somos onde devemos estar!
Não quero entender,
vamos viver!
Chega de tentar explicar.
Como se nós tivéssemos um lugar!
Como se fosse preciso pensar para existir...
Não, não é preciso pensar para sentir.
Não quero entender, mato quem explicar!
Perdemos-nos em nossas almas...
Entre psicodélicos olhares
com toda euforia da calma,
com toda guerra da paz...
Como um agora já vivido
onde se imaginam os destinos.
Somos nosso lugar,
somos onde devemos estar!
Não quero entender,
vamos viver!
Chega de tentar explicar.
Sial
Abri as cortinas para seu show:
o show de tudo aquilo que não quero!
Ela vem cheia de vontade e desejos.
Parti-me, me divide...
Veio-a sedenta, ela é sedenta por desejos.
Desejos conturbados, não compreendidos!
Sufocados em baixo dos meus abismos.
Ela é descarada e tranqüila...
Ela entrou pela porta da frente!
Fez de tapete minhas virtudes,
enalteceu meus defeitos e
bateu a porta na saída!
Então vá, suma de minha vida!
Vá minha querida.
Que me corrói e me inspira!
Vá vadia!
o show de tudo aquilo que não quero!
Ela vem cheia de vontade e desejos.
Parti-me, me divide...
Veio-a sedenta, ela é sedenta por desejos.
Desejos conturbados, não compreendidos!
Sufocados em baixo dos meus abismos.
Ela é descarada e tranqüila...
Ela entrou pela porta da frente!
Fez de tapete minhas virtudes,
enalteceu meus defeitos e
bateu a porta na saída!
Então vá, suma de minha vida!
Vá minha querida.
Que me corrói e me inspira!
Vá vadia!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Bom Dia Lua
Despertei e vesti minha roupa manchada de sonhos,
olhei o mundo com o que
sobrou em
minhas
veias.
Com sede de aproveitar melhor tudo
que carrego no corpo e alma.
Tudo que não agüenta dentro de mim
e deixo explodir,
como a vontade de acreditar!
Como a nescessidade de sentir!
Degustar as doses.
Pois aos excessos...
Já excedi e re-excedi!
Não quero definir medidas.
Mas não deixo dúvidas caladas
na gaveta de um móvel velho
e abandonado.
olhei o mundo com o que
sobrou em
minhas
veias.
Com sede de aproveitar melhor tudo
que carrego no corpo e alma.
Tudo que não agüenta dentro de mim
e deixo explodir,
como a vontade de acreditar!
Como a nescessidade de sentir!
Degustar as doses.
Pois aos excessos...
Já excedi e re-excedi!
Não quero definir medidas.
Mas não deixo dúvidas caladas
na gaveta de um móvel velho
e abandonado.
sem título 5
Antes dos significados,
de todos os signos,
antes dos mais antigos mitos.
Antes do certo e do errado,
antes mesmo das idéias e noções
Pois agora voamos acima do passado.
Vestidos de suas assas.
Inventando novos rumos...
Pois antes, antes de antes do nascer do Sol.
Antes do Sol ser Deus...
Quando tudo ainda o é...
Como sempre vive mudando
Indiferente do que
se explica
ou do que
se vê.
de todos os signos,
antes dos mais antigos mitos.
Antes do certo e do errado,
antes mesmo das idéias e noções
Pois agora voamos acima do passado.
Vestidos de suas assas.
Inventando novos rumos...
Pois antes, antes de antes do nascer do Sol.
Antes do Sol ser Deus...
Quando tudo ainda o é...
Como sempre vive mudando
Indiferente do que
se explica
ou do que
se vê.
Industrialização Cultural
Nas taças ignóbeis:
destilados de ignorância!
É o banquete na festa dos porcos,
no chiqueiro dos homens...
É a pobreza da mesmice,
a infâmia da redundância.
Ditaram os passos e limitaram a dança.
Escolheram as drogas e cercaram as percepções!
Estipularam os heróis e os bandidos,
e os ritmos mais consumidos...
Restringem as criações!
Paixões empacotadas,
descartáveis e poluentes
como amores que podem ser suprimidos.
É tudo que tem nos dado: essa fabrica
do fácil de ser assimilado...
Do fácil de ser digerido!
Do fácil de vomitar!
do fácil de cuspir!
destilados de ignorância!
É o banquete na festa dos porcos,
no chiqueiro dos homens...
É a pobreza da mesmice,
a infâmia da redundância.
Ditaram os passos e limitaram a dança.
Escolheram as drogas e cercaram as percepções!
Estipularam os heróis e os bandidos,
e os ritmos mais consumidos...
Restringem as criações!
Paixões empacotadas,
descartáveis e poluentes
como amores que podem ser suprimidos.
É tudo que tem nos dado: essa fabrica
do fácil de ser assimilado...
Do fácil de ser digerido!
Do fácil de vomitar!
do fácil de cuspir!
Um Lindo Embrulho!
Enfeite seus defeitos para se sufocar entre papeis e laços luminosos lendo um cartão de frases feitas...
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