No fundo dos olhos eu a vejo...
Linda e toda nua em desejos,
E no seu show eu me jogo, me perco.
No fundo dos olhos ela se mostra.
Ela está em tudo de belo que vejo:
é linda e se mostra toda nua em desejos!
E no seu show eu me reinvento, me acho e me perco...
No fundo acabamos vendo um pouco do que nos resta.
Pois somos nós a colher os frutos de nossas festas
Saltemos para nossas quedas!
Plantar um tanto do que colhemos...
Plantar tanto e até venenos...
E colher um tanto do que plantamos!
E também aquilo que se ouve,
aquilo o que vemos!
No fundo dos olhos eu a vejo!
Os beijos por todo o corpo...
Pela fé nos desejos.
Para vivê-los e compreendê-los.
domingo, 9 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Um e Outro
Ele se veste com pele
Usa a boca: grita na mente
e nela se esconde!
Mistura-se, confunde.
Funde-se... Atuamos!
Parasita que vive e faz viver!
Ouve e interpreta a vida...
Está fora do palco, acima!
É ventríloquo de um boneco medíocre,
É quando temo rosnando,
e quando fujo fingindo coragem
preso na solidão do espetáculo!
Ele é o outro!
Elege os inimigos,
todos os medos e dúvidas...
Todas as certezas e juras,
momentos de felicidade e tortura.
Formula todas as respostas e perguntas.
Sou um!
Somos um e outro!
Usa a boca: grita na mente
e nela se esconde!
Mistura-se, confunde.
Funde-se... Atuamos!
Parasita que vive e faz viver!
Ouve e interpreta a vida...
Está fora do palco, acima!
É ventríloquo de um boneco medíocre,
É quando temo rosnando,
e quando fujo fingindo coragem
preso na solidão do espetáculo!
Ele é o outro!
Elege os inimigos,
todos os medos e dúvidas...
Todas as certezas e juras,
momentos de felicidade e tortura.
Formula todas as respostas e perguntas.
Sou um!
Somos um e outro!
sem título 3
Os braços enxergam mais que mil olhos no escuro...
Salte o muro... Mexa... Dance...
Na nascente dos desejos
vive a morte dos indecentes receios
em meio às sepulturas das certezas!
Na terra das experiências,
na dosagem de excessos.
No fluxo de uma outra correnteza
um fato: futuro é o filho do ato!
Entalhe os triunfos nas rochas das derrotas.
Salte o muro... Mexa... Dance...
Na nascente dos desejos
vive a morte dos indecentes receios
em meio às sepulturas das certezas!
Na terra das experiências,
na dosagem de excessos.
No fluxo de uma outra correnteza
um fato: futuro é o filho do ato!
Entalhe os triunfos nas rochas das derrotas.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
O Tombo
Busco novas emoções:
novas percepções.
Afogo-me em velhas ilusões.
Quando deslumbrado,
atrapalhado, corrompido!
Temendo qualquer ruído...
E ainda estou preso aos vícios.
Amargos frutos doces das experiências!
Enche-me o estômago, a alma e os ouvidos,
sem espaço para os arrependimentos
de experimentos diluídos.
Sacio-me com frutos instigados!
Convencionados proibidos!
Vitória ou derrota é chacota...
Eis que venham linhas tortas,
que venham as vivências, os saltos,
os tombos, as grandes e perigosas buscas!
As respostas!
E eis que estou caído.
Foi um encontrão!
Um baita tombo...
Deixe-me no chão!
Levanto-me!
E que seja diante outra rota de colisão!
novas percepções.
Afogo-me em velhas ilusões.
Quando deslumbrado,
atrapalhado, corrompido!
Temendo qualquer ruído...
E ainda estou preso aos vícios.
Amargos frutos doces das experiências!
Enche-me o estômago, a alma e os ouvidos,
sem espaço para os arrependimentos
de experimentos diluídos.
Sacio-me com frutos instigados!
Convencionados proibidos!
Vitória ou derrota é chacota...
Eis que venham linhas tortas,
que venham as vivências, os saltos,
os tombos, as grandes e perigosas buscas!
As respostas!
E eis que estou caído.
Foi um encontrão!
Um baita tombo...
Deixe-me no chão!
Levanto-me!
E que seja diante outra rota de colisão!
domingo, 2 de maio de 2010
O Templo
Subo o mais alto morro e me diluo junto ao ar.
Observo onde vivo e contemplo todos os horizontes,
ouço as vozes das árvores, a música dos pássaros,
sou junto à sinfonia dos ventos.
Danço no bailado das folhas e galhos...
Encontro-me e me perco e faço meus momentos.
No sangue corre o ar que sustenta o vôo das aves.
Nos olhos estão as cores das borboletas e das flores.
No corpo de água que corre nas veias da Terra.
Sou o Sol que atravessa minha pele
e o vento que a refresca, ressoa, inspira...
Estou no templo,
sou junto a tudo no templo,
um templo de todos os povos:
de terra, ar, fogo, água, átomos, peles e ossos.
E de além de interpretações ou elementos
O templo de corpo, de mundo, de universo!
Sem forma e com todas elas,
parado e em constante movimento
É o verso e o inverso de tudo e de nada
Onde as doutrinas não são...
Pois a abolição de ícones e altares
deu-se na sedução do brilho áureo
que refletiu o mensageiro da morte...
Observo onde vivo e contemplo todos os horizontes,
ouço as vozes das árvores, a música dos pássaros,
sou junto à sinfonia dos ventos.
Danço no bailado das folhas e galhos...
Encontro-me e me perco e faço meus momentos.
No sangue corre o ar que sustenta o vôo das aves.
Nos olhos estão as cores das borboletas e das flores.
No corpo de água que corre nas veias da Terra.
Sou o Sol que atravessa minha pele
e o vento que a refresca, ressoa, inspira...
Estou no templo,
sou junto a tudo no templo,
um templo de todos os povos:
de terra, ar, fogo, água, átomos, peles e ossos.
E de além de interpretações ou elementos
O templo de corpo, de mundo, de universo!
Sem forma e com todas elas,
parado e em constante movimento
É o verso e o inverso de tudo e de nada
Onde as doutrinas não são...
Pois a abolição de ícones e altares
deu-se na sedução do brilho áureo
que refletiu o mensageiro da morte...
Boa Noite
Acordar ou dormir...
Quando é mais fácil acordar ou dormir?
Sono para mergulhos e inspirações.
O despertar para as ações, para se virar, cair.
Pois os sonhos são os pais do amanhecer...
Livres da aparente coesão dos dias.
Distantes da prisão das horas...
Na natureza do delírio do descanso.
Sono manso para as vontades selvagens...
Como poderia acordar sem dormir?
E o que seria do amanhecer sem delirar?
E o que seria do poeta sem você?
Uma insanidade entorpecida,
uma sensibilidade alcoólatra?
Pois se deixe sonhar!
Deixe-se dormir!
E se deixe agir!
Deixe-se acordar!
E se deixe chorar!
Deixe-se sorrir!
Pois do sonho da vida todos vamos acordar...
Quando é mais fácil acordar ou dormir?
Sono para mergulhos e inspirações.
O despertar para as ações, para se virar, cair.
Pois os sonhos são os pais do amanhecer...
Livres da aparente coesão dos dias.
Distantes da prisão das horas...
Na natureza do delírio do descanso.
Sono manso para as vontades selvagens...
Como poderia acordar sem dormir?
E o que seria do amanhecer sem delirar?
E o que seria do poeta sem você?
Uma insanidade entorpecida,
uma sensibilidade alcoólatra?
Pois se deixe sonhar!
Deixe-se dormir!
E se deixe agir!
Deixe-se acordar!
E se deixe chorar!
Deixe-se sorrir!
Pois do sonho da vida todos vamos acordar...
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Aparências
A cama macia, calados e vestidos.
Almas vazias...
Na encenação do amor...
Luzes de velas não mais inspiram...
Aturam...
Pelas as aparências:
numa gaiola das liberdades!
Entre quatro paredes
afogados em moralidades.
Não se reinventam...
Transam numa sala
Entre comodidades e caras cortinas
tecidas com a mais pura rotina...
Não foram e nem são capazes de dizer:
“não importa o que os outros vão pensar!”
Um elo pela covardia
Alianças em corações vazios.
É a velha reputação a zelar,
Então vão ficar juntos para sempre
e nunca mais vão se encontrar...
Almas vazias...
Na encenação do amor...
Luzes de velas não mais inspiram...
Aturam...
Pelas as aparências:
numa gaiola das liberdades!
Entre quatro paredes
afogados em moralidades.
Não se reinventam...
Transam numa sala
Entre comodidades e caras cortinas
tecidas com a mais pura rotina...
Não foram e nem são capazes de dizer:
“não importa o que os outros vão pensar!”
Um elo pela covardia
Alianças em corações vazios.
É a velha reputação a zelar,
Então vão ficar juntos para sempre
e nunca mais vão se encontrar...
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Entrega
Restringidos pelo engrena.
Prisioneiros das horas.
Reféns da canseira do descanso
e de desculpas esfarrapadas.
Mantemos a alma calada.
A expressão cansada.
Mas chega!
Não mais me ensurdece...
Não mais me cega...
E no tempo que não sobra, mergulho na obra...
Dos minutos na privada, das horas de joelhos.
Todo o ócio sagrado, do verão ao inverno.
Do céu ao inferno...
Ou em qualquer outro lugar de superstição
Escrita, estimada, amada,
vadia, amiga, carrasca, santificada!
Quando em ti, escorrem-se as horas...
O tempo desliza derretido...
E ele desiste...
O espírito se perde... Pluraliza!
Prisioneiros das horas.
Reféns da canseira do descanso
e de desculpas esfarrapadas.
Mantemos a alma calada.
A expressão cansada.
Mas chega!
Não mais me ensurdece...
Não mais me cega...
E no tempo que não sobra, mergulho na obra...
Dos minutos na privada, das horas de joelhos.
Todo o ócio sagrado, do verão ao inverno.
Do céu ao inferno...
Ou em qualquer outro lugar de superstição
Escrita, estimada, amada,
vadia, amiga, carrasca, santificada!
Quando em ti, escorrem-se as horas...
O tempo desliza derretido...
E ele desiste...
O espírito se perde... Pluraliza!
Quem lê...
Uma aconchegante leitura
sobre as plumas da luz da lua
frente ao Rio Entendimentos,
sob o céu rosa magnético com estrelas de percepções.
Entre as ruínas da realidade, a leitura, a grande viagem.
A busca pela consciência da identidade...
Navegar no subconsciente acordado...
Seu leme são páginas degustadas.
Olhe, está logo ali no chão!
Escrevamos com nossos pés!
Estamos diante um livro,
lemos páginas escritas...
Escrevemos em solos férteis
com sementes de palavras frutíferas.
sobre as plumas da luz da lua
frente ao Rio Entendimentos,
sob o céu rosa magnético com estrelas de percepções.
Entre as ruínas da realidade, a leitura, a grande viagem.
A busca pela consciência da identidade...
Navegar no subconsciente acordado...
Seu leme são páginas degustadas.
Olhe, está logo ali no chão!
Escrevamos com nossos pés!
Estamos diante um livro,
lemos páginas escritas...
Escrevemos em solos férteis
com sementes de palavras frutíferas.
Ao Jovem Poeta
Irving, manuscritos do ácido ao mel.
Decomposição, uma bela composição.
Rimas no inferno e no céu:
Junto a um azul caderno de poesias:
“_Esse é o Rafael!”
Decomposição na mesa
Frente minha alma corpulenta.
Sacio-me com frases de wisk!
Alimento-me com pimenta!
E bebo águas límpidas!
Submerso em palavras de seda...
Decomposição, De + Composição.
Compõem, mostra e se expõe!
Essência nas entrelinhas...
Completamente nu nas entre letras.
Fazendo-se de papel e caneta.
O jovem velho: pai do velho jovem!
Para além de doutrinas psicológicas.
Literatura tem!
Além, muito além da caridade.
De literatura é!
No zepelim de suas poesias enteógenas...
Vago, perco-me, encontro-me.
Eis um espírito livre!
Um artista que se decompôs e se compôs.
Decomposição frente meus olhos...
Deleito-me entre os sabores
Experimento o salgado e o doce!
Orgasmos no purgatório e no paraíso.
Decomposição!
A literatura grita...
Parabéns amigo!
Decomposição, uma bela composição.
Rimas no inferno e no céu:
Junto a um azul caderno de poesias:
“_Esse é o Rafael!”
Decomposição na mesa
Frente minha alma corpulenta.
Sacio-me com frases de wisk!
Alimento-me com pimenta!
E bebo águas límpidas!
Submerso em palavras de seda...
Decomposição, De + Composição.
Compõem, mostra e se expõe!
Essência nas entrelinhas...
Completamente nu nas entre letras.
Fazendo-se de papel e caneta.
O jovem velho: pai do velho jovem!
Para além de doutrinas psicológicas.
Literatura tem!
Além, muito além da caridade.
De literatura é!
No zepelim de suas poesias enteógenas...
Vago, perco-me, encontro-me.
Eis um espírito livre!
Um artista que se decompôs e se compôs.
Decomposição frente meus olhos...
Deleito-me entre os sabores
Experimento o salgado e o doce!
Orgasmos no purgatório e no paraíso.
Decomposição!
A literatura grita...
Parabéns amigo!
terça-feira, 27 de abril de 2010
Tornado de Calmaria
Após eras de fé corrompida...
Esquecida em meio às exauridas
verdades absolutas...
Após eras de ilusões de poder
e de enganos como conduta.
Passa um tornado onde tudo coexiste!
E o todo se passa e virá...
Continua, alterna e persiste.
Mostra contínuos os fragmentos.
Eleva no agora.
O único e todos os momentos.
Revela séculos de artificialidades.
O tempo engrenado:
templo das engrenagens.
Sufocado pelos calendários impostos
Por dias opostos...
Arte submetida, esquecida!
Mas são sempre novos os ventos.
Vou esquecer os lamentos.
Tornado forte e leve leva!
Junto ao agora...
Na natureza do tempo!
Longe de ditadores inventados.
Desses rebanhos confrontados!
Leva pra longe...
E de lá para outro onde...
Tornado calmo eleve.
Arraste-me! Carregue-me!
Esquecida em meio às exauridas
verdades absolutas...
Após eras de ilusões de poder
e de enganos como conduta.
Passa um tornado onde tudo coexiste!
E o todo se passa e virá...
Continua, alterna e persiste.
Mostra contínuos os fragmentos.
Eleva no agora.
O único e todos os momentos.
Revela séculos de artificialidades.
O tempo engrenado:
templo das engrenagens.
Sufocado pelos calendários impostos
Por dias opostos...
Arte submetida, esquecida!
Mas são sempre novos os ventos.
Vou esquecer os lamentos.
Tornado forte e leve leva!
Junto ao agora...
Na natureza do tempo!
Longe de ditadores inventados.
Desses rebanhos confrontados!
Leva pra longe...
E de lá para outro onde...
Tornado calmo eleve.
Arraste-me! Carregue-me!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A Rainha do Desconhecido
Tenho medo!
Temo fechar os olhos diante seu encontro.
Medo de não degustar meu tempo.
Temo não ter tentado.
Não quero tremer quando ela chegar.
Temo não estar livre para me entregar.
Não ver a beleza!
Medo de como ato último... Eu...
Renuncie a natureza.
Temo temer o medo...
De quanto tempo tenho ou
melhor: quanto ele me tem?
O que nos mantêm realmente...
Realmente vivos?
Quando verei nossa Rainha?
Quando ela virá com a certeza?
Nossa temida certeza...
Quero olhá-la nos olhos,
não desviar o olhar,
Sem horror.
Quero admirá-la!
Ela fará uma visita a sua morada...
Não adianta fingir que não está...
Ela saberá, pois também mora lá!
Ao sentir seu toque: abraços, beijos,
amigos, sonhos, paixões amores e aventuras...
É tudo que vai deixar antes de se
integrar ao inimaginável.
Que eu não trema, que eu sinta!
Tempo que tenho: tempo que desdenho!
Onde só escrevo ou onde imagino,
quando estou no meu tempo!
Tempo que me passa como vento.
Cortando os dias onde eu tento e atento!
Explodo-me e me arrebento!
Contudo e além mesmo depois de tudo!
Entretanto e mais um pouco antes de qualquer coisa,
veremos a rainha até então desconhecida...
Mas é como uma princesa.
Inimiga ou amiga...
Criada nos campos entre paz e guerra...
Entre trevas, morte, esperança e vida.
Temo fechar os olhos diante seu encontro.
Medo de não degustar meu tempo.
Temo não ter tentado.
Não quero tremer quando ela chegar.
Temo não estar livre para me entregar.
Não ver a beleza!
Medo de como ato último... Eu...
Renuncie a natureza.
Temo temer o medo...
De quanto tempo tenho ou
melhor: quanto ele me tem?
O que nos mantêm realmente...
Realmente vivos?
Quando verei nossa Rainha?
Quando ela virá com a certeza?
Nossa temida certeza...
Quero olhá-la nos olhos,
não desviar o olhar,
Sem horror.
Quero admirá-la!
Ela fará uma visita a sua morada...
Não adianta fingir que não está...
Ela saberá, pois também mora lá!
Ao sentir seu toque: abraços, beijos,
amigos, sonhos, paixões amores e aventuras...
É tudo que vai deixar antes de se
integrar ao inimaginável.
Que eu não trema, que eu sinta!
Tempo que tenho: tempo que desdenho!
Onde só escrevo ou onde imagino,
quando estou no meu tempo!
Tempo que me passa como vento.
Cortando os dias onde eu tento e atento!
Explodo-me e me arrebento!
Contudo e além mesmo depois de tudo!
Entretanto e mais um pouco antes de qualquer coisa,
veremos a rainha até então desconhecida...
Mas é como uma princesa.
Inimiga ou amiga...
Criada nos campos entre paz e guerra...
Entre trevas, morte, esperança e vida.
No Surto...
Veja a noite se descortinar frente a ti.
Vista seu manto de possibilidades.
Jogue-se no inesperado
Na luz escura que reluz em ti
Não fiquei em casa essa noite...
Procure no amor alguém para se deitar
Para se esquecer de encargos,
dos fardos entre dias gelados.
Hoje a diversão será seu ar.
Encha os pulmões!
Encharque os pensamentos.
Mergulhe até o amanhecer.
Vista seu manto de possibilidades.
Jogue-se no inesperado
Na luz escura que reluz em ti
Não fiquei em casa essa noite...
Procure no amor alguém para se deitar
Para se esquecer de encargos,
dos fardos entre dias gelados.
Hoje a diversão será seu ar.
Encha os pulmões!
Encharque os pensamentos.
Mergulhe até o amanhecer.
A Missa
A minha cachaça é a musica...
Coral de amigos, violão,
Uma dose um trago uma rápida fuga...
Sorrisos e idéias a milhão...
Um beijo, uma dança, o amor,
Os venenos, as curas e as canções!
Coral de amigos, violão,
Uma dose um trago uma rápida fuga...
Sorrisos e idéias a milhão...
Um beijo, uma dança, o amor,
Os venenos, as curas e as canções!
Tempestade
Relâmpagos de duvida...
Trovões de pavor.
Vendavais de insegurança.
O medo da possibilidade arriscada, azarada...
A probabilidade do medo...
Gambás e ratos descem as enxurradas
Granizo e atitudes...
Superação infernal...
Agora: terrível pavoroso...
Pura paranóia!
Desejo esperança e desconhecido...
Mas posso ter-lo contraído...
Atento, mesmo em devaneios: Atento!
Serei o elo forte pois vou romper, quebrar!
Será o fim dessa pavorosa corrente.
Mas tudo está a alvorecer.
Temo mais a dúvida que o saber...
Pensar recolhido em calafrios...
Após a qualquer anseio e anciã.
Quero venenos sadios...
Deitar-me com a esperança!
Com o amor e em paz!
Dançar na chuva a cantar devagar
Trovões de pavor.
Vendavais de insegurança.
O medo da possibilidade arriscada, azarada...
A probabilidade do medo...
Gambás e ratos descem as enxurradas
Granizo e atitudes...
Superação infernal...
Agora: terrível pavoroso...
Pura paranóia!
Desejo esperança e desconhecido...
Mas posso ter-lo contraído...
Atento, mesmo em devaneios: Atento!
Serei o elo forte pois vou romper, quebrar!
Será o fim dessa pavorosa corrente.
Mas tudo está a alvorecer.
Temo mais a dúvida que o saber...
Pensar recolhido em calafrios...
Após a qualquer anseio e anciã.
Quero venenos sadios...
Deitar-me com a esperança!
Com o amor e em paz!
Dançar na chuva a cantar devagar
Portais
É possível imaginar uma saída?
Uma saída de inclusão!
Será que passarei pelos portais que inventei?
As paredes que ergui os sustentarão?
Vou abri-los?
Terei a chave? Ou serei eu a chave...
Consciência é força, percepção é magia...
Será que minha criação receberá
a vida através de um raio?
Ou no futuro apenas mais um rascunho?
Ou mais um sonho extraviado, esquecido?
Sem nunca ser lembrado...
Uma saída de inclusão!
Será que passarei pelos portais que inventei?
As paredes que ergui os sustentarão?
Vou abri-los?
Terei a chave? Ou serei eu a chave...
Consciência é força, percepção é magia...
Será que minha criação receberá
a vida através de um raio?
Ou no futuro apenas mais um rascunho?
Ou mais um sonho extraviado, esquecido?
Sem nunca ser lembrado...
Aparências
A cama macia, calados e vestidos.
Almas vazias...
Na encenação se trair...
Luzes de velas não mais inspiram...
Aturam...
Pela as aparências:
na gaiola das liberdades!
Não se reinventam... Mas possuem:
uma sala de comodidades
com caras cortinas...
Tecidas com a mais pura rotina...
Mas são poucos que podem dizer:
“não importa o que os outros vão pensar!”
Um elo pela covardia
É uma reputação a zelar,
Então: ficam juntos para sempre
e nunca mais vão se encontrar...
Almas vazias...
Na encenação se trair...
Luzes de velas não mais inspiram...
Aturam...
Pela as aparências:
na gaiola das liberdades!
Não se reinventam... Mas possuem:
uma sala de comodidades
com caras cortinas...
Tecidas com a mais pura rotina...
Mas são poucos que podem dizer:
“não importa o que os outros vão pensar!”
Um elo pela covardia
É uma reputação a zelar,
Então: ficam juntos para sempre
e nunca mais vão se encontrar...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Aborto
Amanhecer úmido
Dúvidas de sobriedade
A um passo de uma nova realidade...
Ou de uma nova ilusão.
Onde é o início?
Não, não é uma escolha!
Acha que realmente sabe ou
sente uma ignorância da consciência...
Antes de descer o rio, antes de banhar o mar
Antes dos fardos, antes das luzes...
Possibilidades levadas rumo às cataratas.
Atirada sobre as rochas afiadas...
Matador de versos...
Destruidor do bem e das maldades
Assassino de possibilidades
Das escolhas...
Destruidor de um Universo...
Egoísta bélico
Corredeiras condicionadas...
Rumo à negação do natural
Que a mãe não a seja, pois já não é.
Que o pai não o seja, pois já não é.
A criança morrerá,
Não se sentirá ofendida nem grata...
Amor poderia haver em sua essência,
mas é excluída, ignorada... Jogada nas cataratas
Condenada antes do florescer...
Estas serão as exigências, as condições das civilizações
Vão mentir para si, interpretar de acordo com a covardia
Mas não é tarde para um grande contra golpe...
Pois não é preciso quando o ponto foi sem nó!
Dúvidas de sobriedade
A um passo de uma nova realidade...
Ou de uma nova ilusão.
Onde é o início?
Não, não é uma escolha!
Acha que realmente sabe ou
sente uma ignorância da consciência...
Antes de descer o rio, antes de banhar o mar
Antes dos fardos, antes das luzes...
Possibilidades levadas rumo às cataratas.
Atirada sobre as rochas afiadas...
Matador de versos...
Destruidor do bem e das maldades
Assassino de possibilidades
Das escolhas...
Destruidor de um Universo...
Egoísta bélico
Corredeiras condicionadas...
Rumo à negação do natural
Que a mãe não a seja, pois já não é.
Que o pai não o seja, pois já não é.
A criança morrerá,
Não se sentirá ofendida nem grata...
Amor poderia haver em sua essência,
mas é excluída, ignorada... Jogada nas cataratas
Condenada antes do florescer...
Estas serão as exigências, as condições das civilizações
Vão mentir para si, interpretar de acordo com a covardia
Mas não é tarde para um grande contra golpe...
Pois não é preciso quando o ponto foi sem nó!
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