sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Arrependimentos

Contradições onde me jogo depois de cair.
Posso me perder... Posso me encontrar.
Para me fortalecer para me encarar...
Para apodrecer, definhar, renascer; inovar-me...
Caminhando numa duna que dança com os ventos...
Arrependimento é mediocridade em dois momentos..
No tempo de errar, no tempo de se arrepender!!!
Não simplifique isso a uma mera “coisa do diabo”... Ele é ocioso
Chega desse ciclo arcaico e vicioso.
Aprendo com meus erros.
Aprendizados junto com arrependimentos?
Não posso vê-los!
***

Vamos?

Veja como é estranho.
Veja o caminho que eu mesmo escolhi.
Mergulhe em mim! Venha pra mim!
Vamos submersos no nada infinito.
Dê-me seus lindos olhos castanhos!
Vivamos seus desejosos medonhos!
Vamos meu amor, repare; vai ser divertido...
Nem isso nem aquilo, apenas diferente, esquisito...

Dê-me sua mão, acredite, existe uma escada.
Para além do céu e do paraíso...

Mordo seu corpo e beijo seu espírito.
Sabes disso.
Volte-se pra mim, mas não se esqueça de si...
Sempre vou te olhar, te ouvir.
Só não tente me mudar e livre também vai voar.
Vamos juntos errar, aprender, chorar, sorrir e cantar.

Diferentes...
Completam-se sim!
Eu escolhi acreditar assim!
Mas amo; não julgo sua decisão.
Sempre saberei que nada foi em vão...
Por enquanto aqui...
***

Salto na chuva

Vou como um sonhador com assas de papelão.
Vou subindo para uma nova montanha.
Por uma trilha e sem muita pressa.
Algo que pensei fazer desde a infância.
E desde sempre, com humildade, sem toda aquela arrogância.
E minhas assas de papelão podem suportar.
Ir contra os todos os ventos.
Mas não resistem à chuva fina que cai em sua ausência.
Já se passou algum tempo, e estou esperando seu momento.
A chuva num passa, as assas desmancham.
Não da pra saltar sem minha.
Sem meu amor, minha fé, minha esperança.
Minha garota, sua ausência traz toda essa garoa.
Desejo sua felicidade distante.
Mas diante essa possibilidade.
Molham-se meus sonhos.

Entre os sonhos e nossa felicidade...
Se eu escolher estarei condenando os dois à morte lenta.
Tudo o amor e toda sorte, todos os sonhos, tudo a morte.
Mas antes ver você partir tentei abrir minhas assas.
Mas elas dissolveram.
Agora se for para saltar para o sonho.
Vou é me jogar...
E a chuva pode me molhar.
***

Festa da virada

Vejo a dedicação das pessoas às festas.
Principalmente às com datas marcadas.
Aquelas estipuladas, rotuladas.
Serão as datas da felicidade?
Serão momentos felizes?
Trabalhe, consuma, assuma.
Esse não é o rumo.

A felicidade não está nas prateleiras.
Nem tem hora marcada
Entre festas com fogos e bebedeiras.
Entre o aconchego de um violão na sarjeta
Não podemos datar... Não da pra precisar
Existe só a felicidade celebrada.
Sem data predeterminada.
E a festeje chovendo ou ao sol ardendo.

Esse é o dia...
É maior que qualquer festa da virada.
Sem essa cultura enlatada.
Chega de hora marcada, chega de festas esperadas.
Feliz inesperado!
Vamos que seja a qualquer momento celebrado.
Que a qualquer momento seja a hora da virada.

E alguns minutos depois os fogos cessam.
E a poesia continua... Como no ano passado.
A novidade não tem hora marcada.
É o inesperado.
È o novo.
***

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Chama vaidosa

Na fogueira do ego a força da união é cinza!
Soterra seus suspiros.
Suas aspirações.
Suas solidões.

Fogo que queima e não ilumina.
Triste chama que passa pela pele.
Que marca na alma...
Que a força repele.
Como viajem de cocaína.

Queima sem calma.
O espírito queima.
Queima, queima e queima!
Onde o eu se assassina.

O ego infla e a menor picada o estoura...
E o grito de sua fraqueza ressoa...
As chamas tomam todas as lavouras.
Afasta qualquer pessoa.
Chamas de fome duradoura.
Não pode ficar consigo.
Não se encontra, espantou seus amigos...

Para o ritual se apronta...
Mais a fogueira não ilumina.
É vaidosa, brasas duvidosas.
Faz dele apenas cinzas.
Queima e não ilumina.
Brasa impiedosa!
Chama vaidosa!
***

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Precisa-se de heróis?

O poder que os nutriu os destrói.
Olhe o horizonte de onde viemos.
Está cheio de reinados de finados heróis.
Os mais próximos estão os vivos...

Veja o tempo os corrói.
Louve-os e assista corroendo.

Ao alvorecer de uma nova hera
Encarnados em algo além de pele e osso
Nada de fortunas, nenhuma foto em colunas.
Livres de vitórias e derrotas
Sem competições.

Ao alvorecer na chuva,sem capas ou guarda chuvas.
Nem seguir e nem guiar, não obedecer não dominar.
Nem a si ou por si!
Escolhas acima de temores
Não é exibido, não está escondido...
Está consigo!

Chega de mocinhos e bandidos...
De super heróis e suas criaturas; seus super inimigos.

Consciente de suas escolhas.
Não se atém a lados...
Munido de amigos e aliados.
Evita inimigos!
Não se dá ao luxo de ter um meio amigo.

Além de herói, além de bandido.
***

domingo, 21 de dezembro de 2008

O Xamã de Dionísio

A serpente!
A pequena serpente letal...
Acreditou que por isso os lagartos dançam
E as borboletas bailam.

Mas no agora acredita
E é parte da natureza Bela.
Está por ela.
Não crê no antigo pensamento arbitrário;
É nela.

Onde flutua e até sua arrogância se cansa
Na rede da humildade balança...
No amor, na fé, na esperança.
Na dor, nas festas,
Na miséria e na bonança.

Não diz que a vida é só isso ou aquilo...
Pois do balanço se vive caindo.
Diz: “Bonito é se levantar chorando ou sorrindo”.
Prepara-te para um novo impulso
Um impulso para o céu batendo os pés no chão.
Projete-se da rede ou se jogue em vão...
Manter ou alternar o ritmo...
Balançar mais alto que o cético e o que místico.

sábado, 20 de dezembro de 2008

A medida de todas as coisas

Amanhã verá que não somos hoje...
Hoje veja que não fomos ontem.
A humanidade é apenas a medida de toda sua interpretação.
Inclusive essa...
A humanidade é a medida de sua imaginação.
Não de todas as coisas, mas continua com verdades absolutas!
Absolutas e temporárias para continuar toda medição.
...
Além do nosso poder de comunicação.
Frente, atrás, em volta!
Em torno, contorno e até junto nossa compreensão.
Ciclo, continuidade, fragmentos e conjuntos... Medição.
...

Nem com versos e inspirações posso entender...
Quem dirá explicar...
Posso apenas explorar e aprender ao me enganar...
Mas nem a medida de nosso inconsciente
(que sempre agitou contra as medida)
Mas nem a medida de nossas medidas...
Vamos assumindo! Vamos?
Sempre criamos deuses criadores.
Os inventores de tudo...
Tudo feito na medida para a coroação.
Por nós, de nossos valores.
...
Submetidos à ordem divina.
Esquecidos do caos natural.
...
E com os séculos, ao em vez de coragem,
enchemos-nos de medos e temores.
As engrenagens então rodando.
Tudo agarrado e o trabalho desperdiçado.
Ta cheio de gente empurrando.
Estão recebendo e vivendo...
Comprando e consumindo...
Está tudo indo...
E o planeta se rebela para se limpar das seqüelas.
As engrenagens se movendo.Tudo se arrastando.
***

domingo, 23 de novembro de 2008

“igualdade entre os homens”

IGUALDADE ENTRE OS HOMENS

Verdade inquestionável...
Grande tolice...
Grande ou maior?
Dogma da humanidade.

Qual é a medida da normalidade?
Qual é a medida da loucura?
Milhões sãos os limites
De verdades absolutas

É crença pelos séculos abençoada.
Temporária verdade.
Igualdade entre os homens escorada
Em constituições do consumo.

Depois de séculos engrenados nesse rumo...
Vejo isso entranhando no instinto.
Séculos e séculos com esses mecanismos.
Agora eles estão nas cabeças e nos intestinos...

Igualdade entre os homens?
Quem são esses homens?
Como podem ser iguais?

Igualdade entre as mulheres.
Igualdade entre a humanidade...
Bobagens, cada ser é um universo
Todo ser é uma novidade!

Qual a medida da loucura?
E a medida da normalidade?
Qual a medida do saudável?
Como poderá ponderar
Se não mergulhar no excesso?
Como sabe que é normal se nunca se sentiu louco?

A igualdade corre desesperada atrás da normalidade.
Uma das ilusões do templo onde nenhuma construção é universal.
Igualdade!
É generalizado, como deve ser todo o ideal.


Cada um é único, transbordante e vazio!
Com seus defeitos perfeitos...
Individualizados.

Explorar-se
Eis o grande desafio!

***


http://poesiasfarpadas.blogspot.com/

Natureza e consciência

A natureza em seu bailado astral.
Desliza sobre as dicotomias onde se afunda.
Causa e efeito é retalhamento da continuidade...
É dança fora do ritmo...
A natureza dá baile nas nossas maiores invenções.
Dança sobre os nossos símbolos e crenças, e até sobre nossas ciências!
Samba diante nossa falsa hierarquia!
Samba em cima de nossas arbitrarias idéias de guerra, paz caos e harmonia.

“A grande criatura do mundo”... Elegemo-nos!
Instintos afetados pelos milênios de superstições...
Natureza não é mera utopia.
Não é uma explicável teoria.
Nem as mais fantásticas das fantasias...
Todas nossas interpretações estão aquém...
E então o que vem?

Natureza é morte, é vida!
Não é questão de predadores ou presas...
De conceitos ou nomes...
De verbos ou pronomes
Não se define algo algum...
Liberdade de verdades eternas...
Dessas infinidades momentâneas...

Ritmo que a natureza oferece...
Onde a consciencia se entorpece e entorta...
Nos nossos bosques...
Passe pela fechadura da porta...
***

sábado, 22 de novembro de 2008

Amor proibido

Ele é tão inocente, belo e ingênuo. Tão incoerente!
Ela é tão safada, gostosa, tarada. Tão incoerente!
Ele faz um biquinho, acredita que com um selinho pode “salva-la”.
Ela mete a língua na boca dele, enchendo de carne salivando desejos.
O anjo aperta as mãos da diaba, ela desliza as dela pelo seu corpo sarado.
Ele enche o rosto dela de beijos molhados. Ela lambe todo seu corpo suado.

O beijo mais intenso que ele já recebeu:
Ela agachada com o rabo arrebitado,
ele com as assas abertas;
as angelicais mãos acariciando os cifres.

E ele também a beija em sua natureza!
O beijo mais suave pelo qual ela já gemeu!
E as incoerências se amam!
Completaram-se aos beijos e abraços.
Escondidos atrás das árvores do bosque dos espírito...
Escondidos de nossos mistificados medos...
Amam-se livres da caretice de verdades arcaicas...
***

Continuidade

Sempre continua.
Ela vem nos espíritos dos jovens.
Ela sopra toda poeira envelhecida.
A ventania sempre continua, continua até sem antes chegar ao fim.
Não tem fim, nem início, nem meio...
São os desejos adormecidos nos velhos!
É a explosão do contido.
É o novo vindo...
***

sábado, 15 de novembro de 2008

Orgia

Na noite da hora extraviada, encanto-me diante uma encruzilhada...
Noite de Lua roubada e a vida esta estendida em algumas dessas estradas
Qual estrada? Em qual toada?
Devo correr ou manter a caminhada?
Quantas estradas! Quantos ritmos!
Devo ir escondido? Não!
Vou comigo mesmo dançar, gritar e enlouquecer, por tudo e em vão.

Na encruzilhada, uma orgias de eus...
Muito duvidam e muito negam!
São loucos... São pensadores da exceção
Transando uns com os outros, gozando e gritando até ficarem roucos!

Falsas verdades são penetradas e se alucinam.
Verdades não caluniadas arrombam e permanecem enterradas
Entendimentos arcaicos levam ferro de novas percepções.

Falo de entregas.
Sim! De individuais surubas!
De expressão!

Perguntas taradas correm atrás de repostas não encontradas!
Os desejos e a liberdade eretos entre isso e aquilo.
Um coral de eus, cantando perguntas...
Enquanto o estômago digere as respostas...
E o espírito assimila a busca!

Que seja através do sublime e do brusco...
Que seja por várias estradas,
que seja até por várias encruzilhadas.
Novidades?
Não!
Novas bobagens...
Grotescas humanidades...
***

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Janelas paralelas

Numa das dimensões paralelas.
Atrás de nossas próprias janelas
Olhe por elas, veja parece insanidade.

Liberte-se, salte-as!
Do outro lado há de ver possibilidades.
Aqui o horizonte é tudo em volta.

A certeza do consciente
encerra a consciência,
inclusive essa!

E tudo é perfeito e nada dá certo.
Veja! É o alvorecer do inconsciente,
do absurdo, da loucura.
Sob céu de dias e noites salgados de doçuras!
***

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Antes de Talhar Um Inimigo

Tolices dormidas!
Amanhecer do entendimento.
Silêncio! Esse é o melhor argumento.
Um trabalho, uma fuga e um atalho...
Não invocar inimigos.
Deixe que eles se anunciem.
Não lhes poupe o vexame!
O forte inimigo é melhor que o meio amigo.
Assim como um aliado é melhor que muitos inimigos.
Mais ainda prefiro talhar sólidos amigos.

O Que Vai Querer Ler Durante a Viajem Senhor?

Não quero suco e salada,
manda logo a pinga e a feijoada.
Sim! Sim!
Gosto de pratos abstratos e subjetivos.
Sirva-me algo que me confunda.
Lanço-me em nada e em tudo.
Ao mundo da magia...
Às palavras proféticas...
Às crenças mais céticas...
Sirva-me as frases mais indigestas...
Ruminar e digerir pra mim é festa!
Como uma bagunça em harmonia.
Não venha com blasfêmias patéticas.
Nem com normalidades estéticas histéricas.
Traga-me um exagerado prato.
Uma forte dose.
É o que vou lerPinga e feijoada!
Muito obrigado!

Sonhos ou Insônias

O consciente está cheio,
Transborda tolices que incomodam no leito.
Ao me contorcer vou me libertar, eu creio.
Vou até em sonhos recair...

O inconsciente escorre para seu fluir; para o seu jantar...
No alvorecer de sonhos para o agora, no tempo sem horas.
Espero liberdade para o espírito em aurora!

Puro, límpido e perigoso como águas calmas dos rios profundos.
Horrorosos, ocultos, enevoados, assombrado por seus próprios vultos...
Sonhos rimados, Sonhos moídos;

Sonhos ou insônias? Sonhos perdidos?
Não me importa!
São sonhos as margens do pasto;
Longe do curral do rebanho.
Sonhos de morte sonhos de vida!
Onde meu espírito é esculpido...
Tão estranhos!
Tão das entranhas;

sábado, 18 de outubro de 2008

“A” Carona

Olhem parou!
Vamos nessa! E esqueçam toda a pressa...
É um carro grande, vamos todos juntos nessa...
As rodas são de vento, é movida a musica e enfeitada de poesia....

Vamos essa é “A” carona!
Embarcamos rumo a um louco nada...
Daqui a existência é uma grande piada
Ou são os olhos nebulosos.

O vidro está embaçado e tem muita neblina na estrada.
Estamos descendo a colina.
Corremos risco de saúde e honra.

Em um próprio mundo de contos.
Aonde com outros mundos vamos nos deitar...
No motel onde a pura e o vil transam....
Onde os sentimentos dançam...

Sim.
Sim...
Essa é sim!
Sim, é “A” carona!
“O novo conserva nossa espécie.”

Por quanto tempo vamos negar as falhas?
Por quanto tempo vamos mentir?
Pra que nos enganar?
Por quanto tempo vamos mastigar navalhas?
Por toda uma vida; é o tempo pra consumir.
Vamos sempre é tempo de destruir para inovar!
Criar; chorar; sorrir.

Está tudo calmo demais!
Os palavrões são expressões ingênuas.
E a safadeza e a vulgaridade...
Tão banalizadas!
Despertar as paixões adormecidas!
Libertar o espírito! Manter-se vivo!

CARTA:

Ao Espírito Alienado

Você vive encravado de cabeça para baixo em uma fossa de ilusões. Irrita-se a tal ponto como meus dizeres que propaga gargalhadas arrogantes seguida de um julgamento ingênuo. Chama-me de louco e insano, tenta me condenar a uma terrível sentença engasgado com o lixo e com o luxo que quase o afoga. Não sabe que está nessa fossa!

Mais não se iluda, não quero despertar sua ira. Sim estou falando com você que julga insanidade esse meu louco pronunciamento. Com você que a essa altura do texto já não está entendendo absolutamente nada, mais perdôo a sua distração.

Isso! Esboce sua arrogância com esse arrogante sorriso que o faz respirar com mais dificuldade ainda. Opa! Desculpe-me, não se irrite; é que o sarcasmo é minha reação natural a sua ingênua ação.

Você vive me dizendo que é mais feliz para tentar se convencer pela repetição mais a minha felicidade está protegida por símbolos sombrios que inibe a ação de sua inveja
Mais são tantos mundos, tantos poços e tantas sentenças que às vezes você me puxa para baixo e eu mergulho. Sei que você não entende. Não o culpo, para você estou submerso de cabeça para baixo na sujeira. Vê-me como o asqueroso e nojento que nada com sorriso cínico e livre em meio ao nojo. Não me importo!
Só escrevo para me despedir.
Adeus!

CARTA:

Convite À Expressão
Amigo essas ilusões vão consumir sua alma, envolver seu desejos e dilacerar o seu espírito material. E seu exaltado sorriso será de uma sarcástica lembrança do início do fim de seu agora. Hei, eu me jogo na lira e no lírio com a vontade e curiosidade da infância e trago doses e mais doses de todos meus anseios e ânsias.
Vamos nessa! Agarremo-nos com as unhas na sinistra parede de metal. Escalemos; ela cerra tudo entre símbolos que ecoam na obscura névoa de fumaça ardendo em incerteza. Vamos amigos e nos apliquemos vida e viajaremos juntos. E agora escalamos cravando unhas e dentes.
E a literatura se deitou mais uma vez com a música e o canto dança por entre cordas, batuques e sopros numa transa assexuada. Assumindo, o conjunto, uma própria identidade, unido por uma comum vontade. Isso é algo novo ou apenas uma nova roupagem? E é sempre no agora que nunca vai embora que essa pergunta se faz.
Mais um circulo esta selado sem respostas ou exaltação. Juntos numa transa sensual entre um e outro. O brasão de nosso movimento é o absurdo tatuado em nossos espíritos. E nossas unhas e dentes sangram que escorrem até o chão. São córregos de vida enfeitando a intransponível muralha dos símbolos. Essa muralha de metal.

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