quinta-feira, 17 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
O Amor
Volto para longe do abrigo,
Vou caçar além dos cumes
Onde não há posses nem ciúmes,
Volto para a beira do abismo!
Uma lágrima molha meu sorriso
Não vejo pontes
E nem fundo entre os montes
Corro na beira... Não olho onde piso
Não sei se me conheço
Ou mesmo se me guio,
Não sei se me escuto
Ou se grito.
É tudo tão surpreendente
E, ao mesmo tempo, tardio...
Uma constante
Que não se repete,
Assim como as águas de um rio!
Tenho a impressão de outra existência,
Ou uma lembrança do futuro...
Ou apenas mistificações do instinto puro
A dor passa a ser sua ausência,
Sempre fui suscetível à dependência.
Não volto para abrigos,
Caminho pelos abismos!
Sinto a doçura da brisa,
O medo da queda,
A adrenalina dos desequilíbrios,
A grandeza da vista,
O calor do perigo
E o cheiro de vida!
sábado, 12 de maio de 2012
Onde Estão Seus Olhares?
Quanta saudade
De todo nosso amor,
De toda nossa insanidade.
Que saudade
Do tudo e nada em seus lindos olhos
Que tantas vezes me abençoaram
Ao iluminarem a pureza de seu sorriso.
Que saudade da ternura de seus braços,
Mas que saudade da sua força,
Da sua energia.
Saudade das suas manhas,
Da sua boca, do seu corpo, da sua magia.
Ah meu amor!
Que saudade das suas entranhas,
Do sabor de seu suor.
Quero você nua!
Quero você companheira!
Quero você amiga!
Minha amada!
Minha gata!
Minha doce e querida!
Aos Juízes Morais
Eu me desdenho!
Desfaço-me!
Estilhaço-me!
Eu me esbagaço!
Pouco importa se nobre ou vulgo;
Estou me lixando para meu
julgo...
Agora:
Imagine o nada que penso do
seu!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Uma poesia para os medíocres que se dizem poetas!
Aqueles que não se entregam de corpo e alma!
Aqueles que não condenam a alma a qualquer inferno!
Aqueles que não condenam o corpo aos vícios!
Aos escravos do controle!
Aos copiadores de poesias,
Aos destorcedores de ideias,
Aos fracos que não têm coragem de se divertir...
Uma poesia para
V
O
C
Ê
!
Que se ofendeu ao pensar em transar com sua mãe,
Ou até mesmo com seu pai!
Uma poesia para os amadores!
Escrevam seus temores!
Vão escrever orações,
Vão excluir os horrores,
Vão se ajoelhar e implorar perdão,
Vão tomar nos seus botões,
E vão curtir o capeta no inferno!
Aos copiadores de poesias,
Aos destorcedores de ideias,
Aos fracos que não têm coragem de se divertir...
Uma poesia para
V
O
C
Ê
!
Que se ofendeu ao pensar em transar com sua mãe,
Ou até mesmo com seu pai!
Uma poesia para os amadores!
Escrevam seus temores!
Vão escrever orações,
Vão excluir os horrores,
Vão se ajoelhar e implorar perdão,
Vão tomar nos seus botões,
E vão curtir o capeta no inferno!
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Antes da Explosão
Sou poeta!
Sou escravo da
sombra
Que projeta
Aquilo que
tento ser...
Pois nada cresce
Na terra da perfeição!
Nada floresce
Em um lindo vaso artificial.
O que apetece?
Quero tudo e nada!
Quero a cura para bem e para o mal.
Um querer medíocre, tal qual harmonia...
Um querer semente e fruto de uma nova,
Intrigante e bela contradição.
Pois antes do próprio “início”,
Houve uma grande explosão!
Mas e antes:
Acredito que era mais que tudo e nada
Era mais que qualquer crença ou teoria:
Era tal qual arte, tal qual poesia!
Pois nada cresce
Na terra da perfeição!
Nada floresce
Em um lindo vaso artificial.
O que apetece?
Quero tudo e nada!
Quero a cura para bem e para o mal.
Um querer medíocre, tal qual harmonia...
Um querer semente e fruto de uma nova,
Intrigante e bela contradição.
Pois antes do próprio “início”,
Houve uma grande explosão!
Mas e antes:
Acredito que era mais que tudo e nada
Era mais que qualquer crença ou teoria:
Era tal qual arte, tal qual poesia!
terça-feira, 24 de abril de 2012
Cassino das Crenças
Apostei minha única ficha
Naquele que iria perder,
Apostei tudo em mim!
Pois eu sabia que queria perder...
Era tudo que eu queria ter!
A derrota amargando minha boca
A força ao se levantar após um fim
Perdi minha alma,
Perdi a condição de aposta
E agora não jogo...
Deixo-me em condição oposta...
Despido da alma de superstições,
Queimo todas as religiões...
Queimo todas as ciências!
Inclusive a semiótica.
Queimo as espiritualizações e razões
E as atiro às contradições
Das certezas dos homens...
Pois o tudo nunca coube na palavra!
Pois ao perder a aposta,
Vi que o tudo traga sem pressa.
Traga com um sarcasmo hilariante,
Englobando o nada e por ele sendo excluído.
Auto Ajuda?
Vão, vão, vão!
Vão juntos e todos!
Vão se lamentar menos!
Vão agir mais!
Vão ser mais confiantes!
Vão ser mais fortes!
Mas...
Adiante de ignóbeis
Versos de ajuda automática.
Adiante de conceitos móveis
De felicidade sistemática.
Onde dicas de beleza não...
São ...
Cura!
Quem não tem cicatrizes da amargura?
Quem consegue ver o charme das marcas?
Quem se olha e apenas às atura?
Quem assume que é de carne fraca?
Quem se entende animal?
Quem vê isso para além do bem ou do mal?
Quem vê além da convenção social?
Quem vê para além do todo e do próprio além?
Quem se limita ao julgo dos senhores das respostas?
Quem se limita à ajuda automática?
Quem procura o conforto das respostas?
Quem evita a constância das perguntas?
Quem somos nós?
Quem é cada um de nós?
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Vice Versa
Vice Versa
Construo sins sobre os nãos
que recebo de mãos
beijadas...
Só não deixo a vontade calada
diante das montanhas
ou diante das encruzilhadas.
Eu vou chorar,
vou sussurrar aos gritos
com lágrimas de gargalhadas!
Pois só pode odiar,
quem também é
capaz de amar.
Construo sins sobre os nãos
que recebo de mãos
beijadas...
Só não deixo a vontade calada
diante das montanhas
ou diante das encruzilhadas.
Eu vou chorar,
vou sussurrar aos gritos
com lágrimas de gargalhadas!
Pois só pode odiar,
quem também é
capaz de amar.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
O Desistente Idealista
Um alguém que sabia apenas e só amar!
Um alguém que amava por demais
Alguém sem inimigos,
A não ser: “si mesmo”!
Pois esse alguém em si jaz,
Soterrado pelas trevas que o amor traz.
Um alguém que cava sua cova tranqüilo e a esmo!
Uma pérola que deve ser quebrada
Para revelar um misterioso segredo redundante
Por meio de toda sua ansiedade intolerante.
Por meio de todo o seu medo!
Essa é a história de quem apenas ama,
Pois está vazio demais para odiar,
Vazio por demais para se rebelar.
Um alguém digno de pena...
Que aceita a sina.
Um súdito de tudo que “o” assassina.
Alguém tão seguro
Quanto uma triste feição serena.
Um alguém que amava por demais
Alguém sem inimigos,
A não ser: “si mesmo”!
Pois esse alguém em si jaz,
Soterrado pelas trevas que o amor traz.
Um alguém que cava sua cova tranqüilo e a esmo!
Uma pérola que deve ser quebrada
Para revelar um misterioso segredo redundante
Por meio de toda sua ansiedade intolerante.
Por meio de todo o seu medo!
Essa é a história de quem apenas ama,
Pois está vazio demais para odiar,
Vazio por demais para se rebelar.
Um alguém digno de pena...
Que aceita a sina.
Um súdito de tudo que “o” assassina.
Alguém tão seguro
Quanto uma triste feição serena.
A Benção da Bruxa...
Recebemos, em uma noite tensa,
A doce presença de uma bruxa sutil.
Que se anunciou por sinais de luz
E chegou soltando fumaça,
Entoando cantigas esquecidas
Com uma melodia vil
Para o espanto da ameaça.
Ela beijou as feridas dela
E cuspiu todo o pus...
Eu limpei o chão com sabão
E Bom Bril.
Ascendi um incenso
Com um Pink Floyd.
O trabalho é intenso:
Ela se debate e
A bruxa a segura pela alma,
Ela chora e morde...
Gritos histéricos ressoaram em silencio
Por toda a minha caverna.
Para que todo mal que aqui emberna,
Morra dormindo,
Sonhando e sorrindo...
E a bruxa benzeu minha amada
E a levou para um mundo de magia...
Envolvida em um ritual profano,
Ela se limpou de toda culpa
E de todo medo.
E agora ela pode ter novas culpas!
E Pode Vamos para cima”
A bruxa, num trabalho psicológico antigo,
Mais que a própria ciência e seu sentido,
Deu sua vida em troca de nada e
Sujou-se com as maldições de minha amada
Sua alma alada e querida
Termina sua vinda
Gritando:
“Querida...
Livra-te!
Vamos para cima!”
A doce presença de uma bruxa sutil.
Que se anunciou por sinais de luz
E chegou soltando fumaça,
Entoando cantigas esquecidas
Com uma melodia vil
Para o espanto da ameaça.
Ela beijou as feridas dela
E cuspiu todo o pus...
Eu limpei o chão com sabão
E Bom Bril.
Ascendi um incenso
Com um Pink Floyd.
O trabalho é intenso:
Ela se debate e
A bruxa a segura pela alma,
Ela chora e morde...
Gritos histéricos ressoaram em silencio
Por toda a minha caverna.
Para que todo mal que aqui emberna,
Morra dormindo,
Sonhando e sorrindo...
E a bruxa benzeu minha amada
E a levou para um mundo de magia...
Envolvida em um ritual profano,
Ela se limpou de toda culpa
E de todo medo.
E agora ela pode ter novas culpas!
E Pode Vamos para cima”
A bruxa, num trabalho psicológico antigo,
Mais que a própria ciência e seu sentido,
Deu sua vida em troca de nada e
Sujou-se com as maldições de minha amada
Sua alma alada e querida
Termina sua vinda
Gritando:
“Querida...
Livra-te!
Vamos para cima!”
sexta-feira, 6 de abril de 2012
O Estranho
Cativo-me naquilo que me foge!
Respiro-me quando me afoga,
Voo quando me jogo.
Arrasto-me ao cair,
Lágrimas do sorrir...
Enterrei o infinito!
Para o deleite dos vermes,
Deixo minha alma de derme,
Eu não posso tudo perder,
Pois o tudo... Ele nunca foi pra se ter.
Respiro-me quando me afoga,
Voo quando me jogo.
Arrasto-me ao cair,
Lágrimas do sorrir...
Enterrei o infinito!
Para o deleite dos vermes,
Deixo minha alma de derme,
Eu não posso tudo perder,
Pois o tudo... Ele nunca foi pra se ter.
quarta-feira, 28 de março de 2012
O MUNDO DOS AMIGOS (para Ian)
Quando um grande amigo diz vai embora
Ela se antecipa
Com uma atração indecente.
Ela se anuncia...
Vem maldita!
E também já vem
Bendita, eterna...
Por tudo que me resta de vida
Ela vem saudade... Saudade...
O tempo corre,
Eles vem, marcam e se vão
São tatuagens na alma
De todo um mundo de expressão
Um mundo sem fronteiras
Dos grandes e bons, dos raros e puros
O mundo dos grandes amigos
Mundo de segurança sem destino
Um mundo das amizades
Belas e verdadeiras...
E eternas como o agora.
THE WORLD OF FRIENDS
When a close friend says go away
It is anticipated
With an attraction indecent.
It is announced ...
Come damn!
It also comes
Blessed, eternal ...
For all I have left of life
She is missed ... Saudade ...
Time is running,
They come, and will mark
Are tattoos the soul
In a world of expression
A world without borders
Of the great and good, of rare and pure
The world of big friends
Security world aimlessly
A world of friends
Beautiful and true ...
And as the eternal now.
Ela se antecipa
Com uma atração indecente.
Ela se anuncia...
Vem maldita!
E também já vem
Bendita, eterna...
Por tudo que me resta de vida
Ela vem saudade... Saudade...
O tempo corre,
Eles vem, marcam e se vão
São tatuagens na alma
De todo um mundo de expressão
Um mundo sem fronteiras
Dos grandes e bons, dos raros e puros
O mundo dos grandes amigos
Mundo de segurança sem destino
Um mundo das amizades
Belas e verdadeiras...
E eternas como o agora.
THE WORLD OF FRIENDS
When a close friend says go away
It is anticipated
With an attraction indecent.
It is announced ...
Come damn!
It also comes
Blessed, eternal ...
For all I have left of life
She is missed ... Saudade ...
Time is running,
They come, and will mark
Are tattoos the soul
In a world of expression
A world without borders
Of the great and good, of rare and pure
The world of big friends
Security world aimlessly
A world of friends
Beautiful and true ...
And as the eternal now.
quinta-feira, 22 de março de 2012
TÃO E SÓ
Na solidão virtuosa
Onde sou
O que ninguém entende,
Nem mesmo eu.
Ouço o silencio dos meus gritos
Onde só há eu, só deve haver eu,
Pois todas as vozes são ecos.
Lá, onde eu não me meço,
Onde não peço e me entrego!
Não espero alguém aqui:
Neste lugar sem espaço,
Nesse tempo sem horas!
Venho até aqui,
Onde escrevo
Servido de elixires.
Entoando cânticos mágicos
Em um dialeto
Ainda não inventado...
Chego sempre agora,
Quando tudo vai embora.
Chego bem lá no intimo...
Chego onde todos, e cada um de nós
Somos tão belos e tão sós.
Onde somos tão e só nossos...
Onde sou
O que ninguém entende,
Nem mesmo eu.
Ouço o silencio dos meus gritos
Onde só há eu, só deve haver eu,
Pois todas as vozes são ecos.
Lá, onde eu não me meço,
Onde não peço e me entrego!
Não espero alguém aqui:
Neste lugar sem espaço,
Nesse tempo sem horas!
Venho até aqui,
Onde escrevo
Servido de elixires.
Entoando cânticos mágicos
Em um dialeto
Ainda não inventado...
Chego sempre agora,
Quando tudo vai embora.
Chego bem lá no intimo...
Chego onde todos, e cada um de nós
Somos tão belos e tão sós.
Onde somos tão e só nossos...
segunda-feira, 19 de março de 2012
SOU
Fico quieto e não mais escuto
O barulho ao meu redor.
Quieto para me ouvir
Ao calar do tudo.
Pois eu sou nada!
E nada, não precisa ter fundo...
O barulho ao meu redor.
Quieto para me ouvir
Ao calar do tudo.
Pois eu sou nada!
E nada, não precisa ter fundo...
quarta-feira, 14 de março de 2012
HOJE É O DIA DA POESIA: 14 DE MARÇO
Parabéns a todos os poetas do mundo!
Parabéns pelos paraísos,
E pelos abismos profundos!
Felicidade e tristezas
Destilados em meu copo,
O amor e o ódio
Transam no sótão.
Lucidez e ópio,
Eu e vocês
Minhas queridas!
Minha malditas!
Tão amargas e tão doces...
Minhas poesias!
Nós, sós, não só hoje
Mas por todos os dias...
Por todo caos da harmonia.
Não sei se são minhas,
Ou se eu sou delas...
Inspirações e poesias
Tão terríveis e tão belas
---
HOJE, AS 17:00 HORAS, POETAS ESTARÃO SE REUNINDO NA PRAÇA GETÚLIO VARGAS, EM ALFENAS, PARA UM SARAU EM HOMENAGEM AO DIA DA POESIA!
Parabéns pelos paraísos,
E pelos abismos profundos!
Felicidade e tristezas
Destilados em meu copo,
O amor e o ódio
Transam no sótão.
Lucidez e ópio,
Eu e vocês
Minhas queridas!
Minha malditas!
Tão amargas e tão doces...
Minhas poesias!
Nós, sós, não só hoje
Mas por todos os dias...
Por todo caos da harmonia.
Não sei se são minhas,
Ou se eu sou delas...
Inspirações e poesias
Tão terríveis e tão belas
---
HOJE, AS 17:00 HORAS, POETAS ESTARÃO SE REUNINDO NA PRAÇA GETÚLIO VARGAS, EM ALFENAS, PARA UM SARAU EM HOMENAGEM AO DIA DA POESIA!
domingo, 11 de março de 2012
O ESCUDO DE AMOR
Ouço as vozes dos amores.
Vejo os sorrisos dos queridos
Inspiro-me nos antigos
Livro-me de meus temores,
Chego ao delírio do novo
Ébrio na sutiliza de seus beijos
No frescor de seu toque
Entre nossos olhares, extasiados, em choque
No calor de seios,
A ternura de seus anseios
Sincera como uma flor e
Sempre é fiel às primaveras...
No sabor de nossas entregas
Está o valor do amor:
Um escudo contra todo medo do terror.
Vejo os sorrisos dos queridos
Inspiro-me nos antigos
Livro-me de meus temores,
Chego ao delírio do novo
Ébrio na sutiliza de seus beijos
No frescor de seu toque
Entre nossos olhares, extasiados, em choque
No calor de seios,
A ternura de seus anseios
Sincera como uma flor e
Sempre é fiel às primaveras...
No sabor de nossas entregas
Está o valor do amor:
Um escudo contra todo medo do terror.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Até você encontrar
Um dia tive um sonho:
Sonhei com um amor!
Eu o desenhei, engarrafei,
Atirei ao mar
E você veio me encontrar!
Sonhei com um amor!
Eu o desenhei, engarrafei,
Atirei ao mar
E você veio me encontrar!
sexta-feira, 2 de março de 2012
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