sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Estranho

Cativo-me naquilo que me foge!
Respiro-me quando me afoga,
Voo quando me jogo.
Arrasto-me ao cair,
Lágrimas do sorrir...

Enterrei o infinito!
Para o deleite dos vermes,
Deixo minha alma de derme,
Eu não posso tudo perder,
Pois o tudo... Ele nunca foi pra se ter.

quarta-feira, 28 de março de 2012

O MUNDO DOS AMIGOS (para Ian)

Quando um grande amigo diz vai embora
Ela se antecipa
Com uma atração indecente.
Ela se anuncia...

Vem maldita!
E também já vem
Bendita, eterna...
Por tudo que me resta de vida

Ela vem saudade... Saudade...

O tempo corre,
Eles vem, marcam e se vão
São tatuagens na alma
De todo um mundo de expressão

Um mundo sem fronteiras
Dos grandes e bons, dos raros e puros
O mundo dos grandes amigos
Mundo de segurança sem destino
Um mundo das amizades
Belas e verdadeiras...
E eternas como o agora.


THE WORLD OF FRIENDS

When a close friend says go away
It is anticipated
With an attraction indecent.
It is announced ...

Come damn!
It also comes
Blessed, eternal ...
For all I have left of life

She is missed ... Saudade ...

Time is running,
They come, and will mark
Are tattoos the soul
In a world of expression

A world without borders
Of the great and good, of rare and pure
The world of big friends
Security world aimlessly
A world of friends
Beautiful and true ...
And as the eternal now.

quinta-feira, 22 de março de 2012

TÃO E SÓ

Na solidão virtuosa
Onde sou
O que ninguém entende,
Nem mesmo eu.

Ouço o silencio dos meus gritos
Onde só há eu, só deve haver eu,
Pois todas as vozes são ecos.
Lá, onde eu não me meço,
Onde não peço e me entrego!

Não espero alguém aqui:
Neste lugar sem espaço,
Nesse tempo sem horas!

Venho até aqui,
Onde escrevo
Servido de elixires.
Entoando cânticos mágicos
Em um dialeto
Ainda não inventado...

Chego sempre agora,
Quando tudo vai embora.
Chego bem lá no intimo...

Chego onde todos, e cada um de nós
Somos tão belos e tão sós.

Onde somos tão e só nossos...


segunda-feira, 19 de março de 2012

SOU

Fico quieto e não mais escuto
O barulho ao meu redor.
Quieto para me ouvir
Ao calar do tudo.

Pois eu sou nada!
E nada, não precisa ter fundo...

quarta-feira, 14 de março de 2012

HOJE É O DIA DA POESIA: 14 DE MARÇO

Parabéns a todos os poetas do mundo!
Parabéns pelos paraísos,
E pelos abismos profundos!

Felicidade e tristezas
Destilados em meu copo,
O amor e o ódio
Transam no sótão.

Lucidez e ópio,
Eu e vocês
Minhas queridas!
Minha malditas!
Tão amargas e tão doces...
Minhas poesias!

Nós, sós, não só hoje
Mas por todos os dias...
Por todo caos da harmonia.

Não sei se são minhas,
Ou se eu sou delas...
Inspirações e poesias
Tão terríveis e tão belas

---

HOJE, AS 17:00 HORAS, POETAS ESTARÃO SE REUNINDO NA PRAÇA GETÚLIO VARGAS, EM ALFENAS, PARA UM SARAU EM HOMENAGEM AO DIA DA POESIA!

domingo, 11 de março de 2012

O ESCUDO DE AMOR

Ouço as vozes dos amores.
Vejo os sorrisos dos queridos
Inspiro-me nos antigos
Livro-me de meus temores,
Chego ao delírio do novo

Ébrio na sutiliza de seus beijos
No frescor de seu toque
Entre nossos olhares, extasiados, em choque
No calor de seios,
A ternura de seus anseios

Sincera como uma flor e
Sempre é fiel às primaveras...
No sabor de nossas entregas
Está o valor do amor:
Um escudo contra todo medo do terror.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Até você encontrar

Um dia tive um sonho:
Sonhei com um amor!
Eu o desenhei, engarrafei,
Atirei ao mar
E você veio me encontrar!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A PAZ TRANSGRESSORA

Essa noite convido todos os anjos,
E convido todos os demônio...
Proponho uma festa na Terra!
Uma festa para marcar a paz...
Entre o céu e o inferno,
Entre Deus e o Diabo.
Uma festa para acabar com a briga,
Convido os esternos inimigos:
Basta de intrigas!

Vamos bailar ao som da harmonia cótica!
Um bailado além do que está definido,
Uma festa para o certo beijar o errado!
Uma festa para que o amor transar com ódio!
Vamos festejar, o tempo de guerra deve parar!
Convido-os para a paz!
Os brindes são para elas!
As mães das guerras: paz, paz, paz !

Doce e sublime PAZ!
No entanto... Tanto faz?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

MINHAS POESIAS

Elas são fotos feitas,
Tiradas de meus sentimentos.
Instante transformado em momentos
Todas as palavras são eleitas
E rascunham meus instintos
Minhas felicidades e meus tormentos
Cunhando todas minhas verdades...
Entre tudo que minto.

Exalto meus baixos e meus altos
Eu protegido em meu colo,
Consagro em um ritual solo
Todas as quedas e todos os saltos
Meus baixos, meus altos...
Pois só os saltos levam às quedas.
E só pode levantar quem cai...
Só pode chegar quem vai.

São meus gritos e meus suspiros,
Minha energia e meu organismo.
Versos misturados e surtidos...
Dança entre símbolos!
Entre sólidos e líquidos;
Como bestas celestiais;
Como rosas envenenadas
Destilando incertezas.
Ou...
Talvez apenas
Mensagens para
Um mundo
Menos
Vazio
...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O HOMEM QUE SE LEMBRAVA DO FUTURO

Um dia pelas andanças do mundo,
Entre minhas quedas e triunfos:
Escutei o canto de um nobre vagabundo,
Um homem que se lembrava do futuro.

E muitas histórias ele cantava,
Cantava que o futuro deságua agora.
E agora é nossa grande hora!

Versos felizes para inspirar.
E pensamentos felizes para voar!
Do homem que se lembrava do futuro...

---
(em homenagem ao nosso rei do rock)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

AS HORAS

Amo-as o tempo todo, com toda força do amor!
E outras tantas vezes eu as odeio...

Uma sempre corre na minha frente,
Outra sempre corre atrás de mim,
Estico os braços para, ao menos, boliná-las.
Sim! Quero as duas juntas e ao mesmo tempo!

Eu as amo e elas me consomem!
Eu amo aquela que se foi, e amo a que ainda não veio.

Amo-as, mas não as acho.
Eu as amo bem
Do fundo, do centro, bem do meio...
De cima, de baixo...
Dum lado e d’outro.
Pois se alcançá-las eu me racho.

Aquela hora que se foi e aquela
Hora que ainda não veio
Quero-as, as duas transando juntas
Com a do agora!
Tudo para minha percepção e sua aurora.

REENCONTRO

Quando sinto aquele nó,
Passo a me procurar.
Perdido ao desatar,
O talento de ficar só!

Tentando achar
Aquele que um dia pensei ser,
Um que achava que tudo podia ver...
Mas agora faz parte do tudo que nunca
Ninguém, jamais pode ter.

Porém é tudo que todos
Sempre querem para si,
Algo que eu já que me esqueci.
De tantas coisas e de tantos modos
Que não quero,
Contudo dormi, vi, bebi e comi.
Ao tempo que já me lembrei
Como me esquecer do que me fiz?
Como não ser todo que vivi?

UMA PALAVRA DESDOBRADA

Liber-
Te-si,
Se...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SOBRE CORDEIROS E LOBOS

Outro dia foi condenado,
Desejaram minha alma ao mais profundo abismo.
Julgaram-me em verdades outras,
Milhões de vozes condenam as poucas...

Fervorosos furiosos e armados!
Com sangue nos olhos vendados!
Acorrentados à algum dos paraísos,
Estuprados pela fé nua em racismos.

Neste dia os cordeiros enfrentaram um lobo
E fartaram a ceia da matilha.
O pastor correu feito louco,
Tentou convencer o lobo a pastar,
Mas mesmo que não para seu alimento
O lobo o matou sem ressentimento!
Os cordeiros, agora desorientados e perdidos,
Esperam pacíficos o raiar das próximas trevas
Esperam para serem devorados e abatidos...
Como sempre esperaram...

Mas agora tentam nos insultar:
“Seus animais perversos e pervertidos”
Contudo nós...
Continuamos a questionar tranquilos,
Sem nunca negarmos nossos instintos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

...

Os arrogantes cagam de pé do alto de seus pedestais e
quando da merda bate no chão, espirra em todos ao redor!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

JORNAIS

Dentre tempos de consenso fabricado,
Escarrados do ventre do mercado.
Anunciados pela boca de diabos
E nas entrelinhas deturpadas
Para um povo silencioso e tenso.

Povo que lê crente após o café,
Mas só é informado para prosseguir com fé.
Atrás de dias projetados,
Numa espécie de vazio denso.
Calçando apenas um sapato que é menor que o pé.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O Orgasmo de Cristo

Eu o faço...
Vou tentar matá-la...
Não é fácil,
Mas só você pode me impedir, basta parar de ler agora

Pois do mais alto pedestal de minha prepotência
Quero matar sua ingenuidade
Ou pelo menos quero agredir e insultar suas crenças!

Começo enterrando sua fé junto com Deus
No cemitério abaixo da mata
Cuja flora se alimenta de mitos...
E se alimentou de meus próprios sonhos
Despertando minha esperança
Ao assassinar toda minha fé e meu medo!

Eles estão amarrados a minha espera
Estão na minha cabeça a vida toda
Eles esperam cheios de pavor...

Chego sujo de indiferença
Cheio de minha própria essência

Começo por ela, ela quer transar,
Está doida de tesão
Nós nos torturamos na cama,
Ela delira...

E Ele vem, é o passivo filho legítimo,
Que nasceu condenando o amor e foi assimilado pelo império
Em seguida veio todo o resto da prole e todos nós transamos

Sim! Fui eu quem enxertou a Virgem!
Agora sim ela sabe o que é amar!
Pois mesmo sendo mitos, nenhum anjo tem pinto.

Pequei ao lado do Filho legítimo!
O conduzi pelas vias do amor...
Do excesso e da perdição,
Ele me deu a mão e veio conformado, como sempre.

E até que em fim, após mais de dois mil anos,
Ele pode saber além do certo ou errado!
Pois Cristo também gozou
Na suruba que sufocou minha fé e meu medo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Fantasia 1

O encontro com um
Poeta marginal é em baixo
Da ponte que desabou de
Todos os horizontes e
Acontece na hora marcada
De todo dia
Último
Antes de amanhã,
Na cidade não mapeada.

Onde as regras são
Quebrá-las e a
Conduta é transgressão.

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