Não quero ser compreendido
Nunca quis, e se um dia o for: mudarei!
Minha alma está morta,
Morreu por nunca ter nascido.
Não acredito em anjos ou nestes tais caídos,
Pois para mim eles nunca voaram
De meu universo estão todos abstraídos
Engolidos, digeridos e cagados.
Não posso ser um mero filho banido ou renegado
Pois já sei que todos os pais foram inventados
Não tenho saco para ser mais um dos arrependidos
E eu não odeio, temo ou amo Este ou Aquele
Pois Eles sempre foram um,
Sempre foram o mesmo e nenhum
Diante do julgamento dos temerosos,
Sob as injúrias de qualquer crente,
Estaria eu condenado a um inferno
E banido de uma existência ascendente
Mas sou parte de um todo ou de um nada
Nem acima, nem a baixo, nem pra trás nem pra frente
Não estou nos contos da verdade e nem nas leis dos que mentem
Para mim, só o nada é capaz de explicar tudo, que não só eu,
Mas que todos experimentam e sentem...
Sim, sim, o meu nada é seu Deus
E sua fé é minha fraqueza
E teu medo é minha força
Pois eu sou tudo aquilo que penso.
Tudo aquilo que não compreende...
sábado, 31 de dezembro de 2011
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
A Dama Ornamental
Você fechou a porta
E eu passei pelo buraco da fechadura.
Engoli você inteira
Uivei sobre sua pele nua,
Desbravei suas entranhas
Ao delírio de seu prazer!
Escutamos nossos segredos,
Desenhamos nossos planos.
Fizemos amizade com o medo,
Apenas uma das escolhas estranhas!
E gozamos, muito e tanto,
Até exaurir nossas almas insanas.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A ÁRVORE DA PEDRA
E quem disse que não existem locais místicos?
Quem disse que não há pontos mágicos?
Foram tantas histórias em baixo dela...
Ela sempre tão linda e tão bela!
Uma enorme flor nascida entre as pedras.
Abençoada por gerações cantando e se amando,
Todos curtindo e delirando!
Além da hipocrisia do desprezo da magia,
Para além da moralidade vazia e
Sob o mais lindo bailado solar da cidade
Foram milhões de gritos de amor e amizade,
Tudo em baixo dela!
A nossa bela já era!
Repousa quieta sobre as pedras.
Não cantará com a gente e nem com vento
Mas suas músicas são eternas,
Sim! Mais que o próprio tempo.
---
Quem disse que não há pontos mágicos?
Foram tantas histórias em baixo dela...
Ela sempre tão linda e tão bela!
Uma enorme flor nascida entre as pedras.
Abençoada por gerações cantando e se amando,
Todos curtindo e delirando!
Além da hipocrisia do desprezo da magia,
Para além da moralidade vazia e
Sob o mais lindo bailado solar da cidade
Foram milhões de gritos de amor e amizade,
Tudo em baixo dela!
A nossa bela já era!
Repousa quieta sobre as pedras.
Não cantará com a gente e nem com vento
Mas suas músicas são eternas,
Sim! Mais que o próprio tempo.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Doce Mar
Quando os olhares nos precedem,
Perco-me no desejo da vontade.
Quando as escolhas nos pedem,
Antes de um tempo para a saudade.
E já te vejo como uma miragem
Que traz sentido para meu vazio,
Que afoga minha sede após eras de frio.
Sim! Estou à deriva neste lindo desafio!
Nos dias que nos demos,
Nunca antecipados e nem tardios.
No mais belo presente com laços de suor
Coroados com suspiros de arrepios,
Cultivo todas as esperanças...
Para o vôo desse tempo onde não nos vemos.
Ao alvorecer de suas grandes mudanças
Quando seus olhos me puxam,
Engolem-me e me lançam!
Entre nossas promessas
E minhas doces lembranças...
Perco-me no desejo da vontade.
Quando as escolhas nos pedem,
Antes de um tempo para a saudade.
E já te vejo como uma miragem
Que traz sentido para meu vazio,
Que afoga minha sede após eras de frio.
Sim! Estou à deriva neste lindo desafio!
Nos dias que nos demos,
Nunca antecipados e nem tardios.
No mais belo presente com laços de suor
Coroados com suspiros de arrepios,
Cultivo todas as esperanças...
Para o vôo desse tempo onde não nos vemos.
Ao alvorecer de suas grandes mudanças
Quando seus olhos me puxam,
Engolem-me e me lançam!
Entre nossas promessas
E minhas doces lembranças...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Inspiração
Um dia quis escrever sem sua presença
Senti a vigem com uma função tensa...
E gritei por ela, mas foi em vão
O vazio de sua ausência, tão
Cheio de nada
Como um astro consagrado,
Um produto sendo sugado...
Sem vê-la, ao invés de me conter
Gritei entre as linhas e também entrelinhas
De minhas sujas e podres rimas
Venha bem dita, venha maldita
Sé venha, tenho que cumprir...
E não deve ser como uma sina.
E a vi, tão doce quanto o amargo que alucina
Pois mais se aprende do que se ensina
Ela se conquista e nunca ninguém a domina...
Pois quando se tenta, ela se termina.
Senti a vigem com uma função tensa...
E gritei por ela, mas foi em vão
O vazio de sua ausência, tão
Cheio de nada
Como um astro consagrado,
Um produto sendo sugado...
Sem vê-la, ao invés de me conter
Gritei entre as linhas e também entrelinhas
De minhas sujas e podres rimas
Venha bem dita, venha maldita
Sé venha, tenho que cumprir...
E não deve ser como uma sina.
E a vi, tão doce quanto o amargo que alucina
Pois mais se aprende do que se ensina
Ela se conquista e nunca ninguém a domina...
Pois quando se tenta, ela se termina.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O Pior Roubo é o Esquecimento
Bafo elo animal
Exala sarcasmos,
É desprezado por todos os seus pais
Por tudo que é humano
Pois é filho renegado da graça de ser o divino.
Sim, renegado de todo o bendito e mais:
de tudo que é maldito!
Sim, renegado de todo o profano.
Ignorado pelos insanos e pelos coerentes,
É um deus sem o espírito mundano!
Como a maré sem suas correntes...
Ele descansa secreto como
farelos jogados em baixo do pano..
Onde se serve um novo pão,
com o mesmo sabor que sempre ruminamos.
O que dizer aos deuses esquecidos?
Aqueles renegados e substituídos,
De seus reinados sobraram apenas
Tudo que sempre foram...
Apenas bons mitos!
Exala sarcasmos,
É desprezado por todos os seus pais
Por tudo que é humano
Pois é filho renegado da graça de ser o divino.
Sim, renegado de todo o bendito e mais:
de tudo que é maldito!
Sim, renegado de todo o profano.
Ignorado pelos insanos e pelos coerentes,
É um deus sem o espírito mundano!
Como a maré sem suas correntes...
Ele descansa secreto como
farelos jogados em baixo do pano..
Onde se serve um novo pão,
com o mesmo sabor que sempre ruminamos.
O que dizer aos deuses esquecidos?
Aqueles renegados e substituídos,
De seus reinados sobraram apenas
Tudo que sempre foram...
Apenas bons mitos!
Nós, a Sós.
A dois passos do adeus,
Os que eram meus, os que eram seus.
Aquilo que foi nosso...
Mas, agora,
Só vejo o que não posso.
Não peço para não ir embora,
Já vejo a vida como eterna partida!
Tão quanto, também, é partilha,
No entanto,
nos limitamos às horas.
Ela quis saber o que iríamos fazer e
Silêncio... Foi tudo que pude gritar...
Não havia pra onde correr,
Não havia pra onde ir.
Contudo,
Sem os motivos para chorar...
...
Nunca poderíamos sorrir!
Os que eram meus, os que eram seus.
Aquilo que foi nosso...
Mas, agora,
Só vejo o que não posso.
Não peço para não ir embora,
Já vejo a vida como eterna partida!
Tão quanto, também, é partilha,
No entanto,
nos limitamos às horas.
Ela quis saber o que iríamos fazer e
Silêncio... Foi tudo que pude gritar...
Não havia pra onde correr,
Não havia pra onde ir.
Contudo,
Sem os motivos para chorar...
...
Nunca poderíamos sorrir!
Pra Rir
Dizem que para quem tem tudo que quer, é fácil sorrir.
Mas só consegue “tudo” quem traz um sorriso no rosto.
Mas só consegue “tudo” quem traz um sorriso no rosto.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Agasalho de Verão
A chuva canta na rua
Seca, fria e crua
Gotas na cabeça
Todas as suas queixas
Todas as preces
É tudo que se dá
É tudo que você mercê
Seca, fria e crua
Gotas na cabeça
Todas as suas queixas
Todas as preces
É tudo que se dá
É tudo que você mercê
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Sua Poesia
Caminho aberto
Vulgar como o destino da liberdade.
Alerta como um soldadinho marrom
Sendo engolido pelas regras,
Vestido de medo e esperança.
Marchando para lugar algum
Como um grande vídeo-game,
Um remédio para nossa solidão criativa.
Como se todos nós fossemos especiais
Mas todos estamos limitados, sempre...
Aos nossos iguais.
Vulgar como o destino da liberdade.
Alerta como um soldadinho marrom
Sendo engolido pelas regras,
Vestido de medo e esperança.
Marchando para lugar algum
Como um grande vídeo-game,
Um remédio para nossa solidão criativa.
Como se todos nós fossemos especiais
Mas todos estamos limitados, sempre...
Aos nossos iguais.
domingo, 27 de novembro de 2011
Apenas Querer
Sempre dizendo que não tem tempo
Todos os dias trazendo desculpas
Interpretadas diante do espelho
Com esculturas talhadas no vento
E telas em molduras ocultas
Como alguém que nunca seguiu o coelho
Todos os dias trazendo desculpas
Interpretadas diante do espelho
Com esculturas talhadas no vento
E telas em molduras ocultas
Como alguém que nunca seguiu o coelho
Separação
O que você fez com todo o amor?
Com todo aquele fogo que era nosso.
Que nos acendia e agora apenas arde...
Não posso entender,
Fui sincero, até em minhas mentiras,
Tentei dizer...
E disse de muitas maneiras
Mas em tudo que eu dizia
Você defendia como besteira
Você preferiu não entender
Preferiu me ver sem enxergar...
Deixou de gozar e nos enganou.
Não quis saber de portas
E nem de percepções
E agora, como sempre foi...
Culpamo-nos bem lá no fundo
Bem lá onde o amor foi ilusão.
Com todo aquele fogo que era nosso.
Que nos acendia e agora apenas arde...
Não posso entender,
Fui sincero, até em minhas mentiras,
Tentei dizer...
E disse de muitas maneiras
Mas em tudo que eu dizia
Você defendia como besteira
Você preferiu não entender
Preferiu me ver sem enxergar...
Deixou de gozar e nos enganou.
Não quis saber de portas
E nem de percepções
E agora, como sempre foi...
Culpamo-nos bem lá no fundo
Bem lá onde o amor foi ilusão.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Carta em Branco
Quando tudo se quer
Qualquer coisa nos possui
Quando tudo tiver...
Será mais um que tudo que rui
Como um império que induz
Para se querer um novo profano
E mais um outro novo puro
Seria como seguir o caminho para a Luz
De alguém que nunca andou no escuro...
Qualquer coisa nos possui
Quando tudo tiver...
Será mais um que tudo que rui
Como um império que induz
Para se querer um novo profano
E mais um outro novo puro
Seria como seguir o caminho para a Luz
De alguém que nunca andou no escuro...
Quando não há mais amor
Eu queria saber todos os seus desejos,
Eu queria que você soubesse todos os meus
Precisava entender tudo que disse
Precisava que entendesse tudo que falo
Eu queria que você soubesse todos os meus
Precisava entender tudo que disse
Precisava que entendesse tudo que falo
De lugar nenhum para destino algum
Como um ônibus
Vazio e lotado de destinos
Do calor do Brasil
Aos infernos Andinos
Tão triste quanto o anil
Mais sério que mil
Que um milhão de sorrisos
Abrem-se para engolir lágrimas
Quando é mais fácil chorar
Quando é mais fácil reclamar
Mais fácil que sorrir
Mais simples que agradecer
Vazio e lotado de destinos
Do calor do Brasil
Aos infernos Andinos
Tão triste quanto o anil
Mais sério que mil
Que um milhão de sorrisos
Abrem-se para engolir lágrimas
Quando é mais fácil chorar
Quando é mais fácil reclamar
Mais fácil que sorrir
Mais simples que agradecer
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Oração para a Intolerância
ORAÇÃO PARA A INTOLERÂNCIA
Viva sempre no equilíbrio.
Viva toda vida na paz.
Seja um ser todo de amor
...
Assim, ignore tudo que se aprende caindo,
Esqueça tudo que se aprende lutando
e despeça-se do saber que suprime o ódio.
Os príncipes do infinito já deram seu sangue.
E por milênios... Calados o aguardamos.
Ouvindo homens em palcos de sonhos.
Recitando livros e livros dourados.
Em mais uma releitura para outro contemporâneo.
Vendendo sempre novos eternos.
Enfeitados de velhas doutrinas reconfortantes.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Pateta
Os poetas não sabem amar
Ou é a natureza do amor que é desconhecida?
Quantos corações ainda serão partidos...
Quantas serão as partidas
Quantas vezes vão rachar, ainda o meu
O que fazer com tantos pedaços
Além de tecer palavras?
Além de tentar inspirar,
Contos que não contam o segredo de amar...
Quantos corações serão necessários
Para as rimas dos poetas?
Quantas poesias são necessárias
Para uma receita de amor?
Uma receita que sacie a intolerância
Que mate a incompreensão?
Uma refeição para saciar a arrogância.
A minha, a sua e a de todas elas
Uma refeição nossa...
Pra comermos juntos à mesa
Depois de consumirmos todos os nossos sonhos.
Lindos Imperfeitos
Nós nos escondemos em verdades
E nos acolhemos um no outro,
Nós nos encontramos naquela primavera
Bela e florida, de tempos esquecidos.
Nossos beijos, nossos corpos
Nossos desejos livres na confusão de toda a certeza.
Que recai como uma garoa de propósito.
É o doce sabor de um encontro ideal!
Tua pele, meus olhos, teus lábios, meus sonhos...
Tudo está perfeito, tão doce e tão superficial.
Tão distante do que pode ser real.
Tão belo quanto à loucura,
Tão nobre quanto à bravura.
Tão como uma grande duna...
Correndo entre os sete ventos
Mudando a todo tempo
Nós nos tornamos um só corpo
Num só movimento, na explosão do prazer
Na explicação do amor...
Uma mortal busca pela eternidade
Em momentos de absoluta certeza...
Em instantes para os nossos
Mais lindos monumentos
Edificados sobre as ruínas
Das nossas próprias sinas...
Filhas de toda a perfeição
Que congelou depois do inverno...
E se foi ainda no verão.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Códigos de Luz
Quando a vontade é
fazer todas as coisas
É quando faço nenhuma
Quando quero agradar a todos
Não agrado nem a mim mesmo
Preciso de algum tempo só
Pra estar bem junto de alguém
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