Antes do canto dos pássaros noturnos
escutei outra vez tudo que julgava saber
e não era nada do que eu queria.
Contudo os pássaros noturnos cantaram,
voaram...
Rasantes e manobras...
Tudo em volta de minha cabeça!
Inventei um bom presságio
ao clarear da noite para seu próprio fim!
Vesti de volta minha sombra
Ela não descansa.
Nem escondida atrás de mim,
quando diante a luz das verdades.
Nem escondida em tudo na escuridão das mentiras.
Pois o desafio não é o obstáculo:
é ter a vontade para saltar!
sábado, 30 de outubro de 2010
destorcida. uma outra Mais
sorrisos devaneios. de Os
lugar. esquecidos Belezas algum em
pelo Engolidas tédio
massa! pela grande não Aquela percebe que
plena nossa em sintonia lugar.qualquer Estamos
entender: é Isso
grande Nossa questão. Única e
saber Muito situação. está exige
lugar. esquecidos Belezas algum em
pelo Engolidas tédio
massa! pela grande não Aquela percebe que
plena nossa em sintonia lugar.qualquer Estamos
entender: é Isso
grande Nossa questão. Única e
saber Muito situação. está exige
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Fria
Quando tudo é novidade
doce como o cheiro das manhãs,
zombeteiros sorrisos para a labuta.
O destrinchar as dúvidas, o
desembaraçar das perguntas.
E vem indecente!
Incomunicável como a negação,
sua mais vulgar manifestação:
a negação do amor, contra a vontade...
Tão arbitraria quanto é,
Também carregada de todo o agora e
eis que a água já está morna!
e logo a esperança nada em fria...
doce como o cheiro das manhãs,
zombeteiros sorrisos para a labuta.
O destrinchar as dúvidas, o
desembaraçar das perguntas.
E vem indecente!
Incomunicável como a negação,
sua mais vulgar manifestação:
a negação do amor, contra a vontade...
Tão arbitraria quanto é,
Também carregada de todo o agora e
eis que a água já está morna!
e logo a esperança nada em fria...
A Parada
Um dia sonhei com um dia,
um dia em que desci dos dias.
E cavalguei pelas noites
num além do sonho da imaginação
Estava tudo no cartaz,
com a estúpida propaganda
e pleno como um outro amor!
um dia em que desci dos dias.
E cavalguei pelas noites
num além do sonho da imaginação
Estava tudo no cartaz,
com a estúpida propaganda
e pleno como um outro amor!
sábado, 2 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Macacos Coloridos
Somos animais auto domesticados, habituados a viver em ambientes artificiais... Lugares com maiores dificuldades para abrirmos a percepção e sentirmos tudo que realmente nos rodeia. Limitamos o meio para nosso conforto e segurança sob a imposição de normas convencionadas que restringem nossa natureza, aumentando assim a possibilidade de controle de homem pelo homem e diminuindo a compreensão de nossos desejos. Vivemos a ilusão de que somos uma raça eleita para ser a imagem e semelhança de entidades divinas criadas por nós mesmos.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Caverna de Espelhos
No reflexo do eu sem nexo.
Pupilas de cores e dimensões diferentes.
Todo o desejo espiritualizado.
Algumas das ilusões jogadas no ralo.
Outras coroadas com a jóia da vontade.
O reflexo filho daquele garoto.
Macaco branco de olhos castanhos,
Deixa-se aos devaneios para seus focos.
Reflexo desconexo no universo de um grão de espelho.
Vestido de alma, pele e osso.
Viu nas cavernas encruzilhadas!
Assistiu a metamorfose dos seus reflexos!
Viu que para estar vivo,
não basta apenas não estar morto.
Pupilas de cores e dimensões diferentes.
Todo o desejo espiritualizado.
Algumas das ilusões jogadas no ralo.
Outras coroadas com a jóia da vontade.
O reflexo filho daquele garoto.
Macaco branco de olhos castanhos,
Deixa-se aos devaneios para seus focos.
Reflexo desconexo no universo de um grão de espelho.
Vestido de alma, pele e osso.
Viu nas cavernas encruzilhadas!
Assistiu a metamorfose dos seus reflexos!
Viu que para estar vivo,
não basta apenas não estar morto.
Vozes Imaginárias
Ouça suas vozes imaginarias.
Tragadas de lugares que não existem.
Traga-as ao fim das eternidades.
Do ventre de seres místicos mães da razão,
Ouça as vozes imaginárias, deixe-as cantar!
Ouço-as profanar, gritar, irritar...
Ouço seus sorrisos, seus olhares, seus toques!
As críticas, os elogios, os desejos.
Ouço fazendo-me perder, me repensar.
Tragadas de lugares que não existem.
Traga-as ao fim das eternidades.
Do ventre de seres místicos mães da razão,
Ouça as vozes imaginárias, deixe-as cantar!
Ouço-as profanar, gritar, irritar...
Ouço seus sorrisos, seus olhares, seus toques!
As críticas, os elogios, os desejos.
Ouço fazendo-me perder, me repensar.
Eterno Retorno
Como são?
Quem serão eles, de onde, quando virão?
“_Estão para chegar!”
“_Estão para chegar!”
A anciã vivia gritando:
“_Estão para chegar!”
“_Virão nos encontrar!”
“_Será a aurora da escuridão!”
“_ O início de mais um tempo outro!”
“_Sim, devemos nos preparar!”
“_Sim virão, estão prestes a chegar!”
A velha cantava desde nossas infâncias.
Agora eis que somos nós os velhos!
E ela com o grito cada vez mais alto:
“_ Estão para chegar!”
“_ Estão prestes a chegar!”
Em sua gruta guardada por medo.
Ficava cada vez mais jovem
como as verdades ultrapassadas,
como a imensidão do nada e o vácuo de tudo.
Como o sangue que envolve a paz!
E também como o sorriso dos descrentes.
“_Serei eu louca, ou vocês os cegos?”
“_Não existe propriedade da consciência.”
“_Não existe imposição da consciência.”
“_Eis a liberdade inimaginável...”.
“_Aquilo que nos libertará.”
“_Sim, devemos nos preparar!”
“_Pois eles estão prestes a chegar!”
Quem serão eles, de onde, quando virão?
“_Estão para chegar!”
“_Estão para chegar!”
A anciã vivia gritando:
“_Estão para chegar!”
“_Virão nos encontrar!”
“_Será a aurora da escuridão!”
“_ O início de mais um tempo outro!”
“_Sim, devemos nos preparar!”
“_Sim virão, estão prestes a chegar!”
A velha cantava desde nossas infâncias.
Agora eis que somos nós os velhos!
E ela com o grito cada vez mais alto:
“_ Estão para chegar!”
“_ Estão prestes a chegar!”
Em sua gruta guardada por medo.
Ficava cada vez mais jovem
como as verdades ultrapassadas,
como a imensidão do nada e o vácuo de tudo.
Como o sangue que envolve a paz!
E também como o sorriso dos descrentes.
“_Serei eu louca, ou vocês os cegos?”
“_Não existe propriedade da consciência.”
“_Não existe imposição da consciência.”
“_Eis a liberdade inimaginável...”.
“_Aquilo que nos libertará.”
“_Sim, devemos nos preparar!”
“_Pois eles estão prestes a chegar!”
A Arte da Ilusão
O bem eterno e o mal também, amém!
A magia das superstições,
As instituições divinas.
A verdade da vontade e da fé!
Mitologias passadas e as do agora!
Misturadas, fundidas refundidas.
e ainda mais outrora
A magia das crenças, a crença nas ciências.
Os professores da submissão e obediência.
Os profissionais da razão e da moral!
Uma sociedade de consumo de consumidores.
A magia das superstições,
As instituições divinas.
A verdade da vontade e da fé!
Mitologias passadas e as do agora!
Misturadas, fundidas refundidas.
e ainda mais outrora
A magia das crenças, a crença nas ciências.
Os professores da submissão e obediência.
Os profissionais da razão e da moral!
Uma sociedade de consumo de consumidores.
Chamados Por Diversos Nomes
Caídos em abismos de alta tensão.
Deitados sobre brasas de imensidões outras.
Alternados... Atentados...
Ao vão do chão ou do teto,
onde a serpente seduz com escamas chaves...
E na porta uma flecha o querubim atirou!
Talvez a porta para um novo mundo sem começo,
meio ou fim.
Serpenteiam pelo salão sinuoso ao calor do som
de milhões de gritos, ao vento de asas quebradas.
Anjos caídos e toda a sua sensualidade...
O seu charme de expressão.
Toda a ociosidade de seus enigmas.
Todos os medos de suas promessas...
Todo o capitalismo de seus acordos.
Todas as curvas, olhares e sorrisos
como das mais lindas ninfas.
Aprenderam com seus pais,
Alimentam-se da submissão e penitencias,
viciados em promessas e dívidas
Filhos atirados ao abismo!
Revoltos irmãos roubados e traídos.
Deitados sobre brasas de imensidões outras.
Alternados... Atentados...
Ao vão do chão ou do teto,
onde a serpente seduz com escamas chaves...
E na porta uma flecha o querubim atirou!
Talvez a porta para um novo mundo sem começo,
meio ou fim.
Serpenteiam pelo salão sinuoso ao calor do som
de milhões de gritos, ao vento de asas quebradas.
Anjos caídos e toda a sua sensualidade...
O seu charme de expressão.
Toda a ociosidade de seus enigmas.
Todos os medos de suas promessas...
Todo o capitalismo de seus acordos.
Todas as curvas, olhares e sorrisos
como das mais lindas ninfas.
Aprenderam com seus pais,
Alimentam-se da submissão e penitencias,
viciados em promessas e dívidas
Filhos atirados ao abismo!
Revoltos irmãos roubados e traídos.
domingo, 19 de setembro de 2010
A Favor do Vento
Como saber...
Pra que definir?
Não vamos teorizar
Não vamos nos restringir
Pois a vejo de olhos fechados.
É tal qual sonho...
Só que loucura acordada!
Onde o tempo corre junto ao vento.
E você do meu lado...
E o vento para o espaço...
E o universo em sentimentos.
Tomo-a nos braços
Pego em sua mão!
Qual seria a direção?
Vamos! É só não soltarmos as mãos...
Pra que definir?
Não vamos teorizar
Não vamos nos restringir
Pois a vejo de olhos fechados.
É tal qual sonho...
Só que loucura acordada!
Onde o tempo corre junto ao vento.
E você do meu lado...
E o vento para o espaço...
E o universo em sentimentos.
Tomo-a nos braços
Pego em sua mão!
Qual seria a direção?
Vamos! É só não soltarmos as mãos...
A Companheira
Ao meu lado tenho só ela,
tudo que já suportou,
tudo que atura.
Tudo que me alinha e entorta!
Eu jogo o seu jogo...
Ela diz seu nome.
Um que eu mesmo o inventei.
Junto ao dia em que a conheci.
Pois ela sempre esteve logo ali.
Eis que agora nos amamos.
Mais de mil verdades pode mostrar!
Abre-se a todos que querem se expressar!
Para ela liberdade é pouco...
Sou apenas um entre seus amantes.
tudo que já suportou,
tudo que atura.
Tudo que me alinha e entorta!
Eu jogo o seu jogo...
Ela diz seu nome.
Um que eu mesmo o inventei.
Junto ao dia em que a conheci.
Pois ela sempre esteve logo ali.
Eis que agora nos amamos.
Mais de mil verdades pode mostrar!
Abre-se a todos que querem se expressar!
Para ela liberdade é pouco...
Sou apenas um entre seus amantes.
Seu Nome
Sorrisos misteriosos em tempos escondidos.
A eleição dos palhaços e dos sérios.
Dos doutores e dos ordinários.
Eis cenário para o amor e seus martírios.
Espero, procuro e quero!
Sua sensualidade, sua beleza.
Aos meus olhos...
A sedução de sua natureza.
Em qualquer das cidades.
Por todas as noites e dias,
Diversos momentos de felicidade.
Ao nascer e ao se pôr!
O encanto do florir de seus lábios!
O calor de seu corpo,
a intensidade de sua alma
O sabor de seus olhos
radiantes cor de Sol...
A eleição dos palhaços e dos sérios.
Dos doutores e dos ordinários.
Eis cenário para o amor e seus martírios.
Espero, procuro e quero!
Sua sensualidade, sua beleza.
Aos meus olhos...
A sedução de sua natureza.
Em qualquer das cidades.
Por todas as noites e dias,
Diversos momentos de felicidade.
Ao nascer e ao se pôr!
O encanto do florir de seus lábios!
O calor de seu corpo,
a intensidade de sua alma
O sabor de seus olhos
radiantes cor de Sol...
Desencanto
Noite de magia quebrada
Enfeitada de paixão feliz e toda desencantada
Quebrado e digo forte juntando pedaços.
Na noite que os sonhos não respiraram
sufocados por idealizações...
Jaz num caixão de música banal e esperas
Sonhos cremados na pira do preconceito
Quem sabe amar?
Quem sabe arrisca!
Quem sabe se joga!
Quem sabe se quebra...
Quem sabe voa alto,
mais que a altura!
Lindo
como um som inspirador
Sincero
como só ele mesmo
Como o amor!
Que um belo sorriso deixou para se abrir!
Enfeitada de paixão feliz e toda desencantada
Quebrado e digo forte juntando pedaços.
Na noite que os sonhos não respiraram
sufocados por idealizações...
Jaz num caixão de música banal e esperas
Sonhos cremados na pira do preconceito
Quem sabe amar?
Quem sabe arrisca!
Quem sabe se joga!
Quem sabe se quebra...
Quem sabe voa alto,
mais que a altura!
Lindo
como um som inspirador
Sincero
como só ele mesmo
Como o amor!
Que um belo sorriso deixou para se abrir!
Aqui
Aqui
Fui pra onde
não sei!
Onde sei
que não sei.
Fui pra onde
só sei...
Que os meus
olhos podem se perder
nos seus.
Fui pra onde
não sei!
Onde sei
que não sei.
Fui pra onde
só sei...
Que os meus
olhos podem se perder
nos seus.
Vida
Diante ao medo do fim celebram sua chegada.
Pois ela virá mesmo para os inertes na bonança,
para os escravos do sossego, para os reféns da rotina
e também para os dependentes da segurança.
Sim, sim!
Ela virá como uma deusa de exuberância,
tão bela quanto insinuante.
Linda como a postura da vontade e força,
nata como o frágil conforto da hipocrisia.
Sim, sim!
Ela virá tão segura quanto o medo
ou tão instigante quanto o mesmo.
Virá tão frouxa quanto a hipertrofia da coragem
ou tão esticada para tocar a mesma.
Pois ela virá mesmo para os inertes na bonança,
para os escravos do sossego, para os reféns da rotina
e também para os dependentes da segurança.
Sim, sim!
Ela virá como uma deusa de exuberância,
tão bela quanto insinuante.
Linda como a postura da vontade e força,
nata como o frágil conforto da hipocrisia.
Sim, sim!
Ela virá tão segura quanto o medo
ou tão instigante quanto o mesmo.
Virá tão frouxa quanto a hipertrofia da coragem
ou tão esticada para tocar a mesma.
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