Poesia é se rasgar em mil pedaços
e atirá-los ao fundo do mais íntimo abismo...
É desamarrar os significados das palavras
sem qualquer chance de tê-los de volta.
Palavras, significados, palavras,
significados, palavras, significados
signilavras, cadospala...
tantas, quantas, eu por vocês.
Agora nós, meus caríssimos e prezados
leitores.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
- Mine Conto - A ignorância só se fortalece ao não ser reconhecida.
Um homem escorado em muletas se equilibrava no circular enquanto um jovem todo descolado e cheio de posses estava sentado na poltrona reservada para deficientes e idosos. Depois de se conter por alguns minutos, um senhor, que também se equilibrava espremido entre os demais passageiros, disse em tom firme:
_Jovem, tu és um desairoso malogrado! Não é? Sua exiguidade só traz quiproquós. Você não deve passar de um coadjutor aplacado, limitando-se em uma realidade maçada. Por certo, você é um tipo que ostenta a cognição sem qualquer preocupação com a argúcia.
Como o jovem não entendeu a grande maioria das palavras, continuou sentado com a boca aberta, olhando distraído para seu celular multicolorido.
_ Olá, sim, é com você mesmo que eu estou falando meu jovem. Você mesmo que já ostenta esse sorrisinho turvo, coisa de gente que vive a solde de alguém. Típico da carência de propósito do seu princípio.
O jovem agora olha para o senhor, mas continua de boca aberta enquanto só consegue entender os seus próprios pensamentos, e talvez nem chegou a isso.
_Meu caro rapaz, certamente você nunca se deixou às peripécias e crê no sentido da placidez sem o remate sepulcral. Sim falo com você seu reativo incapaz de lobrigar, preferindo pretextar descansado por qualquer desenlace.
O interlocutor permanece olhando, quieto e com a boca aberta, contenta-se apenas em entender apenas as palavras que ele conhecia, ou nem isso.
_Jovem, tu és um desairoso malogrado! Não é? Sua exiguidade só traz quiproquós. Você não deve passar de um coadjutor aplacado, limitando-se em uma realidade maçada. Por certo, você é um tipo que ostenta a cognição sem qualquer preocupação com a argúcia.
Como o jovem não entendeu a grande maioria das palavras, continuou sentado com a boca aberta, olhando distraído para seu celular multicolorido.
_ Olá, sim, é com você mesmo que eu estou falando meu jovem. Você mesmo que já ostenta esse sorrisinho turvo, coisa de gente que vive a solde de alguém. Típico da carência de propósito do seu princípio.
O jovem agora olha para o senhor, mas continua de boca aberta enquanto só consegue entender os seus próprios pensamentos, e talvez nem chegou a isso.
_Meu caro rapaz, certamente você nunca se deixou às peripécias e crê no sentido da placidez sem o remate sepulcral. Sim falo com você seu reativo incapaz de lobrigar, preferindo pretextar descansado por qualquer desenlace.
O interlocutor permanece olhando, quieto e com a boca aberta, contenta-se apenas em entender apenas as palavras que ele conhecia, ou nem isso.
Deusa
E Ela surgiu em sonhos,
como uma lembrança
do que nunca aconteceu.
Ela veio com a sagacidade
do impossível,
oferecendo de badeja
a natureza e
todos os desejos:
a chave da beleza dos
seus segredos .
Memória, imagem, imaginada,
doce, pura, mágica:
linda! Bela...
tão e só: só e tão Ela.
Ela vem sem hora e
vem sem lugar:
“_Entre, sejas bem vinda! Inspire minha noite e Ilumina minha vida.”
como uma lembrança
do que nunca aconteceu.
Ela veio com a sagacidade
do impossível,
oferecendo de badeja
a natureza e
todos os desejos:
a chave da beleza dos
seus segredos .
Memória, imagem, imaginada,
doce, pura, mágica:
linda! Bela...
tão e só: só e tão Ela.
Ela vem sem hora e
vem sem lugar:
“_Entre, sejas bem vinda! Inspire minha noite e Ilumina minha vida.”
Ilusão e Ideologia
A Justiça nasceu entorpecida
e nunca mais ficou sóbria.
Seus pais tentam livrá-la do vício,
mas não têm ideia qual é a droga.
Talvez nossa própria ambição,
talvez nossa própria hipocrisia.
Doce ilusão, doce ideologia...
e nunca mais ficou sóbria.
Seus pais tentam livrá-la do vício,
mas não têm ideia qual é a droga.
Talvez nossa própria ambição,
talvez nossa própria hipocrisia.
Doce ilusão, doce ideologia...
Aleatório
É pra ser feita a vinte braços
sem monopólio de estilo nem nada.Estilo só limita,pois é tudo poesia
É CONSIDERADA JUSTA TODA FORMA DE COMPOR!
Do céus aos infernos,passando por todo o infinitoque existe entre a dicotomia dos extremos.
!
E pelos vales e abismosplantar pontes pra novos horizontes,inclusive composições inconscientes.Certamente!
__________ C. La Terza em parceria com Bob Léo
sem monopólio de estilo nem nada.Estilo só limita,pois é tudo poesia
É CONSIDERADA JUSTA TODA FORMA DE COMPOR!
Do céus aos infernos,passando por todo o infinitoque existe entre a dicotomia dos extremos.
!
E pelos vales e abismosplantar pontes pra novos horizontes,inclusive composições inconscientes.Certamente!
__________ C. La Terza em parceria com Bob Léo
Trecho de um romance:
não tem como resistir,
não resista, não desista.
Insista e se deixe experimentar!
Vamos, permita-se:
só assim irá olhar,
apenas olhando irá
enxergar
e só enxergando
poderá escolher.
Após ouvir os versos de D. Esperança, a jovem olhou mais uma vez e disse:
_ É incrível, eu os enxergo! É inacreditável! Mas e agora? Como vou saber qual escolher?
_Agora apenas escolha minha jovem, pois o sonho certo sempre é aquele que você escolheu! – disse D. Esperança.
_Tem razão. Sei exatamente qual eu quero... Eu já sabia. Sim! Sem dúvidas é aquele ali. – disse a jovem ao resplandecer um lindo sorriso.
D. Esperança embrulhou o sonho gentilmente e o entregou à jovem que imediatamente abriu para conferir se era real.
_Como é possível? Como... Isso... É... Possível?
_Minha jovem. Simplesmente é possível, pois você escolheu acreditar! – respondeu D. Esperança enquanto olhava com profundidade nos grandes olhos negros de Laís.
-----------------
Trecho de um romance:
“A Confeiteira D. Esperança”, página 179. Capítulo 4: “Perseverança”.
não resista, não desista.
Insista e se deixe experimentar!
Vamos, permita-se:
só assim irá olhar,
apenas olhando irá
enxergar
e só enxergando
poderá escolher.
Após ouvir os versos de D. Esperança, a jovem olhou mais uma vez e disse:
_ É incrível, eu os enxergo! É inacreditável! Mas e agora? Como vou saber qual escolher?
_Agora apenas escolha minha jovem, pois o sonho certo sempre é aquele que você escolheu! – disse D. Esperança.
_Tem razão. Sei exatamente qual eu quero... Eu já sabia. Sim! Sem dúvidas é aquele ali. – disse a jovem ao resplandecer um lindo sorriso.
D. Esperança embrulhou o sonho gentilmente e o entregou à jovem que imediatamente abriu para conferir se era real.
_Como é possível? Como... Isso... É... Possível?
_Minha jovem. Simplesmente é possível, pois você escolheu acreditar! – respondeu D. Esperança enquanto olhava com profundidade nos grandes olhos negros de Laís.
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Trecho de um romance:
“A Confeiteira D. Esperança”, página 179. Capítulo 4: “Perseverança”.
sábado, 7 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Passagem de um conto:
_ Mas o que diabos é esse tal de comunismo patrão? – perguntou o peão de confiança ao dono das terras durante uma de suas raras visitas à propriedade.
_Comunismo? Hum... Você só precisa saber uma coisa sobre o comunismo: eu sou comunista. O que é meu é meu e o que é seu eu quero para mim. Agora deixe de devaneios e vá conferir meus bois – respondeu o patrão com os olhos vidrados nos animais.
_Comunismo? Hum... Você só precisa saber uma coisa sobre o comunismo: eu sou comunista. O que é meu é meu e o que é seu eu quero para mim. Agora deixe de devaneios e vá conferir meus bois – respondeu o patrão com os olhos vidrados nos animais.
O IMORTAL DE ALFENAS
Tive a satisfação de entrevistar um morador de Alfenas de 92 anos. Um senhor muito simpático e cordial. Um contista e dramaturgo que, apesar da humildade de suas colocações, já está, sem sombra de dúvidas, imortalizado por sua obra.
Uma espécie de lenda viva. É assim que o vejo depois de ler um pouco de sua obra. Muitos alfenenses já sabem de quem estou falando. Sim, é claro: Waldir de Luna Carneiro!
A rápida conversa que tivemos em sua casa, uma pitoresca residência localizada na Praça Getúlio Vargas, rendeu tanto conteúdo que será possível editar duas reportagens e um programa todo dedicado ao autor.
Waldir de Luna mostrou seus livros e não hesitei em dizer que cultivo uma biblioteca particular. Objetivo alcançado, eu fui embora lisonjeado, carregando com orgulho meus exemplares autografados.
A maioria das obras de Waldir são peças teatrais que, segundo o ator e apresentador de programa de televisão Souza Filho, “retratam a história de Minas Gerais”. Outro ator, o também locutor e repórter Raul Pichitelli, diz: “as obras do Waldir são uma escola para quem sonha em atuar ou escrever peças”. Tanto é verdade que a interpretação de seus textos é uma exigência feita aos interessados em se profissionalizarem como atores pelo Sindicado dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão de Minas Gerais (SATED/MG).
Seu objetivo agora é publicar separadamente todas as suas obras. Em breve o autor vai lançar um livro, custeado por sua própria aposentadoria, trazendo uma nova edição de uma de suas muitas peças de sucesso.. A atitude reafirma a motivação de Waldir ao escrever: o amor pela literatura.
Como eu disse, ganhei alguns livros e, sem qualquer vergonha do egoísmo, não deixei o cinegrafista Marco Virtudes ficar com nenhum deles (mas como eu já disse Virtudes, eu posso emprestar).
Chegado o fim do dia, guardei os presentes em minha modesta biblioteca e, como organizo meus exemplares pelo calibre do autor, os livros de Waldir de Luna foram acomodados ao lado dos de Machado de Assis, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade.
Escolhi um livro de contos intitulado “A Paróquia que Habitamos”. Empolgado, devorei-o em apenas algumas horas e tudo que penso em dizer se resume à seguinte frase: Alfenas tem um morador IMORTAL e ele se chama Waldir de Luna Carneiro!
Uma espécie de lenda viva. É assim que o vejo depois de ler um pouco de sua obra. Muitos alfenenses já sabem de quem estou falando. Sim, é claro: Waldir de Luna Carneiro!
A rápida conversa que tivemos em sua casa, uma pitoresca residência localizada na Praça Getúlio Vargas, rendeu tanto conteúdo que será possível editar duas reportagens e um programa todo dedicado ao autor.
Waldir de Luna mostrou seus livros e não hesitei em dizer que cultivo uma biblioteca particular. Objetivo alcançado, eu fui embora lisonjeado, carregando com orgulho meus exemplares autografados.
A maioria das obras de Waldir são peças teatrais que, segundo o ator e apresentador de programa de televisão Souza Filho, “retratam a história de Minas Gerais”. Outro ator, o também locutor e repórter Raul Pichitelli, diz: “as obras do Waldir são uma escola para quem sonha em atuar ou escrever peças”. Tanto é verdade que a interpretação de seus textos é uma exigência feita aos interessados em se profissionalizarem como atores pelo Sindicado dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão de Minas Gerais (SATED/MG).
Seu objetivo agora é publicar separadamente todas as suas obras. Em breve o autor vai lançar um livro, custeado por sua própria aposentadoria, trazendo uma nova edição de uma de suas muitas peças de sucesso.. A atitude reafirma a motivação de Waldir ao escrever: o amor pela literatura.
Como eu disse, ganhei alguns livros e, sem qualquer vergonha do egoísmo, não deixei o cinegrafista Marco Virtudes ficar com nenhum deles (mas como eu já disse Virtudes, eu posso emprestar).
Chegado o fim do dia, guardei os presentes em minha modesta biblioteca e, como organizo meus exemplares pelo calibre do autor, os livros de Waldir de Luna foram acomodados ao lado dos de Machado de Assis, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade.
Escolhi um livro de contos intitulado “A Paróquia que Habitamos”. Empolgado, devorei-o em apenas algumas horas e tudo que penso em dizer se resume à seguinte frase: Alfenas tem um morador IMORTAL e ele se chama Waldir de Luna Carneiro!
Os Senhores do Tempo
Na velocidade
do correr das horas
de diversão e sorrisos,
vi a felicidade
adiantar o relógio.
E ela apaziguou
a voracidade
dos desejos
que consomem
e se consomem
em doces sonhos
intrínsecos
de fortes lampejos
radiantes,
cortando a escuridão
tal qual olhares curiosos
iluminam o mundo.
E os sentimentos,
os nobres
Senhores do Tempo,
despertam para a
madrugada
com um farto
desjejum
servido em uma
bela bandeja
de beijos
ornamentada
com flores colhidas
na cama...
E os Senhores
do Tempo se
alimentam de
paixões e
bebem elixires
orgásticos...
Embriagados, então,
de amor
eles se impõem
sobre a exatidão
das horas,
revelando
a implacável
relatividade e
sua sádica e
sagaz beleza.
do correr das horas
de diversão e sorrisos,
vi a felicidade
adiantar o relógio.
E ela apaziguou
a voracidade
dos desejos
que consomem
e se consomem
em doces sonhos
intrínsecos
de fortes lampejos
radiantes,
cortando a escuridão
tal qual olhares curiosos
iluminam o mundo.
E os sentimentos,
os nobres
Senhores do Tempo,
despertam para a
madrugada
com um farto
desjejum
servido em uma
bela bandeja
de beijos
ornamentada
com flores colhidas
na cama...
E os Senhores
do Tempo se
alimentam de
paixões e
bebem elixires
orgásticos...
Embriagados, então,
de amor
eles se impõem
sobre a exatidão
das horas,
revelando
a implacável
relatividade e
sua sádica e
sagaz beleza.
Nova Estação
O cheiro de fim de inverno
numa manhã ainda gelada, porém terna.
Iluminada pelo calor do sol, o mensageiro
da primavera,
assim como a nossa esperança é iluminada
pelo calor do amor, o mensageiro
da compreensão.
numa manhã ainda gelada, porém terna.
Iluminada pelo calor do sol, o mensageiro
da primavera,
assim como a nossa esperança é iluminada
pelo calor do amor, o mensageiro
da compreensão.
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