domingo, 12 de junho de 2011
Eis que Estou em Nenhum e em Todos os Lugares
Voltei até aqui,
Nesse beco sujo
E cheio de flores.
Sujo e cultivadas por mim.
Vim de onde já esqueci,
Quando nunca fui, mas
Eis que estou aqui!
Num lugar que
Pode ser qualquer um...
Pode ser todos
E até nenhum, contudo,
Agora estou aqui!
Fui não sei onde,
Vou não sei quando.
Quanto dos restos me resta?
Quanto de nada tenho?
Quanto das sobras são minhas?
Quando de tudo se pode ter?
Qual a decisão?
O que pensar
Sobre o grito da alma?
O que gritar com a alma?
Ela não vai parar de gritar,
Essa vadia nunca vai se calar:
Qual o rumo onde não há espaço?
Quando? Se o tempo não pode ser marcado...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Jimi Hendrix
Porque o presente parece tão antigo.
Antigos feitos do futuro... Tão impecável...
Está sobre a onda de novidades
Tão velhas quanto às garras da moral!
Para entender basta ligar na rádio da cidade
Novidades para as necessidades do capital:
O bem maligno, o vício insuperável!
Sons velhos, eternos, antigos...
Tão mais novos e pesados e macios...
Entorpecidos tão quanto sadios,
Pura doce hera do experimentalismo!
Antigos feitos do futuro... Tão impecável...
Está sobre a onda de novidades
Tão velhas quanto às garras da moral!
Para entender basta ligar na rádio da cidade
Novidades para as necessidades do capital:
O bem maligno, o vício insuperável!
Sons velhos, eternos, antigos...
Tão mais novos e pesados e macios...
Entorpecidos tão quanto sadios,
Pura doce hera do experimentalismo!
quinta-feira, 31 de março de 2011
Folia de Março
Era fevereiro...
O mesmo fim do que não tivemos.
Gritos ecoam embriagados,
futilidade idolatrada
com distorções na cabeça...
Solos em pensamentos.
O corpo é o
movimento
Para lá, não fica mais aqui.
Não quer mais ser assim.
Quer ser agora: “se livra-se”!
"Se livra-se”, “se livra-se”, “se livra-se”.
Foge das regras, quer que “se viva-se”!
Manter certa distancia do medo dos fracos
Ver-se no espelho e reconhecer o animal,
a espécie de macaco.
entre os que usam ternos...
e se sentem máquinas.
O mesmo fim do que não tivemos.
Gritos ecoam embriagados,
futilidade idolatrada
com distorções na cabeça...
Solos em pensamentos.
O corpo é o
movimento
Para lá, não fica mais aqui.
Não quer mais ser assim.
Quer ser agora: “se livra-se”!
"Se livra-se”, “se livra-se”, “se livra-se”.
Foge das regras, quer que “se viva-se”!
Manter certa distancia do medo dos fracos
Ver-se no espelho e reconhecer o animal,
a espécie de macaco.
entre os que usam ternos...
e se sentem máquinas.
Fim de Rua Nova.
Ao fim de uma nova rua sem saída.
Ande nas raízes, escolha sua árvore.
Observe a cidade,
fale dela para ela.
Esqueça a explicação...
Lembre-se do amor!
Não se perca no dualismo da paz
o continuo não meia e nem finda.
Fez nada, é todo...
Todo parte junto à tudo.
Ande nas raízes, escolha sua árvore.
Observe a cidade,
fale dela para ela.
Esqueça a explicação...
Lembre-se do amor!
Não se perca no dualismo da paz
o continuo não meia e nem finda.
Fez nada, é todo...
Todo parte junto à tudo.
Os Amantes da Dor
Pálidos bardos belos e sedutores...
sob o manto da revolta,
com as gritos de vingança;
gêmeos dos homens:
pagam com seu sexo a eternidade
no paraíso.
sob o manto da revolta,
com as gritos de vingança;
gêmeos dos homens:
pagam com seu sexo a eternidade
no paraíso.
Promoção de Vícios
Pago por meus venenos
E ainda por preços outros
Levo da vida o que penso
Todas as possibilidades para morte
Todas reduzidas a verdades
Leve e vivo as curiosidades
Busco ao Sol sombras,
à sombra busco enxergar minha solidão
Caindo no desfiladeiro
Para desbaratinar o cheiro ascendo um “paeiro”
A cerveja noutra mão,
comprada no buteco no alto da queda,
tinha AMBEV e nenhuma outra opção.
Basta destes contratos baixeiros.
Mas afinal, quem não fuma,
quem não bebe?
E ainda por preços outros
Levo da vida o que penso
Todas as possibilidades para morte
Todas reduzidas a verdades
Leve e vivo as curiosidades
Busco ao Sol sombras,
à sombra busco enxergar minha solidão
Caindo no desfiladeiro
Para desbaratinar o cheiro ascendo um “paeiro”
A cerveja noutra mão,
comprada no buteco no alto da queda,
tinha AMBEV e nenhuma outra opção.
Basta destes contratos baixeiros.
Mas afinal, quem não fuma,
quem não bebe?
Lembrete do Inferno
Líquida cor de sangue seco.
Ao som do nascimento da morte
recebo um beijo doce,
um beijo na porta da casa do cão,
um beijo de boa sorte...
Ela tinha um único desejo e foi vão!
Foi entorpecido de gracejos
para ser um mero feliz,
e ela uma eterna atriz
que vive de sucessos esquecidos.
Ao som do nascimento da morte
recebo um beijo doce,
um beijo na porta da casa do cão,
um beijo de boa sorte...
Ela tinha um único desejo e foi vão!
Foi entorpecido de gracejos
para ser um mero feliz,
e ela uma eterna atriz
que vive de sucessos esquecidos.
Esqueço o que ainda vou aprender
Deitado sobre os pés
Desato os nós dos dedos
Aprecio doses de medos
Imagino sentidos da fé
Desato os nós dos dedos
Aprecio doses de medos
Imagino sentidos da fé
Os gritos... Os escuto aqui de cima
Escondido de todos,
Exceto de desencantos
Pois estão todos aqui junto comigo
Sem sombras refugiados nesse canto.
Exceto de desencantos
Pois estão todos aqui junto comigo
Sem sombras refugiados nesse canto.
Artista Maior
Entre os meus... Os nossos, os seus...
Maior das artistas, a musa!
Grande mártir, senhora do desconhecido.
Ela faz poesias para outros dias,
Dias de surpresas esboçadas.
Tempos não vividos.
Ela se mostra,
veste as mãos como luvas...
É a resposta,
Pode ser um erro.
Talvez um acerto...
Um novo mistério
Ela é a vida, viva! Viva! Viva!
Se “livra-se”, “se livra-se”, “se livra-se”.
Foge ás regras, quer que “se viva-se”!
Manter certa distancia do medo dos fracos
Se ver no espelho e reconhecer o animal,
a espécie de macaco.
entre os que usam ternos...
e se sentem máquinas.
Maior das artistas, a musa!
Grande mártir, senhora do desconhecido.
Ela faz poesias para outros dias,
Dias de surpresas esboçadas.
Tempos não vividos.
Ela se mostra,
veste as mãos como luvas...
É a resposta,
Pode ser um erro.
Talvez um acerto...
Um novo mistério
Ela é a vida, viva! Viva! Viva!
Se “livra-se”, “se livra-se”, “se livra-se”.
Foge ás regras, quer que “se viva-se”!
Manter certa distancia do medo dos fracos
Se ver no espelho e reconhecer o animal,
a espécie de macaco.
entre os que usam ternos...
e se sentem máquinas.
Mero ideal de idéia
A originalidade, funcionalidade e força das idéias! Eis algo que realmente diferencia a humanidade entre si. Em qualquer atmosfera da percepção humana, as idéias são como chaves para as mais variadas trancas de inúmeras portas. Elas presenteiam os autores com a coexistência social irrompendo o tempo da carne e da alma, traz de volta do passado o futuro. Quanto mais original, maiores serão as barreira para execução. Fato decorrente do vício na estabilidade proporcionada por idéias arcaicas ou ultrapassadas. É certo que as novas idéias são inter-dependentes, contudo a maioria não enxerga a porção das novas idéias nas idéias cultuadas, invariáveis e inflexíveis. E ao mesmo tempo não enxergam o inverso.
Ao contrário do que a mesma maioria é levada a pensar, são justamente os autores das idéias ultrapassadas, os primeiros a abrir a percepção diante as novas, mesmo que contrárias. Pois são as inspirações para as próximas.
Ao contrário do que a mesma maioria é levada a pensar, são justamente os autores das idéias ultrapassadas, os primeiros a abrir a percepção diante as novas, mesmo que contrárias. Pois são as inspirações para as próximas.
Domesticados
Ao anoitecer da manhã
A garotinha sai para caçar assassinos
Vai armada de amor e todo dia os abatia...
Humilhados compartilhavam sua febre,
pensavam apenas em amor!
Agiam sempre por ele.
e matavam para amar...
A garotinha sai para caçar assassinos
Vai armada de amor e todo dia os abatia...
Humilhados compartilhavam sua febre,
pensavam apenas em amor!
Agiam sempre por ele.
e matavam para amar...
sexta-feira, 25 de março de 2011
Dias Simulados
Datas esperadas,
tantas, por tantos.
Rituais celebrados à
crenças soldados. Remendos
costurados com submissão adaptada
à vida já esquecida.
Pois o mistério é imaculado
e está há milênios prometido.
O mais do mesmo é reformulado...
Os erros revendidos.
tantas, por tantos.
Rituais celebrados à
crenças soldados. Remendos
costurados com submissão adaptada
à vida já esquecida.
Pois o mistério é imaculado
e está há milênios prometido.
O mais do mesmo é reformulado...
Os erros revendidos.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Garoa de Chumbo
Cale-se em seu canto.
Retenha seu encanto.
Coloque-o em um cofre.
E o atire pela janela.
Do mais alto prédio...
Em cima da própria cabeça.
Retenha seu encanto.
Coloque-o em um cofre.
E o atire pela janela.
Do mais alto prédio...
Em cima da própria cabeça.
Luz... Ação!
Redemoinho de incertezas;
ventos de esperanças irrompem o tempo
com a energia do possível.
Gerando novos desenhos de imagens
Num filme sem roteiros ou cenários,
sem diretores
câmeras e atores!
Sem público...
Só
nós
mesmos.
ventos de esperanças irrompem o tempo
com a energia do possível.
Gerando novos desenhos de imagens
Num filme sem roteiros ou cenários,
sem diretores
câmeras e atores!
Sem público...
Só
nós
mesmos.
Massificados
Para os futuros ou contemporâneos
uma carta de futilidades,
um programa dominical...
ridicularizadas
ridicularizam
com a moda
de um agora
já ultrapassado
com valores
superados
O cara de santo safado
Exibe sucessos repetidos
Num novo não inovado
Um mesmo copiado...
uma carta de futilidades,
um programa dominical...
ridicularizadas
ridicularizam
com a moda
de um agora
já ultrapassado
com valores
superados
O cara de santo safado
Exibe sucessos repetidos
Num novo não inovado
Um mesmo copiado...
Mudança na Chuva
Estar só junto à alguém, num
deliro em sonhos para o despertar,
ao tempo de se deixar sentir.
É sem nome, sem definição...
No esquecimento do atribuir.
Na dimensão além da compreensão
Com a verdade do sentir,
na liberdade da razão
sob a prisão de um entendimento:
o fim da dúvida em meio à confusão.
deliro em sonhos para o despertar,
ao tempo de se deixar sentir.
É sem nome, sem definição...
No esquecimento do atribuir.
Na dimensão além da compreensão
Com a verdade do sentir,
na liberdade da razão
sob a prisão de um entendimento:
o fim da dúvida em meio à confusão.
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