domingo, 27 de janeiro de 2008

Cover´n´roll

Numa vila, num bar, ele entoca e ainda toca
na trincheira entre balas e baladas passageiras.
E lá ilumina feito estrela, feito sol, feito fogo,
é fogueira em cinzas onde ovo é centelha.
Voa ave mitológica, voe acima de ondas mercadológicas,
vôo clássico, vôo entre solos mágicos!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Lados


_______Este lado é para baixo.___________

____________Este lado é para a esquerda.

Este lado é para a direita.________________

_______Este lado é para cima.___________

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

comunic@c@o

www www
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com com
com com com
com com com com
com
com com com com com

domingo, 20 de janeiro de 2008

Remoto Controle

Acorda tarde e liga ainda deitado, nesse dia em especial estava descansado. Nos demais carrega alguns quilos de horas e liga sempre cansado.
Nesse dia em especial pensou:
Aqui estou repousando, sentado, calado e distraído. Ascendo tudo que esta distante, tudo que não posso ir ver, tudo que não posso confirmar. Desejo algo imaginado, imaginado para ser desejado. Não imagino mais o ali e a mim, idealizo-me lá...

É pra comer, é pra beber,
é pra vestir, é pra conquistar, é pra possuir...
É pra idealizar, é pra ouvir
É pra invejar, é pra ser...
Tudo pra ver e crer!

São poucos os que ditam o desejo massificado
Quanto idealismo...
Tanto consumismo...
Rebanho cansado e calado.

sábado, 19 de janeiro de 2008

A Cura

Olho para a ferida, ela sangra.
Me lembro da dor da vida; ela arde em chamas de pus
Encaro a ferida que por uma puta idealizada foi parida.
É a derrota da tristeza que me conduz...
Abaixo a cabeça, curvo-me e olho sua alma,
vou com calma e temo que a fraqueza apareça
Ignoro o medo de saber qual é a cura e o nojo que seduz.
Parece descabido: Abro a boca e meto-lhe a língua
Mais é cabido: Estou quieto lambendo minha própria ferida.

O Chato

Desliguei a tv abri um livro para ler e passei a ser um chato!
Meu cabelo cresceu, minha barba endureceu e passei a ser um chato!
Cansei de escuta, agora eu quero grita e passei a ser um chato!
Deixei de consumismo, agora eu quero é sentir e passei a ser um chato!
Do passado nos esqueci, no presente me perdi e passei a ser um louco!
To em São Tomé, no carnalfenas eu não ponho o pé, e passei a ser um chato.
O rebanho eu abandonei, um salto pela cerca projetei, e passei a ser um chato.

Pra o cordeiro, chato sempre vamos ser, mal falados; podem crer! Pois os hábitos estão consumados. Pelo pensamento condicionado estamos sendo julgados.
***
O Chato - adptação para a Caravana da Livre Expressão Poemática (21-10-2008)


Desliguei a TV abri um livro para ler e passei a ser um chato!
De novelas me livrei numa biblioteca me encontrei e passei a ser uma chataMeu cabelo cresceu, minha barba endureceu e passei a ser um chato!
O cabelo não alisei, na chuva eu dancei e passei a ser uma chata!Cansei de escuta, agora eu quero grita e passei a ser um chato!
Cansei de engoli, agora eu quero é cuspir e passei a ser uma chata!Deixei de consumismo, agora eu quero é sentir e passei a ser um chato!
A moda eu ignorei, meu próprio estilo busquei e passei a ser uma chata! Do passado me esqueci, no presente me perdi e passei a ser um louco!To em São Tomé, em micareta não ponho o pé, e passei a ser uma chata.O rebanho eu abandonei, um salto pela cerca projetei, e passei a ser um chato.Pra o cordeiro, chato sempre vamos ser, mal falados; podem crer! Pois os hábitos estão consumados. Pelo pensamento condicionado estamos sendo julgados.

Ai Léo! Porque somos chatos?
Acho que a gente enche o saco dos outros cara!
É ! Eles temem que o saco estoure e que todas as certezas se percam.
Podes crê irmão! Temem que o sentido da normalidade de suas vidas vá pelos ares.
Se formos loucos ou chatos, que todos gritem até ficarem roucos!
É isso ai Tocha! Não nos importamos nem um pouco.

E PASSEI A SER UM CHATO !

domingo, 13 de janeiro de 2008

Rio dos Amores

Desfrute desse nosso rio,
e como um rio, ele traz fartura...
Sacia a sede e é sempre cheio de peixes.
Venha nadar contra a correnteza,
nele isso não é tortura!

Rio profundo, calmo e cintilante
onde gôndolas flutuam com amantes...
Mergulhe, navegue, e até afogue-se
nesse rio de magia inconsciente,
cuja a nascente é dentro da gente.

Toda magoa são águas passadas;
não podem nos banhar.
Toda água é do agora
e agora vamos mergulhar

Seja um rio de boas lembranças...
Seja um rio de sonhos e esperanças...
Lança-se no rio sempre agora...

Uma Visão

Vejo tudo derretido, fundido!
Sempre foi, mas só agora vejo

Tudo como um quadro de Picasso
Cubos unidos em estilhaços.
Vejo tudo surreal daqui,
como uma obra de Dali.

Não sei dizer onde estou.
Mas tudo respira junto comigo...Ua!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Famílias

A Grande

Imaginação é mãe...
Sonho é pai...
Paz é filha ...

A Pequena

Expectativa é mãe...
Idealização é pai...
Decepção é a primogênita...
Frustração é o do meio...
Depressão é a caçulinha...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Eu Sou da Sarjeta

Se você não precisa de ouro no trono
e nem de mesa ou cadeira,
se ajeita na sarjeta sem marca bobeira;
reina como rei da terra sem dono.

Toma um destilado puro, sem gelo!
(como deve ser apreciado)
Sentado, sem querer ser mais que ninguém
Calado, nunca deixando de ser alguém
Não esta nem um pouco preocupado
com aqueles que esbanjam ao lado.

Ó sarjeta! Trono de todos e de ninguém,
canto no mundo que acolhe o rico e o pobre.
Recebe o negro, o branco, o vil e o nobre,
acolhe todos sem desdém.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Feliz Novo!

Receba com alegria
sonhe e sinta a magia.

Relógio não marca sentimento.
Calendário marca tão pouco!
Tempo anda louco.
Um feliz agora, feliz seja este momento!

Desejo um novo ano novo!
Meses novos, dias novos;
semanas novas, horas novas;
minutos novos e segundos novos!

Faça o tributo:
Viva! A eternidade de um segundo!
Viva! Esse agora que sempre dura!
Para além de tramas passadas
e para além de tramas futuras!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Depois de um certo agora.

Surge de dentro de nuvens de solos distorcidos.
É o passado o presente e futuro confundindo
É como loucura desabrochando.
É a não consolidação do hino.
É como se tudo estivesse desistindo.
Mas esta modificando
um mundo entorpecido.

Depois que um certo agora tiver ido
e a mutação tiver-se consolidado...
Eras substituem eras,
agora o moderno é coisa do passado,
um novo terno já foi inventado
para enfeitar as feras.
Feras que os instintos têm percorrido.

Não é a simples divulgação de novos ídolos.
Não é uma nova publicidade
para uma encenável evolução...
Não é temporal e material como a realidade.
Não, não consigo definir na verdade...
Acredito que a eterna busca é solução
e que a criação deve esculpi-lo!

Devo ignorar?
Estamos vivendo uma grande mudança?
Sempre estamos?
Ao abrir as portas da percepção
veja um artista escrever um livro
que será emoldurado de pós-moderno.
Adiante outro pari uma obra pós-pós moderna!

Será tudo nomeado e teorizado?
Será para a próxima geração transcende
a era que vamos esculpir?
Uma era além dos mitos!
Além de virgens idealizadas e esquecidas...
Depois que um certo agora tiver ido
Tudo será novamente esculpido!

O Casório

Ela vem de branco.
A guerra a conduz ao seu amado.
Ele de vermelho espera...
Sempre ao lado da liberdade
Tão cheios de paixão!
A união é sem cerimônia.
É a própria festa! Êxtase!

Não tem hora pra começar,
nem tem pra acabar.
A união é linda;
Sem início e sem fim.
Sem fronteiras e sem abismos.

O sol surge e se vai
A lua se mostra e se esconde
A chuva molha e cessa
Tudo tão rápido e lento...

O céu é o nascer e o por de astros
entre psicodélicas nuvens...
Nuvens coloridas de sol e lua
O som é da orquestra natural.

A paz filha da guerra
O amor acompanhado pela liberdade
Casam-se em infinitos arco-íris
Que venham os filhos!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Medo e Delírio

Quando dormir
que a noite volte assustadora!
Por agora vou vislumbrar o sol;
sentir o batom da lua em meus lábios secos.

É noite em claro,
é alimento aos excessos.
Sou o experimento,
Expresso-me!

Sentir prazer.
Sentir prazer em ser o prazer.
Saber o ser.

Busco uma nova emoção!
Dou bom dia ao sol tremulo!
Um sol de labuta recheado de lua.
De lua de rock´n´roll e vadias nuas!
Como em um sonho bom que eu poderia ter tido;
além de mais uma noite dormindo.
Lua calorosa, sol ofuscante!
Noite e dia maravilhosos!

Asas da Imaginação

Decolou vôo e foi...
Foi tão alto, foi tão longe!
Nunca mais voltou ao chão.

As asas levam para além dos paraísos
Levam para além dos infernos...
Voam mais altas e mais baixo que o platonismo

Lá onde ele encena o personagem “eu”;
encena personagens seus;
encena personagens meus.
Tenta voar para além do eu.
Porém o vôo é seu e é meu
O vôo sou eu

E por ai vai! As asas vão levando...

Eu?

Quem você pensa que é?
Eu sou eu...
Como se atreve a me simplificar a isso?
Desculpa. Não estou entendendo.
Como você é um simples “sou eu”?
Uái sou sim! Eu sou eu.
Então eu sou um trivial eu?

Reviravolta

Acelerado, cuspindo idéias.
Anuviado, alterado, pensando

Reduzido, digerindo idéias
Anuviado, alterado, pensando

Centrado, cuspindo, digerindo
Anuviado, alterado, pensando

Hora feliz

Um isqueiro,
um copo ao meio,
um cinzeiro cheio.
Isqueiros, copos e cinzeiros:
Risadas...

Depressão

Garota, feliz garota,
Olhos negros vêem cor de rosa.
Seu mundo era perfeito quando comparava;
quando o idealiza sobre o mundo doutas garotas

Garota doce garota!
Que susto levou diante das cores

Ela se enfeita!
Linda, louva cadáveres divinos
e senta-se em divans
Sem ouvir as infinitas cores dentro de si;
camélia de tentativas vans...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Eulírico Silva

Olha esse personagem meu:
“Foda-se eu! Só escrevo sobre coisas”.
Mais minha mão que o descreveu,
é pensamento meu...
como me livrar do eu?

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