Um dia me apaixonei por mim mesmo, uma paixão avassaladora que logo se consolidou em amor. Um sentimento verdadeiro, tão intenso quanto sincero. Nenhum atributo físico me chamou a atenção, mesmo eu conhecendo como ninguém o corpo que há anos eu explorava. Não, não sou um mero narcisista. Sim, sou mais um dos admiradores da tal “beleza interior”... Mas longe de mim me achar belo ou próximo de tão almejado estado, pois buscá-lo é justamente o que faz verdadeiro o meu amor próprio.
mudam-se as maneiras de adorar um Deus, muda-se o próprio Deus. Logo, a fé da humanidade é mais poderosa que a onipotência e mais duradoura que a eternidade.
Ele partiu muito cedo, o Sol se revelava ainda sereno. Mas antes de sair o pai foi até o quarto de seu filho... O menino ainda dormia e um sereno sorriso tentava resplandecer em seu rosto. O pai beijou-lhe a testa, suspirou e nunca mais voltou... Desde então aquele sorriso do menino se escondeu e acabou perdido junto às esperanças de rever seu pai.
Ela se apresentou como a musa da expressão e, tal qual justiça e liberdade, seduziu-me com suas promessas sem qualquer consistência e sem nenhuma consideração.
Ela me seduziu sem consciência do meu amor e sem corresponder à minha paixão.
Com sua indiferença onipotente, ela me conquistou, arrasou-me.
Ó bela Deusa: agora cobiço seus segredos e exploro seus encantos.
Eu encaro meus medos, confundo-me e me espanto, pois quanto mais me aprofundo em seu encalço, mais distante Ela se revela.
Poesia é se rasgar em mil pedaços e atirá-los ao fundo do mais íntimo abismo... É desamarrar os significados das palavras sem qualquer chance de tê-los de volta.
Palavras, significados, palavras, significados, palavras, significados signilavras, cadospala... tantas, quantas, eu por vocês. Agora nós, meus caríssimos e prezados leitores.
Desvendei teus segredos com novos mistérios e transformei em delírio os teus desejos . Deslizo em tuas curvas... O nosso suor... O nosso calor!
Protegidos pela confiança nos entregamos sem receio e sem temor, pois não há espaço para o pudor onde existe a paixão, onde existe o amor.
Alguém sabe onde fica? Será que é algo ou um lugar? Não me lembro muito bem. Talvez é um bar onde servem doses de felicidade. Só sei que não sei mais o que procurar, logo não tenho ideia de onde encontrar. Talvez não é algo e nenhum lugar. Talvez seja quando: talvez fosse ontem.
Um homem escorado em muletas se equilibrava no circular enquanto um jovem todo descolado e cheio de posses estava sentado na poltrona reservada para deficientes e idosos. Depois de se conter por alguns minutos, um senhor, que também se equilibrava espremido entre os demais passageiros, disse em tom firme: _Jovem, tu és um desairoso malogrado! Não é? Sua exiguidade só traz quiproquós. Você não deve passar de um coadjutor aplacado, limitando-se em uma realidade maçada. Por certo, você é um tipo que ostenta a cognição sem qualquer preocupação com a argúcia.
Como o jovem não entendeu a grande maioria das palavras, continuou sentado com a boca aberta, olhando distraído para seu celular multicolorido.
_ Olá, sim, é com você mesmo que eu estou falando meu jovem. Você mesmo que já ostenta esse sorrisinho turvo, coisa de gente que vive a solde de alguém. Típico da carência de propósito do seu princípio.
O jovem agora olha para o senhor, mas continua de boca aberta enquanto só consegue entender os seus próprios pensamentos, e talvez nem chegou a isso.
_Meu caro rapaz, certamente você nunca se deixou às peripécias e crê no sentido da placidez sem o remate sepulcral. Sim falo com você seu reativo incapaz de lobrigar, preferindo pretextar descansado por qualquer desenlace.
O interlocutor permanece olhando, quieto e com a boca aberta, contenta-se apenas em entender apenas as palavras que ele conhecia, ou nem isso.
E Ela surgiu em sonhos, como uma lembrança do que nunca aconteceu. Ela veio com a sagacidade do impossível, oferecendo de badeja a natureza e todos os desejos: a chave da beleza dos seus segredos .
Memória, imagem, imaginada, doce, pura, mágica: linda! Bela... tão e só: só e tão Ela.
Ela vem sem hora e vem sem lugar:
“_Entre, sejas bem vinda! Inspire minha noite e Ilumina minha vida.”
É pra ser feita a vinte braços sem monopólio de estilo nem nada.Estilo só limita,pois é tudo poesia É CONSIDERADA JUSTA TODA FORMA DE COMPOR! Do céus aos infernos,passando por todo o infinitoque existe entre a dicotomia dos extremos. ! E pelos vales e abismosplantar pontes pra novos horizontes,inclusive composições inconscientes.Certamente! __________ C. La Terza em parceria com Bob Léo