sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Os espasmos dos vícios
revelam a temperança
ao mostrarem o longo caminho
da relatividade das verdades
iluminado pela imanência
do amor.

Moda Outono/Inverno



A mudança nos ventos
anuncia uma nova estação,

enquanto

seus lindos olhos
já não brilham como
brilharam no último Verão.

Assisto o pôr do sol
procurando nosso
abrigo durante o Outono,

para protegermos
sentimentos capazes
de nos aquecer no próximo

Inverno.

Nas batalhas entre deuses são os humanos que se matam.

O presente ideal.



Tal presente não pode
ser comprado ou
avaliado.

Trata-se de algo
“simplesmente imensurável”.

Pois,

elas existem para amar e
o que mais querem é
serem amadas.

sem título 3


Os ouvidos enxergam mais que mil olhos no escuro.
Mexa-se... Dance... Salte o muro... 

Na nascente dos desejos vive a morte
dos nossos indecentes receios. É lá,
em meio às sepulturas das certezas,

na terra das experiências,
na dosagem dos excessos e

no fluxo que segue contra
as correntezas.

Os ricos tentam vender a ideia de que não existe disputa com os pobres. E realmente nunca existiu disputa entre ricos e pobres, o que sempre existiu é a exploração dos pobres pelos ricos.

Em silêncio.



Parados aos espasmos gritávamos
um com o outro...

Gritávamos quietos... Inquietos e suaves!

Levitávamos absortos na natureza
de doces desejos.

Na pureza
da contemplação dos instintos

para liberdade do gozo
de nossos orgasmos.

O medo


da punição nunca
inibiu a violência, pois

quem vive da violência já
escolheu enfrentar o perigo
e, consequentemente, 

o medo.
Na política não existe
verdade

e muito menos
fantasia. Nela

não cabem versos e
nem rimas...

Quando o assunto é política
não há sinceridade 

e muito menos poesia.

Solidão é fome.



Ela nos morde, mastiga e engole.
Solidão é fome que nos come!

É fome que nos
fode e nos
ama.

Tão e só próxima – tão
e só distante.

A fome é sempre sincera!
Pois, quando estou só
nunca tenho para quem mentir. 

O máximo que faço é me
enganar, e me
iludir... 

E tal qual fome,
a solidão é egoísta!

E tal qual, ela se consome,
enquanto nos morde,
mastiga, engole e nos alimenta.

Ela é a solidão, ela é
fome que nos come,
porém nos sacia.

#Poesias são:


filh@s legítim@s
do seu tempo.

Segundo Platão amor é loucura. Logo, loucura é amor. Portanto, vamos ser todos loucos!

A razão não tem dono, tem pretendentes.

Vozes



O povo nunca teve
uma só voz...

A voz do povo é a voz
de todos e de
cada um de
nós.
Gente arrepiada e
Irritadiça. Gente que grita
em nome de todos para sua
própria cobiça,

para seus fúteis desejos e
meros caprichos.
Querem julgar o amor e
condenar a diversão.

Tentam usurpar as alegrias em
nome das promessas e todas
as eternas hipocrisias.

Os donos do cassino estão apostando no ódio, mas, mesmo assim, eu deposito todas as minhas fichas no amor. Prefiro perder apostando no amor a vencer apostando no ódio.

Os donos do cassino estão apostando no ódio, mas, mesmo assim, eu deposito todas as minhas fichas no amor. Prefiro perder apostando no amor a vencer apostando no ódio.

Desnaturalizado



Visto-me de isolantes,
distante da
natureza, de sua energia,
e da imensurável grandeza.

Vivo isolado na
velocidade do asfalto, na
segurança do
concreto, no conforto da espuma,
na elasticidade da borracha e
na fragilidade do gesso.

Vivo protegido por enganos,
traído por desejos e
limitado aos medos.

Afinal, sou apenas e
demasiadamente humano.

Apenas mais um animal
desnaturalizado do
nosso ambiente, que
vive com saudade em outro plano.

Gestações.



Quero agradar desagradando
para o despertar de
novas dúvidas.

Vejo-as,
não consigo

parar de olhar.

Desejo-as,
não posso ignorar!

Apaixono-me por todas elas,
minhas doces dúvidas.

Tão misteriosas
e tão belas.

Trato-as bem
numa orgia cheia de
selvageria, amor
e carinho.

Transamos
no nosso ninho até

todas ficarem grávidas e
esperamos...

Esperamos todos juntos
pelo nascimento das minhas
novas compreensões e dos meus

novos entendimentos.

Artesanato.



Encomendaram-me cinco poemas
como se essa arte fosse
tão superficial quanto
matérias e reportagens.

Cinco poemas em cinco dias...

Não que a quantidade
ou o tempo sejam problemas.
O que me incomoda é o ato
da encomenda, é a falsa
nobreza deste desafio.

Mas, aqui está! Eis o primeiro
meu amigo traiçoeiro. Como pode
me amaldiçoar assim?

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